DC lança candidato e amplia para nove o número de postulantes ao Palácio dos Leões

 

Professor Joás e Frankle Da Costa entram na briga Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

O anúncio de que o Partido Democracia Cristã (DC) oficializou o ingresso de Professor Joás no time de candidatos ao Palácio dos Leões, decisão tomada em convenção, ontem, último dia do calendário eleitoral para a oficialização de candidaturas, se não teve maior impacto no meio político, mostrou que o debate visando as eleições de Outubro vai muito além das candidaturas que representam partidos e grupos partidários. Representando apenas o seu partido, o candidato do DC vai concorrer com o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição pela coligação “O Maranhão não pode parar”, formada por PSB, PT, PCdoB, PV, Podemos, Progressistas, Patriota, MDB, PSDB, Cidadania, Avante e PROS, e o senador Weverton Rocha (PDT), apoiado também por Republicanos, PL, PTB e Agir36, além do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC) e do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), que estão de fato na disputa.

Embora falte ainda sete semanas para a corrida às urnas, e respeitando todas as possibilidades que uma disputa desse porte pode produzir, Professor Joás completa o quadro de nove candidatos ao cargo de governador, situando-se no grupo dos que quase nenhuma chance têm de chegar lá: Simplício Araújo (SD), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Da Costa (PCB). É lícito avaliar, porém, que eles estão na peleja com a consciência de que a democracia ampara a todos os que entram no processo de decisão eleitoral movidos pela vontade de participar e, se possível, contribuir no debate dos temas que de fato interessam: saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, além da defesa do estado democrático de direito, assunto que ganhou dimensão ainda maior diante dos arroubos autoritários do presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição.

Esse time, fortemente mesclado em matéria ideológica, é liderado pelo suplente de deputado Simplício Araújo, que não dispõe de forte base de apoio, mas vem realizando uma campanha sustentada num discurso denso, que apresenta propostas para mudar a realidade socioeconômica do Maranhão, baseado principalmente na experiê3ncia que vivenciou como secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Governo Flávio Dino (PSB). Já o servidor público Enilton Rodrigues expressa a essência do PSOL, cujo discurso expressa os pontos básicos de um projeto de esquerda. Já Hertz Dias é porta-voz da esquerda radical, que alimenta ainda a “emancipação do proletariado”, pregando também dogmas como o que define a propriedade é “um roubo”. Tudo indica que o viés ideológico expressado pelo candidato do PSTU é também a base do discurso de Frankle Da Costa, candidato do PCB, a versão mais radical do comunismo partidário no Brasil.

Finalmente, a julgar pela sua filiação partidária, e pelas posições que seu partido costuma defender, Professor Joás pode ter um discurso de direita moderada, como os partidos democratas cristãos do mundo inteiro, a exemplo do PDC da Itália e do Chile dois bons exemplos dessa linha partidária. Em geral, os democratas cristãos fazem contraponto com a esquerda de um modo geral. Vale registrar que, ao contrário de outros partidos mais robustos política e eleitoralmente, o DC lançou chapa completa, tendo Ricardo Medeiros como vice e Ivo Nogueira como candidato a senador, além de chapas proporcionais. Outro registro: o DC esteve na base partidária do governador Carlos Brandão.

Essas diferentes vozes podem dar uma boa contribuição para o debate que começa agora e será certamente intensificado durante a campanha oficial cuja duração é de 45 dias. Eles certamente aparecerão pouco, por conta dos seus lastros partidários quase invisíveis, sem poder fazer frente aos candidatos mais promissores. O que se espera é que esses candidatos mostrem o rico painel da diversidade política do Brasil atual, com enfoque especial no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB maranhense vai dividido na corrida presidencial

 

Lula da Silva e Simone Tebet dividem apoio no MDB do MA

O MDB do Maranhão vai mesmo dividido para a corrida presidencial, com uma banda do partido apoiando a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) e outra fazendo campanha para a senadora Simone Tebet. Nas contas de um emedebista, a maior fatia do partido, que é a liderada pela ex-governadora Roseana Sarney, com o aval do ex-presidente José Sarney, entrará na briga pelo voto para o líder petista, enquanto a outra, bem menor, comandada pelo deputado federal Hildo Rocha, será partidária da candidatura da senadora Simone Tebet. Entre os emedebistas há também fatias minúsculas apoiando o candidato Ciro Gomes (PDT) e até mesmo o presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Objeto de rara disputa, PROS volta ao comando de Carvalho e à base de apoio de Brandão

Chico Carvalho ganha de novo o controle do PROS de Marcos Caldas 

Numa das mais

incríveis disputas pelo controle de um partido já registradas no Maranhão, o PROS retornou ontem ao controle do vereador Chico Carvalho, partidário do governador Carlos brandão (PSB), menos de 24 horas depois de ter sido retomado pelo suplente de deputado Marcos Caldas, que integra a base do senador Weverton Rocha (PDT). Depois de ter passado três vezes pelas mãos de cada grupo nas últimas duas semanas, numa rara briga pelo controle de um partido, ministro do TSE Ricardo Lewandowski, determinou que Eurípedes Júnior volte à presidência do PROS. Eurípedes Júnior é da ala que fechou acordo para apoiar a chapa Lula-Alckmin já no primeiro turno nas eleições de outubro. No Maranhão, seu aliado é o vereador Chico Carvalho, que fora destituído do comando do partido, e deve reassumir o controle da legenda e recoloca-la na base da candidatura do governador Carlos Brandão. O braço maranhense do PROS pode realizar sua convenção excepcionalmente nesta sexta-feira.

São Luís, 06 de Agosto de 2022.

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