Todos os posts de Ribarmar Correa

Acusação a Camarão produz complicação no MP, provável ação policial sobre vazamento e agitação na política

Felipe Camarão reage e responsabiliza
Danilo Castro por vazamento de acusação

A reação indignada do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao vazamento do conteúdo de uma ação, que corria em sigilo judicial, na qual o procurador geral de Justiça (PGJ), Danilo Castro, o acusa de movimentar quantias acima das suas condições salariais, sugerindo um suposto esquema de lavagem, envolvendo membros da sua segurança e familiares, pode ter funcionado como o toque de trombetas de uma guerra pelo poder que poderá ir muito além da simples e republicana corrida pelo voto. Na sua reação, o vice-governador dispara chumbo grosso contra o PRJ Danilo Castro, responsabilizando-o diretamente pelo suposto forjamento da denúncia e do seu vazamento num momento crítico de decisão, e estende a sua linha de tiro ao Palácio dos Leões, acusando o governador Carlos Brandão (sem partido) de fazer parte de um esquema destinado a atingir-lhe a imagem pública.

Três situações são muito claras nesse confronto, que promete ganhar dimensões bem maiores e reações imprevisíveis.

A primeira é que a denúncia existe, com o PGJ Danilo Castro pedindo o afastamento do vice-governador. Se as informações que sustentam a denúncia são verdadeiros ou não, isso é outra história, cabendo ao vice-governador Felipe Camarão responder no plano judicial, contestando-a com informações capazes de desmonta-la. É assim que funciona no estado democrático de direito. Se convencesse, seria naturalmente absolvido, colocando o PGJ numa situação crítica; se não, teria de arcar com as consequências, inclusive com um possível afastamento.

A segunda situação bem nítida é que a ação tramitava em segredo de Justiça e veio a público, em tom de escândalo, num vazamento criminoso. A reação do vice-governador Felipe Camarão nesse aspecto é normal e justificada, e coloca o PGJ numa situação extremamente desconfortável, a começar pelo fato de ser ele uma espécie de “fiel depositário” desse segredo judicial, que escapou ao seu controle e foi parar nas páginas de jornais e nos espaços da blogosfera. Quem vazou? Cabe ao PGJ Danilo Castro responder, e a ninguém mais – como ele vai fazer isso, só ele saberá. O vice-governador tem todo o direito de cobrar esclarecimento batendo às portas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O caráter criminoso do vazamento, porém, não invalida a denúncia, que terá de ser contestada com uma contraofensiva judicial.

A terceira situação é, de longe, mais complicada e explosiva: a politização da acusação pesada ao vice-governador Felipe Camarão e do seu vazamento criminoso. O vice-governador apontou o dedo para o Palácio dos Leões, acusando o governador Carlos Brandão “e seu irmão” de supostamente montar “um estado policialesco”, relacionando-o com o PGJ Danilo Castro. Com essa reação, o vice-governador o arremessa o pacote para o epicentro da disputa política na qual ele é peça importante, motivo principal da decisão do governador Carlos Brandão de lançar Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, abrindo mão do sonho colorido de todo governador, que é ser senador.

A acusação de que o vice-governador Felipe Camarão fez movimentação financeira “atípica”, que ele chama de “factoide” destinado a atingir-lhe a imagem, terá de ser resolvida no plano judicial, a menos que o PGJ a retire, o que parece improvável. Já o vazamento, que é crime grave, terá que ser desvendado por procedimento administrativo ou por investigação policial severa e abrangente, caso o PGJ Danilo Castro não tenha meios de colocar o caso em pratos limpos sem necessidade um desgastante processo, principalmente se ele envolver o CNMP. O fato é que o vazamento terá de ter nome(s) e identidade(s), sem o que o ônus será colocado na conta do PGJ Danilo Castro.

Num outro patamar, o caso pode levar a desdobramentos imprevisíveis no tabuleiro da política, a começar pelo fato de que, sejam quais forem os desfechos da acusação e da investigação do vazamento, um estrago na imagem de homem público do vice-governador Felipe Camarão está feito. E a primeira consequência política disso é a guerra fraticida que vem sendo travada nas redes sociais, na qual o vice-governador Felipe Camarão, o PGJ Danilo Castro, e, por tabela, o governador Carlos Brandão estão sendo alvejados impiedosamente num intenso jogo de ataque e contra-ataque feito por partidários dos três.

O caso certamente produzirá desdobramentos fortes e até decisivos na guerra já em curso pelo Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Com desistência de Ratinho Jr., Braide aguarda definição do PSD sobre candidato a presidente

Eduardo Braide pode ter de apoiar
Ronaldo Caiado para presidente

A decisão do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de não concorrer à presidência da República nem disputar uma cadeira no Senado, abrindo caminho para que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, seja o nome escalado pelo PSD para enfrentar o presidente Lula da Silva (PT), pode ter desdobramentos no Maranhão.

Nos bastidores partidários, corre a informação de que a definição do PSD sobre o palácio do Planalto pode ter influência forte na decisão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, sobre ser ou não ser candidato ao Palácio dos Leões. Isso porque será com o candidato do PSD a presidente que ele montará o palanque no Maranhão.

De acordo com rumores, confirmados por fontes próximas ao prefeito, a definição do candidato a presidente terá peso na decisão do prefeito Eduardo Braide, que, se optar por concorrer, quer liderar no Maranhão um partido que tenha identidade nacional, a começar por um candidato a presidente da República.

Com a desistência do paranaense Ratinho Júnior – que decidiu ficar no Governo para impedir a eleição do senador Sérgio Moro -, o PSD tem duas opções para presidente da república: o goiano Ronaldo Caiado e o gaúcho Eduardo Leite. Pelas avaliações feitas de ontem para cá, a tendência é favorável a Ronaldo Caiado.

Não se conhece a preferência do prefeito Eduardo Braide nessa equação.

