Ibope: Eduardo Braide mantém dianteira, mas Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior crescem bem

 

Eduardo Braide mantém liderança, mas Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior têm forte crescimento

A segunda pesquisa Ibope/TV Mirante sobre a corrida para a Prefeitura de São Luís foi divulgada ontem à noite e o cenário encontrado é o seguinte: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 44% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 19%, Neto Evangelista (DEM) com 14%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6%, Bira do Pindaré (PSB) com 3%, Jeisael Marx (Rede) com 2%, e Hertz Dias (PSTU), Franklin Douglas (PSOL), Yglésio Moises  (PROS) com 1% – Silvio Antônio (PRTB) não pontuou. Além disso, 5% pretendem anular o voto ou votar em branco, e 4% não souberam ou não quiseram responder. O Ibope pesquisou também preferências para um segundo turno: Eduardo Braide venceria Duarte Júnior com 54% a 31%, com uma massa de 15% de indecisos; Eduardo Braide sairia vencedor se disputasse com Neto Evangelista com 55% contra 28%, com 17% de indecisos; e num confronto entre Duarte Júnior e Neto Evangelista, o primeiro teria 44% contra 32% do segundo.

Embora todos os números sejam amplamente favoráveis ao candidato do Podemos, sua vantagem, no entanto, não lhe assegura vitória em turno único, a começar pelo fato de que está estacionado, tendo oscilado apenas um ponto percentual em relação à primeira pesquisa Ibope, divulgada há pouco mais de três semanas. Se aplicada a margem de erro, o percentual de preferência de Eduardo Braide pode variar de 41% a 47%. Tanto que a pesquisa trouxe três simulações de segundo turno. Ao mesmo tempo, Duarte Júnior, que na pesquisa anterior apareceu com 14%, avançou nada menos que cinco pontos percentuais, saltando para 19%, podendo, pela margem de erro, variar de 16% até 22%, numa indiscutível demonstração de que pode ganhar fôlego na reta final da campanha. O mesmo aconteceu com Neto Evangelista: na primeira pesquisa ele obteve 10% e nesta aparece 14%, podendo varias de 11% a 17%. O Ibope identificou um forte crescimento de Rubens Júnior, que na primeira pesquisa apareceu com módicos 2%, obtendo 6% no novo levantamento, podendo, pela margem de erro, variar de 3% a até 9%.

A pior notícia trazida pela segunda pesquisa Ibope desembarcou no QG de campanha do candidato do PSB, Bira do Pindaré, que recebeu 2% das intenções de voto, quando no primeiro levantamento foi o preferido de 5% dos eleitores ouvidos. Pela margem de erro, seu percentual de preferências pode variar de 1% a 5%. Para um candidato da sua estatura, essa desidratação tem peso de tragédia. Jeisael Marx, por sua vez, pouco tem a comemorar, mas ao ter a preferência de 2% dos entrevistados, pode afirmar que já tem um eleitorado cativo, à medida que obteve os mesmos 2% da pesquisa anterior.  Os números do Ibope opinam que os demais candidatos aproveitam bem a oportunidade e se preparem para a próxima.

O levantamento do Ibope não deixa qualquer margem de dúvida quanto à liderança de Eduardo Braide e a consistência da sua margem de preferência, com cacife até para vencer a eleição em um só turno. Por outro lado, o crescimento de Duarte Junior, de Neto Evangelista e de Rubens Júnior, todos acima da margem de erro, pode funcionar como um recado de que o jogo não acabou, tem muita bola para ser rolada e que por isso ninguém deve cantar vitória antes da hora. A disputa tem ainda três semanas de campanha pela frente, tempo suficiente para que as imprevisibilidades possam se manifestar, ou se manter recolhidas, deixando tudo como está.

Em Tempo: Pesquisa Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 21 e 23, margem de erro de 3% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob número MA-05018/2020.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rejeição atinge forte Bira do Pindaré

O Ibope quis saber em quem os eleitores entrevistados não votariam de jeito nenhum. O resultado é o seguinte:  28% não votariam em Bira do Pindaré, 16% em Rubens Júnior, 15% em Eduardo Braide, 15% em Jeisael Marx, 15% em Yglésio Moises, 10% em Neto, 12% em Silvio Antônio, 12% em Hertz Dias, 11% em Franklin Douglas e apenas 9% em Duarte Jr..

