
Rubens Júnior e Márcio Jerry, ontem, em Brasília
Num tabuleiro em que o secretário Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato, o vice-governador Felipe Camarão (PT) decidiu partir para a ofensiva, de modo a definir de vez a posição do PT em relação ao seu projeto de candidatura, do qual, tem refirmado, não abre mão “de jeito nenhum”. O ataque do vice-governador à indefinição partidária foi dado ontem, em Brasília, numa conversa com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e cujo resultado ele sinalizou ao deixar o gabinete, acompanhado dos deputados federais Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB):
– O PT e o presidente Lula estarão comigo, no nosso palanque, no Maranhão. Terei a honra de liderar o time do Lula no nosso estado. O presidente e o PT não vão aderir a esse projeto familiar do Brandão. O Brandão já disse não para o presidente quatro vezes, e eu vim para dizer mais um sim, e me coloquei à disposição do partido e do presidente para cumprir a missão que eles me designarem no estado – declarou o vice-governador ao blog do jornalista John Cutrim.
A manifestação de Felipe Camarão causou a forte impressão de que o presidente Lula da Silva e o comando nacional do PT caminham para apoiar o seu projeto de candidatura. Isso porque fora um grupo do PT que vem mantendo cargos no Governo estadual e tem projetos eleitorais – como o ex-conselheiro do TCE e atual secretário chefe da representação do Governo em Brasília Washington Oliveira -, uma grande massa do PT está aguardando sinal verde de Brasília para declarar apoio a Felipe Camarão. Some-se a isso o fato de que nem o comando nacional do PT nem o presidente Lula da Silva indicaram tendência de apoiar a candidatura do emedebista Orleans Brandão.
Coincidência ou ação articulada, ontem, na inauguração de nova sede do PT em São Luís, com a presença de lideranças importantes do partido, o professor e jornalista Chico Gonçalves, uma das lideranças mais importantes e centradas ao partido, fez duras críticas ao braço maranhense da agremiação partido, chamando a atenção dos seus dirigentes, lideranças e militantes para três desafios que estão na mesa do partido. O primeiro: o PT precisa buscar a unidade das suas correntes e se posicionar como um partido uno, com um mesmo discurso e com um projeto claro e consistente.
O segundo: o PT do Maranhão tem de se mobilizar torno do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva. Ele justificou assinalando que a reeleição de Lula da Silva manterá o Brasil na linha do desenvolvimento econômico e social e evitará a ascensão da direita extremista e radical. Mais do que isso, a vitória do petista terá repercussão mundial, porque será mais um forte movimento da democracia para conter “a onda fascista” que tenta tomar o poder na Europa e na América Latina.
E o terceiro ponto enfocado por Chico Gonçalves foi a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão a governador. Na sua avaliação, queiram ou não alguns segmentos do PT, a candidatura de Felipe Camarão é uma candidatura do partido. “Assim como o PT tem o presidente Lula candidato à reeleição, tem Felipe Camarão candidato ao Governo”, declarou Chico Gonçalves, enfatizando que o PT tem a obrigação partidária de apoiar o vice-governador, “que nesse momento representa o partido”.
A ofensiva de Felipe Camarão se dá no momento em que, fortalecido, Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato.
PONTO & CONTRAPONTO
Especuladores tentam prever o futuro da relação de Braide com Esmênia
Desde o lançamento do pacote de obras no valor de R$ 1,6 bilhão, na semana passada, frustrando os que aguardavam o anúncio de uma posição definitiva de ser ou não ser candidato a governador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) tem sido alvos de diferentes especulações, uma delas relacionada com a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).
Os especuladores chegaram supor que a indefinição do prefeito estaria no fato de ter de, em sendo candidato, passar o bastão municipal para a vice-prefeita. E aparecem duas justificativas para tal. A primeira e mais corrente é que Eduardo Braide estaria temeroso de que, assumindo o cargo com a renúncia dele, ela imporia seu próprio modelo de gestão e mudaria o rumo da atual. Outra sugere que, influenciada por pessoas próximas, se afastaria do prefeito.
