
será disputado entre Genilson Alves e
o veterano Raimundo Monteiro em 2º turno
O braço maranhense do PT mergulhou ontem numa nova crise com a decisão judicial tornando inelegível o presidente recém reeleito Francimar Melo, por não estar em dia com as suas contribuições para o partido, o que pelas regras da legenda é uma falta gravíssima. A inadimplência tira do militante o direito de votar e ser votado no Processo de Eleição Interna (PED), sistema pelo qual a agremiação escolhe os seus dirigentes municipais, estaduais e nacionais. Numa sentença dura, resposta a ação de líderes petistas que se consideraram lesados na eleição concluída no mês passado, o juiz Márcio Castro Brandão, titular da 3ª Vara Cível de São Luís, determinou a realização de um segundo turno das eleições entre os dois candidatos imediatamente mais votados na primeira etapa da eleição: Genilson Alves, Raimundo Monteiro e Francisco Rogério. De acordo com a decisão judicial, Francimar Melo deve R$ 7,7 mil ao PT e não poderia ter sido candidato.
A sentença do juiz Márcio Castro Brandão teve um alcança amplo dentro do PT maranhense. Primeiro porque desmontou o projeto de Francimar Melo e seu grupo, que tem como referência maior o ex-vice-governador, ex-conselheiro do TCE e atual secretário do Governo do Maranhão em Brasília Washington Oliveira. E também porque invalidou uma decisão da Câmara de Recursos do Diretório Nacional do PT, que havia confirmado a eleição do agora ex-presidente sem aguardar o desfecho dos questionamentos. Além disso, dependendo de quem será o presidente eleito no segundo turno – que deve ser realizado imediatamente -, o PT poderá dar uma guinada na sua posição em relação à corrida pelo Governo do Estado, tornando mais intensa e decisiva a disputa entre partidários da aliança com o governador Carlos brandão (PSB) em torno da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e os segmentos do partido que apoiam o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).
Sob a presidência de Francimar Melo, o PT vinha manifestando uma clara tendência de apoiar a candidatura de Orleans Brandão, reforçando a aliança com o governador Carlos Brandão. O comando do partido vinha tendo o aval de lideranças petistas que ocupam diversos cargos importante no Governo do Estado, entre eles o próprio Francimar Melo, que é assessor comissionado na Secretaria de Articulação Política, o secretário Washington Oliveira, a professora Cricielle Muniz, que dirige a rede de Iemas, entre outros secretários e adjuntos, alguns deles pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. Esse grupo, que tem representantes de diferentes correntes do partido, não fecha com o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão.
Se for mesmo confirmado e realizado de acordo com a decisão do juiz Márcio Castro Brandão, o segundo turno da eleição petista será uma disputa dura entre Genilson Alves, que representa uma ala mais jovem e mais aguerrida do PT, com forte identificação com o projeto de candidatura de Felipe Camarão, mas também com grupos alinhados ao Palácio dos Leões, e Raimundo Monteiro, representante das correntes mais tradicionais do partido no Maranhão, como a que manteve a agremiação petista alinhada ao Grupo Sarney de 2006 a 2014. A corrente que chegar ao poder no segundo turno do pleito interno do PT deverá posicionar o partido em relação à corrida ao palácio dos Leões, o que torna rigorosamente imprevisível o desfecho do pleito.
Não há dúvida de que Francimar Melo e o grupo que o apoia vão brigar pela confirmação da sua eleição como presidente do PT no Maranhão. Mas a tendência é a de que decisão judicial que invalidou a eleição de presidente estadual do partido. Até porque existe outro fator que fragiliza a posição de Francimar Melo. É que nos cálculos de algumas lideranças de oposição, o número de votos que recebeu não foi suficiente para elegê-lo em turno único.
PONTO & CONTRAPONTO
Bacabal: Roberto Costa alcança aprovação de 82% e se torna referência como gestor
Não surpreendeu que em sete meses no comando da Prefeitura de Bacabal, um dos dez maiores e mais importantes municípios do Maranhão, o prefeito Roberto Costa (MDB) tenha alcançado 82,17% de aprovação, conforme pesquisa do instituto Exata, realizada no período de 26 a 28 de julho. Outros 15,67% disseram não aprovar a gestão, e apenas 2,16% não souberam avaliar a gestão.
