Saúde: Carlos Lula vai à Assembleia, responde a todas as perguntas e deixa a Oposição sem argumentos

 

Carlos Lula respondeu a todas perguntas feitas por Andrea Murad, Souza Neto, Edilázio Jr, e Wellington do Curso
Carlos Lula respondeu a todas perguntas feitas por Andrea Murad, Souza Neto, Edilázio Jr, e Wellington do Curso durante a sabatina sobre hospital na Assembleia

Mais uma vez a Oposição errou o alvo e a dose e amargou uma derrota na Assembleia Legislativa. O tropeço aconteceu ontem, na Sala das Comissões, onde o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, numa sabatina que durou menos duas horas, frustrou a expectativa de que ele seria jogado nas cordas e nocauteado por atacantes oposicionistas, e fez exatamente o contrário, colocando os adversários do Governo Flávio Dino (PCdoB) na desconfortável situação de não ter o que perguntar ou questionar. O secretário Carlos Lula atendeu a convite da bancada da Oposição a prestar esclarecimentos sobre o aluguel e a reforma, pelo Governo do Estado, do prédio onde funcionou a Clínica Eldorado e onde está sendo implantado o Hospital de Traumatologia e Ortopedia de São Luís. Formado basicamente pelos deputados Andrea Murad (PMDB), Edilázio Jr. (PV), Souza Neto (PROS), Nina Melo (PMDB) e Wellington do Curso (PP), o grupo de ataque da Oposição fez os questionamentos que quis ao secretário de Saúde, que não deixou uma única pergunta sem resposta, usando argumentos precisos, prestando as informações necessárias, salvo nos casos em que o assunto não lhe dizia respeito.

Em resumo: Carlos Lula detalhou o contrato de locação, confirmou os valores do aluguel (R$ 90 mil/mês); explicou os detalhes do acordo, como a inclusão dos materiais e equipamentos no pacote; assinalou que o Governo não poderia reformar o prédio sem assinar antes o contrato de locação; garantiu que não existe irregularidade nem nesse contratou ou em qualquer outro firmado em sua gestão; falou sobre os programas que estão em andamento; criticou a construção de 52 hospitais de 20 leitos pelo Governo passado e desafiou os deputados oposicionistas a provarem qualquer irregularidade no contrato. Já no final reunião o secretário Carlos Lula reagiu a uma provocação do deputado Edilázio Jr., exigindo que ele o respeitasse. Em nenhum momento o secretário foi colocado contra a parede ou foi constrangido. Saiu do jeito que entrou, com a situação sob total controle.

Carlos Lula não foi à Assembleia Legislativa com as mãos abanando, pois sabia que lhe seriam jogadas cascas de banana e qualquer reação ou resposta equivocada seria suficiente para que oposicionistas o trucidassem. Ele estava acompanhado de governistas “bons de briga” reunidos pelo líder do Governo, Rogério Cafeteira (PSB), e ciceroneado pelo presidente da Comissão de Saúde, Levi Pontes (PCdoB), e mais uma dezena de deputados governistas. Mas não se valeu desse apoio em nenhum momento. Respondeu com segurança a todas as perguntas e não deu bola para as provocações. Conseguiu desarmar o ataque oposicionista sem maiores esforços, e essa eficiência no contra-ataque levou alguns atacantes a perder o eixo. O deputado Edilázio Jr., por exemplo, perdeu a estribeira depois de criticar a doação de medicamentos a Prefeituras e ouvir do secretário que o Governo não vai deixar pessoas morrerem por causa de entraves burocráticos. Já no final, a deputada Andrea Murad, que no início lera um rosário de perguntas, todas respondidas pelo secretário, tentou fazer “algumas observações”, mas o presidente Levi Pontes encerrou a reunião, o que a levou a atrair os holofotes para protestar agredindo o secretário Carlos Lula e exaltando a figura do ex-secretário Ricardo Murad, seu pai, sendo vaiada por servidores que lotavam a sala.