Em todos os levantamentos que investigaram esse quesito, o deputado federal Bira do Pindaré apareceu como o mais rejeitado. Trata-se de um caso a ser observado, a começar pelo fato de ser ele um político militante e atuante, ideologicamente definido e com um histórico de bom desempenho nas urnas e boa produtividade nos seus mandatos parlamentares. Vale lembrar que quando disputou o Senado em 2006, bateu ninguém menos que Epitácio Cafeteira em São Luís, um feito que entrou para a crônica da política ludovicense. Daí ser difícil entender a surpreendente rejeição que o atinge na corrida à Prefeitura da Capital.

Num outro viés, Duarte Júnior aparece como o menos rejeitado, com 9%, seguido de ninguém menos que Neto Evangelista, que aparece com 10%. Chama também a atenção de que Eduardo Braide empata com Rubens Júnior no quesito rejeição, ambos com 15%.

 

Flávio Dino vai à Justiça contra Bolsonaro por calúnia

Flávio Dino vai ao Supremo contra Jair Bolsonaro

Diante do silêncio do Palácio do Planalto a respeito da informação inverídica dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à rádio Jovem Pan afirmando que suspendeu a visita que faria a Balsas, para participar de um evento evangélico, porque a Polícia Militar do Maranhão teria sido proibida de participar do esquema de segurança presidencial, o governador Flávio Dino (PCdoB) fez o que todo cidadão correto ou homem público sério, principalmente um chefe de Estado, deve fazer: protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação cobrando que o presidente da República apresente a prova do que disse à emissora de rádio paulista, sob pena de responder por calúnia e difamação

O governador foi surpreendido quarta-feira (21) com a informação de que o presidente o acusara de negar apoio ao esquema de segurança que daria apoio à sua visita a Balsas. A declaração de Jair Bolsonaro está gravada em áudio, e nela ele faz uma afirmação categórica, tanto que repercutiu nas redes sociais, onde bolsonaristas cegos criticaram “a atitude do governador comunista”. No campo político, o senador Roberto Rocha (PSDB), aliado de primeira hora ao presidente e interessado na visita dele a Balsas, endossou a fala presidencial e criticou a suposta recusa do Governo maranhense de apoiar a segurança ao chefe da Nação. Teria sido mais prudente e politicamente mais correto se antes de se manifestar tivesse buscado esclarecimentos, bastando para isso usar as suas prerrogativas de senador pelo Maranhão e teria todas as informações sobre o assunto. Até por obrigação institucional, o Palácio dos Leões não lhe negaria uma manifestação.

Flávio Dino reagiu afirmando categoricamente tratar-se de uma mentira, uma vez que nenhuma solicitação de apoio nesse sentido foi feita pelo Palácio do Planalto ao Palácio dos Leões. Foi mais longe ao desafiar publicamente o presidente a apresentar prova do que declarou à Jovem Pan. O Palácio do Planalto, que deveria atender à cobrança de explicação e esclarecer a declaração de Jair Bolsonaro, fez de conta que nada existiu, numa omissão acintosa, em se tratando de uma acusação de inverdade pronunciada por ninguém menos que o presidente da República.

O mais grave é que todas as evidências reforçam a suspeita de que a crise foi tramada. Já será escandaloso se Jair Bolsonaro tiver sido induzido por uma mentira destinada a aprofundar o abismo que o separa de Flávio Dino.  E tenebroso – e muito difícil de admitir e de aceitar – se ele próprio tiver criado a acusação fantasiosa.

Diante da situação, Flávio Dino, que tem demonstrado total respeito às instituições e pelas regras do jogo democrático, decidiu buscar esclarecimento e reparação pelo caminho certo: o da Justiça, pela via do Supremo Tribunal Federal, onde protocolou uma reclamação e um pedido de esclarecimento. Restam ao presidente Jair Bolsonaro três caminhos. O primeiro é provar com documentos a afirmação de que o governador negou apoio ao esquema de segurança. O segundo é reconhecer que falou o que não devia e formalizar um pedido de desculpas ao governador. E o terceiro é se recusar a dar explicação e responder a uma ação por injúria e difamação

São Luís, 24 de Outubro de 2020.

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