Maranhãozinho dá demonstração de força, mas sabe que enfrentará problemas para manter comando do PL

Josimar de Maranhãozinho mostra força
indicando Fabiana Vilar para substituí-lo
como candidata à Câmara federal

Ao anunciar a candidatura da deputada estadual Fabiana Vilar (PL) à Câmara Federal, deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) deu uma demonstração ousada de que a condenação a seis anos de cadeia, em regime semiaberto por conta das suas milionárias estripulias com emendas parlamentares não lhe tirou a base política bem forjada que construiu no Maranhão.

Primeiro, ele mostra que, pelo menos por enquanto, tem o controle absoluto do braço maranhense do PL, independentemente da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro a presidente das República pelo partido. E depois, a demonstração de força política funcionou como um recado de que ele e seu grupo estão vivos e querem ter influência na corrida ao Palácio dos Leões.

É claro que essa é uma reação do primeiro momento, com ele saindo na frente para criar a resistência ao que vem por aí em relação ao seu partido. Não é segredo que os Bolsonaro não gostam de Josimar de Maranhãozinho, que o ex-presidente o chamou de corrupto e tentou tomar-lhe o controle do partido no Maranhão é que seja possível que Flávio Bolsonaro queira fazer o mesmo. Não há dúvida, portanto, de que o poder de fogo de Josimar de Maranhãozinho será testado em pouco tempo.

Quanto à escolha da deputada Fabiana Vilar para substitui-lo na Câmara Federal, Josimar de Maranhãozinho não surpreendeu, uma vez que a parlamentar tem sido sua porta-voz na Assembleia Legislativa e no Governo do Estado. Ela representou o grupo como secretária de Agricultura no Governo Flávio Dino e atualmente lidera a bancada estadual do PL. Pensa como ele e é de sua extrema confiança. São Luís, 24 de Março de 2026.

Corrida aos Leões chega a seis meses da eleição com dois candidatos certos, um a definir e uma expectativa

Eduardo Braide recebe o vereador tocantino
Ricardo Seidel, Orleans Brandão avança em
pré-campanha, Lahesio Bonfim lança
pré-candidatura em Bacabal e Felipe
Camarão aguarda decisão de Lula da Silva

A 15 dias do término do prazo de desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos e mandatos executivos para quem vai entrar na disputa pelo voto, o tabuleiro político do Maranhão registra indefinições, incertezas e fortes expectativas nos dois campos mais atraentes e decisivos do cenário políticos estadual: o quadro de candidatos a governador e o time de candidatos País duas vagas no Senado da República. No primeiro, dos três postulantes declarados, apenas dois Orleans Brandão (MDB) e Lahesio Bonfim (Novo), têm situação definida, com pré-candidaturas oficialmente lançadas e já em plena pré-campanha. Os outros dois representam, nesse momento, muitas dúvidas. O vice-governador Felipe Camarão se apresenta como pré-candidato do PT, mas o PT, por razões diversas, ainda não cravou o seu nome. E o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), líder absoluto nas pesquisas, continua sem dar uma palavra sobre ser ou não ser candidato.

No meio político, a expectativa dominante é a de que Eduardo Braide renunciará à Prefeitura de São Luís, alimentada principalmente por declarações mais recentes do seu irmão, o deputado estadual Fernando Braide (PSB), sinalizando nessa direção. De uns dias para cá, alguns fatos reforçaram a impressão de que a renúncia está a caminho, mas como o próprio prefeito nada diz sobre o assunto, fica valendo a frase que se tornou mote nesse jogo pré-eleitoral – “Nem a minha esposa sabe ainda” -, dita há quase um mês, sem nenhuma ressalva até aqui. Os sinais vêm da intensa atividade administrativa e da programação de inaugurações, das quais Eduardo Braide vem participando tendo ao lado a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD). Além disso, há manifestações de políticos do interior pedindo lhe declarando apoio, como Ricardo Seidel, de Imperatriz, e rumores de conversas do prefeito com o comando nacional do partido sobre a candidatura. Nada além disso.

Em contagem regressiva para deixar, no próxima, o dia 30, a Secretaria de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), segundo na preferência do eleitorado segundo as pesquisas, ainda se movimenta nos ecos do ato de lançamento da sua pré-candidatura, no último dia 14, cumpre uma agenda intensa de inaugurações no interior, ao mesmo tempo se preparando para iniciar uma trajetória de pré-candidato fora do Governo, o que mudará substancialmente a sua rotina. Mesmo não havendo mais quase nenhuma dúvida em relação à sua candidatura, Orleans Brandão tem de conviver com a possibilidade – muito remota, é verdade – de o governador Carlos Brandão (sem partido) renunciar até o dia 4 de abril, e com boatos sobre eventual afastamento dele do cargo. Se nada disso acontecer, sua candidatura seguirá forte e viável, do contrário, terá erguida uma muralha à sua frente.

O candidato do Novo, Lahesio Bonfim, vive no momento uma situação que não é desanimadora, mas também não gera razões para entusiasma-lo. Terceiro na corrida aos Leões, ele vê sua posição estabilizada, como se tivesse chegado a um teto. Em conversas informais e em discursos, ele avalia que sua candidatura é viável e que avançará à medida que a corrida ganhar intensidade. Além do seu próprio cacife, que na pesquisa Quaest chegou a 11% de preferência, ele agora conta com a candidatura do ex-senador Roberto Rocha (Novo) e com uma aliança com o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), para ganhar impulsão. Uma das suas apostas seria a não candidatura de Eduardo Braide, que o catapultaria para um cenário de polarização com Orleans Brandão.

