
Casé, Tiago Fernandes, Abigail Cunha,
Natássia Weba, Arruda, Júnior Viana, Bira
do Pindaré, Vinícius Ferro, Washington
Oliveira, André Campos e Cricielle Muniz
deixarão seus cargos para disputar votos
Com a partida de Momo, encerrou seu reinado anual fez as malas e foi embora, abrindo caminho para a chegada das esperadas águas de março. E será com elas que governador Carlos Brandão (MDB) abrirá um espaço diário na sua intensa agenda para conversar com os secretários que estão arrumando as gavetas para deixar seus cargos e encarar o caminho das urnas. São eles Orleans Brandão (Assuntos Municipalistas), Sebastião Madeira (Casa Civil), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Tiago Fernandes (Saúde), Júnior Viana (Articulação Política), Abigail Cunha (Secretaria da Mulher), Natássia Weba (Ciência e Tecnologia), Yuri Arruda (Cultura), Bira do Pindaré (Vinícius Ferro (Planejamento) e Washington Oliveira (Representação em Brasília). Além deles, dois membros destacados do segundo escalão deixarão seus cargos em busca de mandato estadual, a diretora geral da rede IEMA, Cricielle Muniz, e André Campos, vereador licenciado de São Luís, atual presidente da Agência Executiva Metropolitana (AGEM). É um time forte, todos com pleno aval do Palácio dos Leões. Alguns já têm partido, e boa parte dos que não têm se filiarão ao MDB.
A saída mais aguardada é a do secretário Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Estado, presidente estadual do MDB e titular da pasta mais influente e politicamente poderosa do Governo Carlos Brandão. Sua desincompatibilização será o impulso inicial formal da sua corrida ao Palácio dos Leões, já que a turbinação política foi consolidada ao longo dos seus mais de três anos no cargo, como braço direito do governador Carlos Brandão nesse campo. Antes pré-candidato a deputado federal, Orleans Brandão ganhou musculatura política e potencial o eleitoral, chagando a esse momento decisivo como segundo colocado não preferência do eleitorado, segundo as pesquisas divulgadas até agora. Deve deixar o cargo até o dia 20 de março.
Os que vão disputar cadeiras na Assembleia Legislativa formam um grupo de peso, que abre com o chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, de longe o mais experiente, que comanda o PSDB estadual e tem um lastro de quatro mandatos de deputado federal e dois de prefeito de Imperatriz. Junto com ele sairão o bem articulado e influente Tiago Fernandes, que deixará a poderosa Secretaria de Saúde; o ativo Paulo Casé, secretário de Desenvolvimento Social, responsável direto pela expansão do programa Restaurantes Populares, que já ultrapassou o patamar das 200 unidades e tem o lastro do deputado federal Pedro Lucas Fernandes.
Arrumando as gavetas de olho no parlamento estadual estão a deputada estadual licenciada Abigail Cunha, que deixará a Secretaria da Mulher para buscar a renovação do seu mandato, que tem Barra do Corda como base maior; Natássia Weba, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, que entra na corrida como herdeira política do ex-deputado Hemetério Weba; Yuri Arruda, secretário de Cultura, que deixa a pasta com o cacife de uma arrojada política cultural, incluindo Carnaval e São João; Júnior Viana, atual secretário de Articulação Política, que fez um forte trabalho político sem alarde, e tem o aval do governador Carlos Brandão; e o secretário de Assuntos Legislativos. Raimundo Cutrim, que tenta voltar à Assembleia Legislativa.
Decididos a conquistar mandato de deputado federal, deixarão seus cargos ao longo de março os secretários Bira do Pindaré, político de esquerda bem articulado, atual titular da pasta da Agricultura Familiar, que tem castro de três mandatos de deputado estadual e um de federal; Vinícius Ferro, da pasta do Planejamento e Orçamento, provavelmente o secretário mais influente do Governo depois de Orleans Brandão, dono da mais absoluta confiança do governador Carlos Brandão; e Washington Oliveira, ex-vice-governador, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e atual chefe da representação do Governo em Brasília, e que já foi deputado federal.