Duas falácias. Primeiro porque seria ingenuidade tentar dar uma guinada desnecessária numa gestão que vem dando certo em todos os sentidos, correndo o risco de naufragar. Segundo, Esmênia Miranda bom senso e experiência suficientes para saber que todos os afastamentos dessa natureza deram errado.
Se vier a assumir a Prefeitura de São Luís, como muitos preveem, a vice-prefeita Esmênia Miranda deve primeiro agradecer aos céus pela oportunidade, e sem vacilar um instante, seguir à risca as linha de ação traçada pelo prefeito Eduardo Braide em cinco anos de trabalho duro e bem planejado, longe de más influências.
Famem fez justa homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher

A Famem fez uma forte e oportuna homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher. O ponto alto foi a publicação de um cartaz com a imagem de todas as prefeitas, algum políticas consagradas, como a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB), por exemplo.
Partidário da ideia de que na política deve haver paridade e igualdade de direitos no jogo da política, o presidente da Famem, Roberto Costa (MDB), atual prefeito de Bacabal, declarou: “Ver o Maranhão avançar com a força de 42 prefeitas demonstra que a política se torna mais sensível, justa e eficiente quando incorpora o olhar feminino. Na Famem, celebramos esse avanço não apenas como um dado numérico, mas como uma transformação concreta na forma de governar e de cuidar das pessoas”.
Informações correntes no meio político e nos espaços institucionais é dominante a avaliação de que muitas estruturas municipais que vinham claudicando sob gestões conservadoras e ineficientes mudaram radicalmente sob o comando feminino. Esses casos confirmaram o “olhar mais sensível” em relação às questões sociais, combatendo a desigualdade, assim como no campo da organização, como apontou o presidente Roberto Costa.
A qualidade média das gestões femininas em 42 prefeituras maranhenses justifica plenamente a homenagem a Eliane Dias (Água Doce do Maranhão), Nilsilene Almeida (Alto Alegre do Maranhão), Nele Gomes (Amapá do Maranhão), Maria Muniz (Arari), Roberta Costa (Axixá), Naila Gonçalo (Bacabeira), Letícia Costa (Bacurituba), Dilcilene Oliveira (Boa Vista do Gurupi), Christianne Varão (Bom Jardim), Marlene Miranda (Bom Lugar), Thâmara Araújo (Brejo), Geizianne Costa (Brejo de Areia), Luciana Leocádio (Buriti Bravo), Cleudilene Barbosa (Central do Maranhão), Dulcilene Cordeiro (Chapadinha), Elcilene dos Santos (Conceição do Lago Açu), Simone de Lima (Esperantinópolis), Luiza Macedo (Feira Nova do Maranhão), Raimunda Almeida (Fernando Falcão), Juceni Viana (Formosa da Serra Negra), Fernanda dos Santos (Fortaleza dos Nogueiras), Suane Dias (Gonçalves Dias), Antônia Oliveira (Governador Archer), Aldenira Carreiro (Igarapé do Meio), Lenny Aguiar (Itinga do Maranhão), Maura Jorge (Lago da Pedra), Maria Almeida (Maranhãozinho), Maria Santana (Mirador), Barbara Carvalho (Monção), Mariana Macedo (Nova Colinas), Vanessa Ferro (Paraibano), Vanessa Santos (Pedreiras), Fabiana Felix (Presidente Vargas), Joana de Oliveira (Riachão), Maria de Fátima Dantas (Sambaíba), Sâmia Carvalho (Santa Quitéria do Maranhão), Cibele Napoleão (Santo Antônio dos Lopes), Edinalva Gonçalves (São Francisco do Brejão), Maria do Carmo Lacerda (São João do Sóter), Danielly Nascimento (São Roberto), Valdine Cunha (Serrano do Maranhão) e Flaviana Rodrigues (Zé Doca).
São Luís, 10 de Março de 2026.