O vice-governador Felipe Camarão tem, de longe, a situação mais complicada entre os aspirantes ao Palácio dos Leões. Ele apostou alto na sua condição de candidato do PT, mas amarga um racha no partido, com uma banda lhe dando apoio e outra manifestando ostensiva simpatia pelo candidato do MDB, Orleans Brandão, por conta de uma aliança com o governador Carlos Brandão. Nas últimas três semanas, mesmo reafirmando-se candidato, Felipe Camarão vem dando mostras de que pode mudar o rumo da sua cruzada, chegando a admitir, com um mero “talvez”, que pode mudar abrir mão do Palácio dos Leões para se candidatar a senador, num ambiente de guerra pelas duas vagas. Quarto na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes, aguarda o mês de abril definir o seu rumo.   

PONTO & CONTRAPONTO

Lahesio lança pré-candidatura em Bacabal em evento menor que esperava

Lahesio Bonfim lança sua
pré-candidatura em Bacabal

Anunciado durante vários dias como um evento pensado para mostrar a força mobilizadora de um projeto de candidatura já definido e em franca ação de caça ao voto, o ato de lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), realizado sábado, em Bacabal, frustrou as expectativas de simpatizantes do movimento. Mais ainda pelo fato de que o evento marcou a apresentação do ex-senador Roberto Rocha, que está ingressando no Novo, e do ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza) como pré-candidatos da chapa ao Senado da República.

Mesmo assim, Lahesio Bonfim fez um discurso duro, disparando acusações a adversários, criticando os outros projetos de candidatura, batendo no Governo do Estado, e tentando inflamar a assistência com frases de efeito, como a que lhe serve de slogan: “Maranhão tem jeito sim, com Lahesio Bonfim”. Ele estava acompanhado do presidente estadual do Novo, Leonardo Bonfim.

O fracasso de público está explicado por vários aspectos. Para começar, ele cometeu o erro estratégico de escolher Bacabal para tentar mostrar força política e potencial eleitoral. Isso porque aquele município é hoje um dos mais fechados redutos de apoio ao pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que tem no prefeito Roberto Costa (MDB) um dos pilares desse projeto e, além disso, é base principal de dois importantes deputados brandonistas, Florêncio Neto e Davi Brandão, ambos do MDB e apoiadores linha de frente do secretário de Assuntos Municipalistas. Não surpreendeu, portanto, o fato de os bacabalenses não terem dado muita importância ao evento do Novo.

Mesmo assim, Lahesio Bonfim postou nas redes sociais imagens do evento e partes do seu discurso, e afirmou que mantém de pé a sua pré-candidatura, certo de que pode virar o jogo. Vale registrar, que, segundo a pesquisa Quaest, divulgada na semana passada, ele aparece terceiro lugar, com 11% das intenções de voto, 24 pontos percentuais atrás de Eduardo Braide (PSD), 14 pontos atrás de Orleans Brandão e apenas quatro pontos à frente de Felipe Camarão (PT).

PSB perde e União continua na mesma com a migração de Duarte Júnior e de Juscelino Filho

Juscelino Filho de manteve no centro e
Duarte Júnior deu uma guinada à direita

Duas migrações partidárias, envolvendo os deputados federais Juscelino Filho e Duarte Júnior, foram resolvidas na semana que passou. O primeiro deixou o União Brasil para ingressar no PSDB, se mantendo no centro, e o segundo saiu do PSB para integrar as fileiras do União Brasil, dando uma guinada à direita.

Ao trocar União Brasil pelo PSDB, o deputado Juscelino Filho resolve dois abacaxis. O primeiro é que no União Brasil ele era obrigado a dividir o comando do partido com o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que tem o apoio do presidente da legenda, Antonio Rueda. E depois, ao ingressar no PSDB, ele ganhou também o controle do partido no Maranhão, passando agora a ter um partido para chamar de seu, devendo levar o ninho maranhense para a base de apoio do presidente Lula da Silva (PT), cuja reeleição apoia.

Já o deputado federal Duarte Júnior, ao deixar as fileiras do PSB, fica livre para se manter alinhado ao governador Carlos Brandão, integrando a base da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado e mantendo o controle do Viva Cidadão. Do ponto de vista político e ideológico, Duarte Júnior deu uma guinada radical, saindo da esquerda moderada para ingressar para o centro-direita, no qual o União Brasil está situado. E se depender do seu novo colega de partido, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, Duarte Júnior não apoiará a reeleição do presidente Lula da Silva (PT), de quem já foi escudeiro ativo na Câmara Federal.

No balanço geral, o União Brasil saiu ganhando, porque, ao mesmo tempo em que perdeu Juscelino Filho, ganhou Duarte Júnior, equilibrando o jogo. Ao migrar para o União Brasil, o deputado Duarte Júnior deixa uma expressiva lacuna no PSB, que agora não tem mais ninguém na bancada maranhense na Câmara Federal.

Nesse contexto, outras duas situações partidárias estão pendentes no mesmo campo, as dos deputados estaduais Mical Damasceno e Eric Rocha. Os dois parlamentares pertencem ao PSD, que é comandado no Maranhão pelo prefeito de São Luís Eduardo Braide, mas estão alinhados com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura de Orleans Brandão.

São Luís, 22 de Março de 2026.

Camarão enfrenta dificuldades enquanto o PT faz jogo sobre candidatura ao Governo

Felipe Camarão: dificuldades
por conta de indefinição no PT

O vice-governador Felipe Camarão (PT) precisa definir o seu rumo político com urgência. Será mesmo candidato a governador? Pensa mudar e tentar uma vaga no Senado? Avalia disputar uma cadeira na Câmara Federal? Ou, ainda, diante dessa ciranda confusa que o envolve, projeta cumprir seu mandato, dizer tchau à política, reassumir o seu posto de procurador da República e continuar dando aulas de Direito nas UFMA, podendo alçar outros voos como gestor público competente que é?

