Com seu futuro ainda incerto, Iracema convida “o povo do Maranhão” para o lançamento de Orleans

Iracema Vale ocupou a tribuna para convidar
para o lançamento de Orleans Brandão

A deputada Iracema Vale (MDB), que preside a Assembleia Legislativa, assumiu ontem, de vez, e em larga escala, a condição de apoiadora linha de frente do projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado. Ela discursou para convidar “o povo do Maranho” para o ato de lançamento da pré-candidatura do emedebista neste sábado. Na sua rápida manifestação, a chefe do parlamento estadual, que se filiou recentemente ao MDB, definiu o presidente do partido como “um pré-candidato jovem, trabalhador, que tem mostrado um grande talento à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, um homem que tem caminhado em todos os municípios do Maranhão”.

A fala da deputada Iracema Vale, na tribuna da Assembleia Legislativa, deu a importância que o próprio Orleans Brandão e seus apoiadores, a começar pelo governador Carlos Brandão (sem partido), estão dando à oficialização, pelo MDB, da sua pré-candidatura ao Governo do Estado. E o tom da fala partidária da presidente do Poder Legislativo transformou um convite político numa espécie de convocação para que o ato tenha, de fato, a dimensão da largada de uma candidatura irreversível.

Iracema Vale tem autoridade política fazer o convite nesse tom. Ela foi uma das primeiras vozes da base governista a declarar apoio esse projeto sucessório, e o fez num momento em que poucos integrantes destacados da base governistas se arriscaram a comprar a ideia. Na sua fala desta quinta-feira, Iracema Vale não deixou qualquer dúvida de que acredita no projeto de candidatura. E justifica essa crença afirmando que o pré-candidato do MDB “é um homem que conhece todas as lideranças, conhece o povo do Maranhão, conhece todos os projetos que o governador Carlos Brandão está desenvolvendo no Maranhão, conhece a todos nós”.

O convite feito pela deputada-presidente Iracema Vale tem o passo da importância que ela alcançou no cenário da política maranhense. E chama a atenção para o fato de que o futuro dela própria não está resolvido. O que se sabe com 99% de certeza é que ela dificilmente tentará a reeleição para a Assembleia Legislativa. Também não estaria seduzida com ideia de ser lançada candidata a vice-governadora na chapa do MDB. Alguns apostam que ele será candidata à Câmara Federal, mas ela própria não confirma. As avaliações mais recentes a apontam como nome forte para disputar uma cadeira no Senado, o que ela não confirma, mas também não nega, preferindo jogar o seu futuro “nas mãos de Deus”.

A presidente da Assembleia Legislativa cresceu de maneira exponencial. Deixou de ser uma política regional, para ser um nome de abrangência estadual, com cacife para aspirar um mandato majoritário. É provável que essa assunto venha à baila no ato lançamento de Orleans Brandão para o Governo, podendo ela sair do evento com essa situação resolvida. Afinal, as eleições acontecerão daqui a pouco mais de seis meses, estando praticamente esgotado o tempo que um político de peso precisa para definir uma candidatura, pois a essas alturas, o estado está política e eleitoralmente mapeado.

Independentemente de qual venha ser o mandato que tentará conquistar nas urnas, Iracema Vale ocupa, e continuará ocupando, espaço amplo na base de apoio da candidatura de Orleans Brandão, que ela vem ajudando a construir desde o primeiro momento. Forjada nas lutas eleitorais, com quatro mandatos de vereadora e dois de prefeita de Urbano Santos, e com o cacife de ser recordista de votos para a Assembleia Legislativa e com o peso simbólico de ser a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, ela tem estatura política e credibilidade para tal. O próprio pré-candidato emedebista não esconde que o apoio da parlamentar tem sido fundamental para a consolidação do seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Grupo de oposição se mantém unido e vai brigar pela reeleição

Grupo de oposição se mantém unido
para brigar pela reeleição

O grupo de deputados estaduais identificados como dinistas está contrariando a previsão de que seria esfacelado e não chegaria unido às eleições. Os deputados Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Leandro Bello (PSB), Fernando Braide (PSB), Rodrigo Lago (PCdoB), Ricardo Rios (PCdoB) e Júlio Mendonça (PCdoB) estão cada vez mais unidos.

Além da união, o grupo está bem posicionado na oposição ao Governo com críticas ácidas e denúncias contundentes. Quase diárias, as investidas do grupo de oposição contra o governador Carlos Brandão, que responde através do líder governista Neto Evangelista, e pela voz do deputado Yglésio Moises (PRTB), que representa a extrema direita na base parlamentar do Governo.

O grupo conta também com a participação do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).

Na corrida eleitoral, o grupo está fechado com o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). Mas pode, numa guinada, se posicionar apoiando a candidatura do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), caso ele se lance candidato e o vice-governador mude de ideia e retire sua candidatura.

A ´preocupação desses parlamentares é com a barra pesada que vão enfrentar na briga que travarão pela reeleição.

Indefinida a disputa entre Beto Castro e Marquinhos Silva pela presidência da Câmara de São Luís

Beto Castro e Marquinhos Silva
continuam candidatos

Continua sob pesadas nuvens cinzentas e marcada pela indefinição a corrida para a presidência da Câmara Municipal de São Luís, que tem de um lado o vereador Beto Castro (Avante) e de outro o vereador Marquinhos Silva (União).

Tudo caminhava para a eleição tranquila de Beto Castro, apoiado pelo presidente Paulo Victor (PSB), quando o pleito estava marcado para abril.

O projeto, porém, sofreu uma reviravolta radical com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que as eleições parlamentares no país, em todos os seus níveis, terão de ser realizadas sempre em novembro, três meses antes da posse, que ocorrem sempre no início de fevereiro.

A mudança desmanchou num piscar de olhos o esquema montado pelo presidente Paulo Victor, que elegeria Beto Castro e teria o apoio dele à sua candidatura à Assembleia Legislativa.

A mudança de data minou fortemente a candidatura de Beto Castro – que chegou a ter o apoio de 23 dos 31 vereadores – e fez surgir o vereador Marquinhos Silva como seu adversário em franco crescimento. Além disso, pode ter mandado para o arquivo a candidatura de Paulo Victor ao parlamento estadual.

Depois da mudança, ninguém, a começar pelos próprios vereadores, arrisca a prever quem será o próximo presidente do parlamento ludovicense.

São Luís, 13 de Março de 2026.

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