A Oposição começou a ser desarmada já na terça-feira, quando o secretário Carlos Lula levou um grupo de deputados para conhecer as instalações onde funcionará o Hospital de Traumatologia e Ortopedia. Os deputados ficaram impressionados com o que viram na antiga Clínica Eldorado, onde obtiveram a certeza de que as obras serão concluídas em setembro e a Casa de Saúde será inaugurada ainda neste ano. A visita municiou a bancada governista de argumentos, o que fragilizou a bancada oposicionista. Os deputados oposicionistas foram para a reunião já sabendo que dificilmente criariam uma situação para embaraçar o Governo. Estavam certos, pois não foi o seu dia. E o Palácio dos Leões comemorou.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Humberto Coutinho encerrou sessão mais cedo e foi acompanhar sabatina a secretário

Humberto Coutinho entre Andrea Murad (e), Nina Melo e Roberto Costa
Humberto Coutinho entre Andrea Murad (e), Nina Melo e Roberto Costa na reunião

A sabatina do secretário Carlos Lula na Comissão de Saúde atraiu a maioria dos deputados presentes ao Palácio Manoel Beckman e esvaziou a sessão ordinária da Assembleia Legislativa, que foi encerrada mais cedo. O presidente do Poder, deputado Humberto Coutinho (PDT), foi à Sala das Comissões, onde assistiu aos momentos finais do  “embate”, sem fazer qualquer interferência. Ele foi convidado pelo deputado Levi Pontes para se acomodar junto aos dirigentes dos trabalhos, mas ele preferiu se juntar aos deputados, sentando-se entre as deputadas e Andrea Murad e Nina Melo, de onde acompanhou os momentos finais da reunião, presenciando, impassível, ao destempero da deputada Andrea Murad, que, inconformada com o desfecho da reunião inteiramente favorável ao secretário de Saúde e ao Governo, tentou reverter a situação chamando Carlos Lula de “muito fraco”, não merecendo ocupar o cargo. O ataque da deputada pemedebista foi feito exatamente no momento em que o secretário era efusivamente cumprimentado pelo seu desempenho na reunião.

 

Oposição se mobiliza e emperra a votação da Reforma Política na Câmara Federal

Rodrigo Maia: equilíbrio e competência na condução dos trabalhos
Rodrigo Maia: equilíbrio e competência na condução dos trabalhos na Câmara Baixa

Mais uma vez a Câmara Federal empacou na votação da Reforma Política, que começa a correr sério risco de morrer na praia por falta de consenso entre os deputados em relação aos principais itens da proposta geral. Ontem, a Câmara avançou na análise da PEC que acaba com as coligações nas eleições proporcionais já em 2018 e estabelece uma cláusula de desempenho para as próximas eleições. O texto foi aprovado em comissão. Como foi modificado na Câmara, de qualquer maneira, terá de ser analisado novamente no Senado, onde foi originado. Ao contrário do que aconteceu na Assembleia Legislativa, onde a Situação se articulou, se mobilizou e inibiu a Oposição, na Câmara Federal as forças oposicionistas se articularam e ergueram uma barricada de recursos regimentais. Com a obstrução sistemática, conseguiu melar a votação de propostas como o Distritão e o Fundo Eleitoral bilionário, que foi adiada para a próxima terça-feira (29), conforme anunciou o equilibrado e competente presidente da instituição deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

São Luís, 24 de Agosto de 2017.

4 comentários sobre “Saúde: Carlos Lula vai à Assembleia, responde a todas as perguntas e deixa a Oposição sem argumentos

  1. O Secretário somente foi para la falar mal da gestão passada, que ele não consegue nem chegar nas unhas do pé da gestão Ricardo Murad. O presidente da comissão não deixou os deputados de oposição falar, por isso ficaram calados. Acho que a imparcialidade na imprensa se faz necessário para ser repassado a verdadeira noticia dos fatos. O Secretário entrou sem explicar nada e saiu da mesma forma, como por exemplo, a redução do número de leitos que se tinha no contrato inicial.

  2. Esse Luiz Muniz não deve esta sem porcento bem pra defender uma administração da saúde passado desse Ricardo Murad que é investigado pele policial federal por desvios dá saúde

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