A indefinição do seu partido, o PT, em relação à sua candidatura está drenando o seu cacife político, tanto que já é visível a iminente migração do seu discurso de candidato irreversível aos Leões para uma possível candidatura ao Senado. E agora vê sua imagem de homem público íntegro ameaçada por um petardo disparado pelo procurador geral de Justiça, Danilo Castro, acusando-o de estar no epicentro de uma ainda fumacenta movimentação financeira.

Não é possível fazer uma afirmação categórica, mas pelo que foi visto e dito nos últimos dias, são poucas as chances de o vice-governador Felipe Camarão ser confirmado candidato do PT ao Governo do Estado, reunindo todos os segmentos do partido. A movimentação do grupo liderado pelo ex-conselheiro do TCE e atual secretário da Representação do Governo do Maranhão em Brasília Washington Oliveira e a presença de petistas importantes, como Cricielle Muniz, dirigente da rede Iema, no ato de lançamento da pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado, declarando-lhe apoio entusiasmado, reforçam a impressão de ser uma situação que não tem volta.

Quanto à denúncia sobre a tal movimentação financeira, desdobramento de uma ação que corria em segredo de Justiça e que foi vazada com o claro objetivo de atingi-lo, Felipe Camarão, que é procurador federal de carreira, sabe exatamente quais são os caminhos para tratar desse assunto e colocar tudo em pratos limpos. Ficar atirando contra o procurador geral de Justiça não vai mudar nada, ao contrário dos caminhos judiciais que o vice-governador conhece.

O vice-governador Felipe Camarão já acumulou maturidade política suficiente para perceber que essas indefinições o estão deixando para trás na guerra pelo poder. Está acompanhando de perto – dizem que muito de perto mesmo – a estratégia inteligente do prefeito Eduardo Braide (PSD), que lidera as intenções de voto sem ter dito até agora uma só palavra sobre ser ou não ser candidato; observa com atenção a consolidação da pré-candidatura de Orleans Brandão pelo MDB e segundo colocado na corrida, e hoje certamente voltará suas atenções para Bacabal, onde Lahesio Bonfim (Novo), que está na terceira posição, fará um grande ato lançando a sua pré-candidatura para a região do Médio Mearim.

Se, de fato, o PT – tanto no plano estadual, quanto no plano federal – tivesse interesse na sua candidatura, já teria dado um basta no chove-não-molha e aberto caminho para ele procurar outro rumo na corrida sucessória, que poderia ser o PSB. Todos os indícios sugerem que até mesmo na cúpula nacional do PT, que antes dizia que sua candidatura era uma prioridade para a legenda, tirou o pé do acelerador e já não é tão enfática em relação a esse projeto. A posição dúbia do partido vem drenando o seu lastro de nome forte para disputar a eleição para os Leões.

Qualquer avaliação sensata certamente produzirá a conclusão de que o vice-governador Felipe Camarão não tem motivo, de qualquer natureza ou dimensão, para passar pelo que está vivendo no tabuleiro da sucessão estadual. A situação mudaria se estivesse filiado a um partido mobilizado por um projeto comum, claro, como estão fazendo o Novo em torno de Lahesio Bonfim e o MDB em relação a Orleans Brandão – que, aliás, o preside – e que certamente fará o PSD se o prefeito Eduardo Braide vier a ser candidato. É assim que funciona.

É hora, portanto, de colocar os pés fincados no chão e escolher o caminho certo, dentro ou fora do PT, ou até mesmo da política.

PONTO & CONTRAPONTO

Bonfim lança hoje pré-candidatura aos Leões em Bacabal com Rocha e Gonçalo para o Senado

Lahesio Bonfim lança hoje pré-candidatura com
Roberto Rocha e Hilton Gonçalo para o Senado

“Será um evento marcante”, previu ontem Lahesio Bonfim ao manifestar sua expectativa em relação ao ato por meio do qual lançará hoje, em Bacabal, sua pré-candidatura pelo Novo ao Governo do Estado. Ele informou ontem à Coluna que o ex-senador Roberto Rocha, que deve anunciar sua filiação ao Novo, e o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), participarão como pré-candidatos ao Senado.

Lahesio Bonfim passou os últimos três dias em Brasília, onde conversou com o comando nacional do Novo sobre a sua candidatura ao Governo do Estado, ao qual mostrou que ela é viável, embora esteja ele em terceiro lugar em pesquisas de intenções de voto polarizadas por Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB).

Sobre a filiação e a candidatura de Roberto Rocha ao Senado na sua chapa, Lahesio Bonfim informou que essa foi uma articulação feita pelo presidente do partido no Maranhão, ????? Arruda. O mesmo aconteceu com Hilton Gonçalo, que também acertou com o dirigente partidário a sua participação no evento de Bacabal e, provavelmente, numa aliança em torno do candidato ao Governo.

Lahesio Bonfim disse que nada está definido quanto à escolha do seu vice e que essa, como as candidaturas ao Senado e as chapas para deputado federal e para deputado estadual, também será feita pela direção partidária, Quanto à candidatura presidencial, o partido está aguardando a definição do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Como em outras ocasiões recentes, Lahesio Bonfim reafirmou, categórico: “Minha candidatura é irreversível. E ficará mais forte ainda com Roberto Rocha e Hilton Gonçalo para o Senado”.

Movimento no MDB tenta emplacar Roseana para o Senado

Roseana Sarney: Senado?

Ganha corpo no MDB um movimento para lançar a deputada federal Roseana Sarney a uma das vagas no Senado. Outra frente dentro do partido defende a candidatura da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, recém filiada à legenda.

O movimento pró Roseana Sarney se baseia principalmente no fato de que todas as pesquisas em que ela foi incluída como candidata ao Senado, a exemplo da Quaest, divulgada nesta semana, lhe deram a liderança na disputa para uma das vagas, a exemplo do que vem acontecendo com o governador Carlos Brandão (sem partido).

