A dez meses das eleições, as decisões sobre candidaturas terão de ser tomadas sem perda de tempo

Carlos Brandão tem poder para manter ou desmontar um cenário com
Orleans brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, mas que pode
ser alterado radicalmente por Eduardo Braide

Faltam exatamente 10 meses para as eleições gerais, e depois de um longo período de indefinições e incertezas quanto a candidaturas ao Governo do Maranhão e à duas vagas do estado no Senado da República, a corrida às urnas ganha, a partir de agora, um caráter de definição, sem muito espaço para “ser ou não ser” ou experimentações. Não há mais tempo.

As duas pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões e às vagas na Câmara Alta, divulgadas na virada do ano, uma da empresa EPO Estratégias e outra do instituto Prever, mostraram, cada uma a seu modo, que o quadro hipotético da disputa para o Governo permanece estável com a liderança inconteste do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), que não disse se será candidato, tendo como adversário mais próximo o secretário Orleans Brandão (MDB), evidenciando também que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) em terceiro, seguido do vice-governador Felipe Camarão (PT) em último, mas ainda vivo.

Na corrida para as duas cadeiras no Senado, a novidade trazida pelas pesquisas foi a confirmação de que, se decidisse ser senador, o governador Carlos Brandão (sem partido) seria dono de uma cadeira, enquanto a segunda seria disputada pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), o ministro André Fufuca e o ex-senador Roberto Rocha (sem partido). E o dado desconcertante é o registro da perda de gás do senador Weverton Rocha, provavelmente atingido pela repercussão das denúncias que rondam sua imagem política.

É com esse cenário de linhas imprecisas, mas que pode funcionar como baliza, que o ano eleitoral propriamente dito começa. As linhas para a corrida aos Leões só se tornarão precisas quando o prefeito Eduardo Braide disser, finalmente, se será ou não candidato. Com ele, o cenário mais provável será o de uma disputa com Orleans Brandão. Sem o prefeito, o tabuleiro será virado de cabeça para baixo, com uma disputa provável entre o emedebista e Lahesio Bonfim, com Felipe Camarão rondando e com chance de chegar ao segundo lugar, para enfrentar Orleans Brandão num segundo turno. (Fontes com trânsito no Palácio de la Ravardière preveem que o prefeito Eduardo Braide anunciará sua candidatura depois do Carnaval, entre 21 e 28 de fevereiro).

Mas a chave dessa disputa para o Governo do Estado estará na composição definitiva das chapas para a corrida ao Senado, dependendo de uma só tomada de decisão: o governador Carlos Brandão será ou não candidato a senador? Se ele permanecer no Governo, como está posto até agora, a corrida aos Leões se dará entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. Mas se ele resolver montar o cavalo selado que está passando à sua frente para leva-lo ao Senado, o cenário da disputa para o Governo mudará radicalmente, e vai depender dos movimentos do governador Felipe Camarão, que será páreo duro para qualquer adversários – há quem diga que nesse cenário Orleans Brandão retiraria a sua candidatura, confirmando o embate entre Felipe Camarão e Eduardo Braide.

O poder de fogo do governador Carlos Brandão sobre as decisões para as eleições majoritárias no Maranhão se evidenciará na corrida ao Senado. Com ele na disputa, o quadro muda radicalmente e a segunda vaga será disputada pelos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama e pelo ministro André Fufuca e o ex-senador Roberto Rocha, que vem ganhando espaço nessa seara. Na conversa que tiveram em novembro sobre o quadro político do Maranhão, o presidente Lula da Silva (PT) pediu-lhe para ser candidato ao Senado. Na sema passada, o governador revelou que fará uma “contraproposta” ao presidente, sem soltar qualquer pista sobre ela.

O ano de 2026 começa, portanto, mergulhado na mesma expectativa com que terminou o ano de 2025. Com a diferença de que, a partir de agora, qualquer movimento feito em relação à disputa pelo Governo do Estado e para as vagas no Senado da República deve ter caráter definitivo, uma vez que não há mais tempo a perder. Afinal, o que vier a ser decidido além do que já está posto terá de ser combinado com o eleitorado, que não parece muito simpáticos a arranjos.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisas: em situações diferentes, Weverton, Rocha e Iracema chamam a atenção na corrida ao Senado

Weverton Rocha perde espaço, Roberto Rocha sobe,
Eliziane Gama e André Fufuca estabilizam e Iracema Vale
entra forte num cenário indefinido

De todos os cenários levantados pelas duas pesquisas divulgadas na virada do ano, três relacionados com a corrida ao Senado chamaram a atenção.

O primeiro o da EPO, que mostrou o senador Weverton Rocha em quinto lugar, atrás de Carlos Brandão, Roberto Rocha, André Fufuca, Eliziane Gama. Se não houver outra explicação, a lógica leva à conclusão de que o tombo está relacionado com as denúncias, em especial a do INSS, o atingiram fortemente, o que pode comprometer seriamente o seu projeto de reeleição.

O segundo dado foi o cacife eleitoral mostrado pelo ex-senador Roberto Rocha (sem partido), que pode estar atraindo o eleitorado de extrema-direita bolsonarista. Chama a atenção o fato de que ele está bem situado com ou sem a candidatura do governador Carlos Brandão.

Finalmente, os 10% dados à deputada Iracema Vale (PSB), presidente da Assembleia Legislativa num cenário em que Weverton Rocha tem 23%, Roberto Rocha 22%, André Fufuca 17% e Eliziane Gama 16%. São apenas 13 pontos percentuais distante do líder e a apenas seis pontos da senadora. Uma posição potencialmente boa num cenário em que os nomes postos há tempos não conseguem avançar. E vale a observação de que até aqui Iracema Vale não havia sido testada para o Senado.

Vale também a observação de que o jogo de fato começa agora.

Roberto Costa comandou a distribuição de 20 mil cestas básicas em Bacabal

Roberto Costa: participação direta na entrega de cestas

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), fez a diferença na virada do ano. Por meio do programa Cesta na Mesa, criado na sua gestão, a Prefeitura de Bacabal distribuiu nada menos que 20 mil cestas básicas à população de baixa renda.

O número impressiona, e aumenta de tamanho quando relacionado com a população de Bacabal, que é de 107 mil habitantes, chega-se à informação surpreendente de que cerca de 20% da população municipal foi agraciada com a ação social.

E se levado em conta em conta o fato de que cada cesta básica foi entregue a uma família, e considerando que uma família tem em média três pessoas, chega-se à surpreendente informação segundo a qual a distribuição de cesta básica em Bacabal alcançou pelo menos 60 mil pessoas, ou seja, mais da metade da população bacabalense  

Não há nada parecido em matéria de distribuição de cesta básica no plano municipal.

Ao participar diretamente da entrega, o prefeito Roberto Costa explicou a ação: “O nosso compromisso é trabalhar em todos os momentos pela cidade. O Cesta na Mesa é o nosso programa de assistência e de apoio às famílias que mais precisam do nosso suporte, principalmente nessas datas comemorativas, tão simbólicas na vida da nossa população. Esse é um momento em que também externamos nossa gratidão ao povo, à confiança que recebemos”.

É isso aí. São Luís, 03 de Janeiro de 2026.

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