Outros membros do Governo, estes do segundo escalão, deixarão seus cargos para disputar cadeira na Assembleia Legislativa, Um deles é o vereador licenciado de São Luís, André Campos, atual presidente da Agência Executiva metropolitana (AGEM), que se elegeu pelo PP, mas é quadro de proa do MDB de São Luís, e que tem como líder o atual prefeito de Bacabal e presidente da Famem Roberto Costa (MDB); e Cricielle Muniz, líder petista que a rede de escolas IEMA e que forma o time mais próximo do governador Carlos Brandão.
Parte desse time está na otimista previsão do deputado federal Ildo Rocha (MDB), que previu que o seu partido, que é o partido de Orleans Brandão, elegerá pelo menos 20 deputados estaduais.
PONTO & CONTRAPONTO
Passado o Carnaval, Prefeitura de São Luís vive agora expectativa quanto ao futuro de Braide
Desde ontem, o clima é de expectativa na equipe do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Todos querendo saber se o chefe do Poder Executivo municipal deixará o cargo para se candidatar ao Governo do Estado. Mesmo os secretários mais próximos não sabem o que está pensando o prefeito de São Luís, que nunca antecipa os seus projetos políticos, sempre calculando o tempo e decidindo o momento certo para se manifestar.
Três vereadores experientes disseram à Coluna que o prefeito renunciará para com correr aos Leões, e dois disseram não acreditar que ele tomará essa decisão. O fato é que os que acreditam o fazem por intuição, baseados no poder de fogo que o prefeito acumulou. Os que não acreditam argumentam que ele não deixará um cargo tão importante para correr risco.
É fato também que já começa uma movimentação, discreta, mas efetiva, em torno da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), que nos últimos dias esteve sempre ao lado do prefeito, como na reação de Eduardo Braide em relação ao protesto dos feirantes contrários à saída do Mercado Central. Ela estava ao seu lado, firme e muito séria. Esteve ao seu lado também na Cidade do Carnaval.
Não se discute que ainda faltam um mês e meio para o fim do prazo de desincompatibilização. Mass nas contas de políticos tarimbados, se for entrar na corrida para valer, o prefeito Eduardo Braide deverá anunciar sua decisão até meados de março.
De volta à cena política, Edivaldo Jr. planeja recomeço tentando cadeira na Alema
Ao mesmo tempo em que o mundo político tenta desvendar o mistério que envolve o futuro do prefeito Eduardo Braide, alguns observadores da cena política perguntam por onde anda o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que saiu de cena desde que anunciou que disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Para lembrar: Edivaldo Holanda Jr. fez uma carreira meteórica e bem sucedida. Foi vereador de São Luís muito bem votado, elegeu-se deputado federal também com expressiva votação e desembarcou na prefeitura de São Luís pelo PST, desbancando o então prefeito João Castelo (PSDB), que tentava a reeleição.
Fez um primeiro mandato de ajustes e colocou a máquina municipal nos eixos, se reelegeu, desta vez pelo PDT, sem problemas e fez um segundo mandato com muitas obras importantes, dando a impressão de que seguiria para patamares mais elevados, como o Palácio dos Leões, por exemplo.
Cometeu, porém, todos os erros políticos, sendo o principal deles o de ter ignorado que seu partido, o PDT, tinha o candidato a governador, preferindo ficar de fora. Fechou o mandato totalmente isolado, para cometer outro erro fatal: lançou-se candidato a governador num projeto sem pé nem cabeça e acabou 2022 politicamente triturado.
Agora, provavelmente com os pés mais firmes no chão, tentará uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde seu par, Edivaldo Holanda, exerceu vários mandatos. Um bom recomeço, levando-se em conta o fato de que, afora as derrapagens políticas, Edivaldo Jr. é um político sem mácula, pautado pela correção pessoal.
São Luís, 19 de Fevereiro de 2026.

