Recém saída de uma guerra contra um câncer, Roseana Sarney não até agora nem sim nem não ao projeto senatorial. Mas fonte emedebista avalia que sua reação inicial foi contrária, mas que após a cirurgia e com o cenário encontrado pelas pesquisas, ela já teria admitido a possibilidade de entrar nessa corrida. Mas por enquanto sua resposta a essa indagação tem sido “Deus é quem sabe”.

São Luís, 21 de Março de 2026.

Quaest: Brandão tem larga aprovação e é nome forte para o Senado; mas ele optou por apostar alto

Carlos Brandão no encerramento da
reunião do Consórcio da Amazônia
Legal, do qual se tornou presidente

Se de um lado o governador Carlos Brandão (sem partido) recebeu com preocupação os números da pesquisa do Instituto Quaest, contratada pelo Sistema Mirante e que mediu a corrida ao Governo do Estado, por outro, o mandatário estadual ganhou motivos de sobra para comemorar parte das informações trazidas pelo levantamento sobre o que a população está pensando do seu Governo e do seu desempenho como governante. Nos dois aspectos da avaliação, os números indicam ampla aprovação popular ao atual Governo do Maranhão, tendo o governador Carlos Brandão alcançado desempenho melhor do que o presidente Lula da Silva (PT), que sempre foi líder absoluto nos resultados da medição do seu Governo e do desempenho pessoal.

O Quaest perguntou aos eleitores entrevistados como eles avaliam o Governo Brandão: 42% responderam com avaliação positiva, 39% o consideram regular, 13% o apontaram como negativo e 6% não souberam ou não quiseram responder. Já quando perguntou sobre aprovação e não aprovação do desempenho do governador Carlos Brandão como como gestor, o resultado escalou: 64% disseram aprovar o Governo, 25% responderam que desaprovam, e 11% não souberam ou não quiseram avaliar. Ou seja, aos olhos do equivalente a cerca de 700 dos 900 entrevistados, Carlos Brandão caminha para fechar o seu mandato de quatro anos na confortável posição de governante que fez a sua parte.

Os números da Quaest explicam, com clareza, a liderança que lhe tem sido dada em todas as pesquisas feitas para medir a corrida às duas cadeiras no Senado da República nas eleições desse ano. Nesse mesmo levantamento, que levou em conta outros seis pretendentes, o governador lidera com folga a corrida a uma das vagas. Caso decidisse entrar na disputa, manteria a tradição, vigente em todo o País, de governadores bem avaliados desembarcarem no Senado, a exemplo de João Castelo, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão, Roseana Sarney e Flávio Dino – também João Alberto foi para o Senado depois de ter sido governador, só que duas eleições depois do término do seu mandato   

Dos anos 80 do século passado para cá, apenas três governadores não se tornaram senador: Luiz Rocha, porque lhe impuseram a permanência no cargo; José Reinaldo Tavares, que decidiu ficar no comando para ajudar na eleição de Jackson Lago, tendo pago um preço elevado pela decisão; e o próprio Jackson Lago, que perdeu o mandato de governador.

Carlos Brandão tomou uma decisão arrojada, motivado por sua consistente e abrangente obra de Governo e no trabalho político que vem realizando pelo viés municipalista: permanecer no cargo até o final do mandato para coordenar a campanha do seu candidato a governador, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho e braço direito na execução desse projeto político e eleitoral. Seu argumento é um disparo contra a oposição, em parte formada por ex-aliados: “Não vou passar o Governo para quem não sabe governar”.

Não há como contestar que a densidade e o largo alcance da sua obra de Governo, principalmente no campo social, em grande medida fruto de uma produtiva e bem azeitada parceria com o presidente Lula da Silva, levariam o governador Carlos Brandão ao Senado sem maiores problemas. Ele poderia desembarcar no Congresso Nacional liderando uma “bancada” de deputados federais eleitos no seu campo, e deixando no estado uma ampla e motivada “bancada” aliada na Assembleia Legislativa. Sua escolha, porém, foi por um projeto arrojado e com expressiva dose de riscos, do tipo se-ganhar-leva-tudo-mas-se-perder-fica-sem-nada.

Político pragmático e experiente, que sempre mostrou ter os pés no chão, o governador Carlos Brandão certamente sabe o que está fazendo ao abrir mão de um mandato quase certo de senador da República para encarar o desafio de comandar a sua sucessão.

PONTO & CONTRAPONTO

Renúncia de Eduardo Paes para disputar Governo do Rio de Janeiro pode ser senha para Eduardo Braide

Eduardo Braide pode seguir o caminho
do seu colega de partido Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), para disputar o Governo do Estado, mesmo tendo acontecido a 2.800 km de distância, pode ser um indicativo, de que o prefeito Eduardo Braide pode estar se preparando para deixar a Prefeitura de São Luís.

Eduardo Paes integra o time de prefeitos que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, está incentivando para disputar governos estaduais, e outro de governadores para concorrer ao Palácio do Planalto, como o gaúcho Eduardo Leite, o goiano Ronaldo Caiado e o paranaense Ratinho Jr..

Eduardo Paes passou ontem o comando da Prefeitura do Rio de Janeiro para o seu vice, Eduardo Cavaliere (PSD), que se tornou o prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro.

Se decidir deixar o Palácio de la Ravardière para disputar o Palácio dos Leões, Eduardo Braide passará o cargo para a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), que será quarta mulher a comandar a Prefeitura de São Luís – antes dela ocuparam o cargo Gardênia Castelo, Lia Varela e Conceição Andrade.

Vale lembrar que a pesquisa do Instituto Quaest, divulgada quarta-feira, apontou o prefeito Eduardo Braide na liderança da corrida aos Leões, com 35% das intenções de voto, contra 24% de Orleans Brandão (MDB), 11% de Lahesio Bonfim (Novo) e 7% de Felipe Camarão (PT).