Quando decidiu ser candidato a prefeito, o então deputado estadual no quarto mandato o fez com um propósito muito claro: não faria uma gestão qualquer. Ao contrário, colocaria em prática um projeto ousado de transformar a cidade que polariza o Médio Mearim, uma das regiões mais importantes do estado, não só em relação à economia. Suas primeiras ações indicaram com clareza que Bacabal dava passos para ser outra cidade daqui a quatro anos.
Para começar, fez uma avaliação profunda e tomou medidas duras e amplas para ajustar e tornar mais produtiva a relação entre os servidores e a administração pública. E adotou medidas diferenciadas para tornar mais eficientes segmentos essenciais como Educação – reposicionou o quadro de professores, atualizou a estrutura física da rede de ensino e brindou os estudantes da rede municipal com fardamento -, Saúde – colocou em funcionamento pleno toda a estrutura hospitalar do município, incluindo clínicas e postos de saúde -, Infraestrutura – colocou em marcha um plano abrangente de restaurar as vias urbanas e a estrutura rodoviária do município -, Cultura – realizou Carnaval, São João e vários eventos, entre eles o 1º Festival de Verão, que movimentaram a cidade nesse período.
Nenhum segmento de responsabilidade da prefeitura ficou de fora da onda de mudanças que vem transformando Bacabal num centro dinâmico nas mais diversas áreas. E entre a ações, o prefeito Roberto Costa decidiu vencer o seu maior desafio: dotar Bacabal de um sistema de abastecimento de água regular, já tendo aberto negociações no plano federal para obter recursos e viabilizar o projeto, que revolucionará a cidade.
Político tarimbado no plano das articulações, no qual se tornou um dos líderes mais importantes da sua geração, o prefeito Roberto Costa se elegeu presidente da Federação dos Município, que congrega as 217 prefeituras maranhenses, o que o obriga a ser uma referência para seus colegas prefeitos. E trabalha em sintonia fina com o governador Carlos Brandão (PSB), de quem é parceiro nos planos político e administrativo.
Suspeito de comprar votos, Josivaldo JP é alvo de investigação da Polícia Federal
O deputado federal Josivaldo JP (PSD) entrou no plano fumacento das suspeitas de compra de votos na eleição municipal de 2024. Ele foi alcançado pela Operação Eclesiastes 5, que está desvendando suspeitas de compra de voto na corrida para prefeito de Imperatriz, na qual foi candidato e terminou em terceiro lugar.
Não são novos os rumores de que o deputado federal Josivaldo JP teria usado recursos financeiros para atrair eleitores à sua candidatura. Tais suspeitas foram levantadas durante a pré-campanha e a campanha eleitoral propriamente dita, quando ele figurava como o principal adversário do então candidato do PP, deputado Rildo Amaral, com quem alternava a liderança nas pesquisas. Depois foi ultrapassado pela suplente de deputada federal Mariana Carvalho (Republicanos), perdendo a competitividade e ficando em terceiro lugar no primeiro turno.
Josivaldo JP se tornou deputado federal quando o deputado federal Eduardo Braide (PMN) renunciou ao mandato para disputar a Prefeitura de São Luís em 2020. Ativo e disposto a sobreviver na selva parlamentar, logo se embrenhou no túnel das emendas parlamentares, e usou todos os recursos que conseguiu para pavimentar ruas, construir pontes e bancar outras obras, o que lhe garantiu a reeleição em 2022.
O mandato federal elevou sua vida antes simples para um patamar de surpreendente prosperidade, que ficou evidente quando se lançou candidato a prefeito de Imperatriz e pontificou em primeiro nas pesquisas durante meses. E teria sino nesse período que teria usado fatos recursos para seduzir o eleitorado.
Ele se disse espantado e indignado por estar sendo alvo da Operação Eclesiastes 5. E como todo suspeito que se presa, o deputado federal Josivaldo JP reagiu: “Fui pego de surpresa com essa operação… Não entendo qual o objetivo disso… Será que meu desempenho tem incomodado muita gente? Não sei. Nem para o segundo turno eu fui, não ganhei a eleição. Fica a pergunta: qual é a intenção dessa busca na minha casa? ”.
Os resultados da Operação Eclesiastes 5 vão responder.
São Luís, 05 de Agosto de 2025.