Eliziane denuncia rede de ataques misóginos e garante que não recua de disputar a reeleição

Eliziane Gama denunciou
ataques misóginos

Por mais que enfrente resistência no entorno do prefeito Eduardo Braide (PSD), a senadora Eliziane Gama (PSD) vem mandado uma série de recados com o mesmo conteúdo: ela é candidata à reeleição e, queiram ou não os resistentes, se o chefe do Executivo da Capital decidir entrar na corrida ao Executivo estadual, como muitos esperam, ela abraçará sua candidatura.

Eliziane Gama ocupou a tribuna do Senado nesta semana para reafirmar o seu projeto de reeleição e denunciar o que ela chamou de ataques misóginos que vem recebendo de adversários nas redes sociais, a maioria agressivos. Que incluem até planos para ataca-la fisicamente.

Brigando com o senador Weverton Rocha (PDT) e com o ministro André Fufuca (PP), a senadora maranhense fala com a consciência de que realiza um mandato correto e dinâmico. Nos últimos sete anos, foi senadora de tempo integral, tendo participado efetivamente de duas CPIs mistas, sendo que numa delas, a que apurou a tentativa de golpe no 8 de Janeiro de 2023, foi relatora, e a da Covid. Eliziane Gama também foi vice-líder do Governo no Congresso Nacional e emplacou vários projetos de lei importantes.

Por outro lado, por conta da sua atuação as Covid e do 8 de Janeiro, a senadora maranhense vem sofrendo um verdadeiro massacre em redes sociais, como uma ação organizada para fragiliza-la politicamente. Ela que tem sido duramente atacada pelo deputado estadual Fernando Braide (PSB), irmão do prefeito Eduardo Braide. “Mas não vão conseguir”, disse.

Eliziane Gama conta com o apoio irrestrito do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que é também o incentivador para que o prefeito Eduardo Braide, que deve se manifestar nos próximos dias sobre ser ou não ser candidato a governador.

São Luís, 20 de Março de 2026.

Quaest: Braide lidera com boa vantagem e Orleans é segundo, muito à frente de Bonfim e Camarão

Eduardo Braide lidera corrida ao Palácio dos Leões seguido
de Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão

Depois dos números do Paraná Pesquisas, que deu vantagem de quatro pontos percentuais de vantagem para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), sobre o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e logo em seguida os do Inop, que apontou empate técnico entre os dois, o mundo político foi surpreendido ontem pelos indicadores do Instituto Quaest, contratado pela TV Mirante, sobre a corrida ao Governo do Estado. Nela, Eduardo Braide aparece disparado na liderança, com 35% das intenções de voto, tendo Orleans Brandão em segundo com 24%. O ex-prefeito de São Padro dos Crentes Lahesio Bonfim aparece na terceira posição com 11% e o vice-governador Felipe Camarão (PT) é o último colocado com 7%. Indecisos somaram 8% e os que não soubera ou não quiseram responder representaram 15%.

A pesquisa Quaest montou mais três cenários. Eduardo Braide venceria sem Felipe Camarão e sem Lahesio Bonfim e Orleans Brandão seria o vencedor sem o prefeito de São Luís como candidato.

O levantamento ouviu também os eleitores em relação a um segundo turno entre Eduardo Braide e Orleans Brandão: o prefeito de São Luís seria eleito governador com 46%, enquanto o secretário de Assuntos Municipalistas sairia das urnas com 33%. Num segundo cenário, Eduardo Braide venceria Lahesio Bonfim com 52% contra 23%. E num terceiro cenário, Orleans Brandão seria eleito governador vencendo Lahesio Bonfim por 42% contra 27%.

A pesquisa do Instituto Quaest, hoje apontado como um dos mais respeitados do País, trouxe à tona dois pontos de suma importância, exatamente por conta do período em que as entrevistas foram realizadas nos 49 municípios escolhidos. O primeiro é o fato de o prefeito Eduardo Braide ter sido incluído no levantamento sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato. E o outro diz respeito ao fato de que no período em que os dados foram colhidos – 12 a 16 do corrente – o secretário Orleans Brandão encontrava-se em forte evidência por causa da movimentação para o mega evento do dia 14, sábado, no qual ele foi lançado oficialmente pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.

Os números confirmam a tendência nítida de polarização entre o prefeito de São Luís e o secretário de Assuntos Municipalistas, já que os outros dois postulantes, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, não esboçaram qualquer reação, com a diferença de que o pré-candidato do Novo perdeu força, enquanto o pré-candidato petista se manteve no mesmo patamar, ganhando um ponto a mais. E mostram que, conforme o quadro desenhado pelo levantamento Quaest, caso o prefeito de São Luís venha a renunciar para entrar na corrida, o secretário de Assuntos Municipalistas terá o desafio de planejar bem a sua corrida ao voto, buscando indecisos e os desinteressados, que somam nada menos que 23% dos votos soltos. Sem Eduardo Braide na disputa, Orleans Brandão terá todas as condições de manter a liderança e vencer a eleição.

Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, o prefeito Eduardo Braide mantinha silêncio absoluto sobre ser ou não ser candidato aos Leões. Mas declarações do seu irmão, deputado Fernando Braide (PSB), admitindo a possibilidade de uma aliança do grupo oposicionista (PSB e PCdoB) com o PSD em torno de uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide, sinalizaram que algo está em andamento. Do contrário, a movimentação do deputado Fernando Braide não faria sentido algum. Para algumas fontes bem situadas nesse tabuleiro, o prefeito estaria preste a anunciar a sua renúncia e, ato contínuo, a sua pré-candidatura a governador.

Em Tempo: A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores em 49 municípios no período de 12 a 16 de março, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07211/2026.  

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Roseana à frente na corrida ao Senado; sem eles, Roberto Rocha e Weverton Rocha lideram

Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram sem serem candidatos;
Roberto Rocha e Weverton Rocha à frente , mas com
André Fufuca, Eliziane Gama, Pedro Lucas e
Hilton Gonçalo brigando pela segundas vaga

A pesquisa Quaest confirma que nunca houve no Maranhão uma disputa para o Senado que, a pouco mais de seis meses das eleições, o quadro de candidatos não estivesse definido. A de agora se diferencia das demais em vários aspectos, a começar pelo fato de que os dois nomes que mais receberam intenções de voto, o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), até segunda ordem não são candidatos.

O primeiro cenário encontrado pelo levantamento incluiu os dois, e o resultado foi o seguinte: Carlos Brandão tem 23%, seguido do ex-senador Roberto Rocha (ainda sem partido), que recebeu 11%. O senador Weverton Rocha (PDT) 9%, está tecnicamente empatado com a senadora Eliziane Gama (PSD) e do ministro André Fufuca (PP) ambos com 8%, e com o deputado federal Pedro Lucas (União), com 7%.  O ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2%.

No segundo cenário, sem o governador Carlos Brandão, quem lidera é a deputada federal Roseana Sarney com 18%, seguida de Roberto Rocha (12%), tecnicamente empatado com Weverton Rocha (10%), que por sua vez aparece empatado com André Fufuca (8%), Eliziane Gama (8%), ambos medindo forças num empate técnico com Pedro Lucas (7%) e Hilton Gonçalo (4%).

Sem o governador Carlos Brandão e sem a deputada federal Roseana Sarney, o levantamento confirma tendência favorável ao ex-senador Roberto Rocha e ao senador Weverton Rocha, candidato à reeleição.

Com todos os outros levantamentos que investigaram a corrida ao Senado, a pesquisa Quaest mostra que o governador Carlos Brandão optou mesmo pelo sacrifício, que muitos não compreendem, abrindo mão de um mandato senatorial num momento em que senador ganha força e importância na República. Mas invocando mais uma vez o alto grau de imprevisibilidade da política, vale lembrar que o governador tem exatos 16 dias para mudar o curso da sua história.

Movimentos de ida e vinda reativam a guerra judicial de Brandão com o Solidariedade

Carlos Brandão cobra urgência do STF,
que pede explicações em outro caso

Dois movimentos, um do Palácio dos Leões para o Supremo Tribunal Federal e outro da Suprema Corte em direção ao Palácio dos Leões, foram registrados nesta semana na guerra judicial que tem de um lado o governador Carlos Brandão (sem partido) e de outro o Solidariedade, partido que até meses atrás era comandado no Maranhão pelo deputado Othelino Neto, hoje no PSB, um dos líderes da oposição ao Governo Brandão.

No movimento de São Luís para Brasília, o governador Carlos Brandão fez nova tentativa para que a Suprema Corte dê prioridade na análise de um recurso por meio do qual o mandatário maranhense questiona a abertura de investigação criminal contra ele a partir daquela corte.  

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prioridade na análise de um recurso que questiona a abertura de investigação criminal contra ele no âmbito da Corte. Trata-se da ADI nº 7.780, que trata da indicação de conselheiros pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), movida pelo Solidariedade, e que interrompeu o processo de escolha de conselheiros da corte de contas pela Assembleia Legislativa.

No recurso, o governador Carlos Brandão reclama de decisão do relator, ministro Flávio Dino, que mandou abrir investigação, pela Polícia Federal, em 2025, com base em informações de uma advogada mineira, que levantou a suspeita de ilegalidades no processo de escolha de conselheiros. Além de contestar a suspeita, o governador questiona a ação invocando regra constitucional segundo a qual só o Superior Tribunal de Justiça pode abrir investigação contra governador de Estado. Além disso, a defesa do governador questiona outros aspectos da ação, que considera ilegais.

O pedido do governador Carlos Brandão cobra urgência na análise do seu recurso. Um dos seus argumentos mais fortes é o de que o próprio Solidariedade desistiu da ação.

Já no movimento de Brasília para São Luís, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que o governador Carlos Brandão preste informações sobre eventual descumprimento de decisões da Corte relacionadas a afastamentos de autoridades e servidores do governo estadual.

A medida se refere à Reclamação nº 69.486, feita pelo Solidariedade contra atos do governo estadual, da Assembleia Legislativa, da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e do Sebrae-MA, onde, segundo o partido, estaria ocorrendo “nepotismo cruzado e desobediência sistemática a ordens judiciais”.

Para lembrar: em 2024, o STF suspendeu, via liminares, nomeações, determinando o afastamento do exercício de cargos públicos pessoas identificadas em casos de nepotismo. Uma das medidas alcançou Marcus Brandão, irmão do chefe do Executivo e então diretor da Assembleia Legislativa. Outro alcançado pela medida foi Gilberto Lins Neto, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP).

Na sua reclamação, o Solidariedade, os afastados continuariam atuando efetivamente nesses órgãos públicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o governador Carlos Brandão esclareça os fatos. (Com informações do portal O Informante)

Há quem veja desfecho iminente para esses casos.

São Luís, 19 de Março de 2026.

Condenação de Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil causará mudanças no cenário político

Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil
vão dormir na cadeia e
estão fora da corrida às urnas

A condenação do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) a 6 anos e 5 meses de prisão e do colega dele, Pastor Gil (PL), a 5 anos e 6 meses, em regime semiaberto, pelo Supremo Tribunal federal (STF), por crimes praticados para desviar recursos de emendas parlamentares, além entrar para a história como o primeiro caso em que parlamentares vão parar na cadeia por conta desse abusivo desvio de função, terá um impacto cataclísmico no tabuleiro da política maranhense. Como a condenação impõe, além da prisão, inelegibilidade por oito anos, ou seja, duas eleições, o grupo criado por Josimar de Maranhãozinho corre o risco de se esfacelar, mesmo que a deputada Detinha, sua mulher, venha a comandar o PL se reeleger.

No que respeita à condenação e os seus motivos, nenhuma novidade. O processo nasceu de uma denúncia do então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) à Polícia Federal (PF) dando conta de que estava sendo achacado pelo agita Pacovan – assassinado no ano passado -, que lhe cobrava R$ 1,5 milhão por conta de uma emenda no valor de R$ 6 milhões enviada para o município pelo deputado Josimar de Maranhãozinho. A PF comprovou tudo na sua investigação. Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil foram denunciados e indiciados, responderam a processo, que acabou relatado inicialmente pelo ministro Flávio Dino. Ontem, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, que optou pela condenação, no que foi seguido por todos os membros da 1ª Turma do STF, entre eles o presidente Flávio Dino. Sobre isso não há o que discutir, suprimir ou acrescentar.

O que está para acontecer na prática serão os desdobramentos dessa condenação no cenário político. Para começar, sem as candidaturas de Josimar de Maranhãozinho e de Pastor Gil, o braço maranhense do PL, sobram mais de 200 mil votos para deputado federal. Quanto ao comandado com mão de ferro e bom desempenho eleitoral no Maranhão, o PL mergulha numa densa nuvem de incertezas. Primeiro porque é incerto que com esse novo quadro, a direção nacional do PL continue prestigiando Josimar de Maranhãozinho, principalmente com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, cujo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não gosta do parlamentar maranhense nem do seu grupo, já tendo inclusive tentado, sem sucesso, tirá-lo do controle.

Com Josimar de Maranhãozinho fora do páreo, duvida-se ele continuará no comando do partido, caso a sua prisão, mesmo em regime semiaberto, venha a ser confirmada. O caminho natural será ascensão da deputada Detinha ao comando do PL, mas nos bastidores corre que outros políticos da direita radical, como o ex-senador Roberto Rocha, pré-candidato ao Senado, e o deputado Yglésio Moises (PRTB), bolsonaristas de proa, têm interesse no partido, que tem cinco deputados estaduais e pelo menos três dezenas de prefeitos. Antes da condenação do marido, a deputada Detinha foi sondada pela cúpula nacional do PL para ser candidata ao Senado. A informação corrente é que ela estaria começando a simpatizar com a ideia. Com a decisão da Suprema Corte, esse projeto seria reforçado.

Na avaliação de alguns observadores, o grupo tem condições de sobreviver, ainda que amargando muitas perdas. Sem Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil na chapa, Detinha teria condições de se reeleger e fazer pelo mais um deputado federal, usando parte dos 150 mil votos deixados pelo marido, que mesmo preso e inelegível, tem condições de salvar pelo menos grande parte das suas bases eleitorais. O grupo teria também condições de fazer uma bancada de pelo quatro deputados estaduais.

Mas a pergunta que se faz no meio político é: para onde irá o grupo de Josimar de Maranhãozinho na corrida ao Palácio dos Leões. Inicialmente, deputados do PL flertaram com o vice-governador Felipe Camarão (PT), mas aproximação não prosperou. Depois, andaram conversando com o governador Carlos Brandão (sem partido), mas também não foi além. Ultimamente, a impressão geral era a de que Josimar de Maranhãozinho e seu grupo estariam da iminência de apoiar o prefeito Eduardo Braide (PSD), caso ele saia candidato a governador, com a possibilidade da deputada federal Detinha fazer dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PSD) na corrida ao Senado. Com a decisão da Suprema Corte, até as especulações terão de ser revistas.

O fato é que a saída cena de Josimar de Maranhãozinho causará uma mudança expressiva no cenário político estadual.

PONTO & CONTRAPONTO

Orleans cumpre agenda apertada como secretário e como presidente do MDB

Orleans Brandão

Confirmado pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão está cumprindo uma agenda intensa com duas frentes. Permanece no cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, do qual só será exonerado no dia 31, conforme programação definida pelo governador Carlos Brandão (sem partido) e atua como presidente estadual do partido.

Como secretário, vai continuar conversando com prefeitos e inaugurando e anunciando obras no interior até o último dia no cargo. Como presidente do partido, acompanha as articulações para a formação da chapa de candidatos a deputado estadual e a deputado federal.

No campo partidário, o maior desafio será definir, de uma vez por todas, quem será quem para as duas vagas de senador. É voz corrente que o senador Weverton Rocha (PDT) já estaria definido para uma vaga, o mesmo acontecendo em relação ao ministro André Fufuca (PP).

Muitos querem saber o que há de verdade nos rumores segundo os quais a deputada Iracema Vale (MDB) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB) também estariam no páreo.

Iracema amplia laços políticos ao se tornar Cidadã de Timon

Iracema Vale ladeada pela vereadora Amanda Pires (de preto)
e outras mulheres na Câmara Municipal de Timon

Em meio a especulações sobre o seu futuro em relação às urnas de outubro, a deputada-presidente Iracema Vale (MDB) segue articulando bases para disputar, pelo menos, uma cadeira na Câmara Federal, se não vier a ser candidata ao Senado, como alguns estão propondo.

Ontem, por exemplo, ela foi distinguida com o título de Cidadã Timonense, concedido pela Câmara Municipal de Timon, por iniciativa da vereadora Amanda Pires (PSB) e aprovada por unanimidade.  A entrega do diploma aconteceu em sessão solene do parlamento timonense para a 2ª edição do projeto “Mulheres que Transformam”, por meio do qual os vereadores de Timon homenageiam mulheres que se destacam.

O mesmo título foi concedido à deputada Daniella Jadão (MDB), procuradora da Mulher no parlamento estadual, que apoiou, com parceria, o projeto da Câmara timonense. Outras mulheres de destaque de Timon também foram homenageadas.

Visivelmente satisfeita com a honraria, a presidente da Assembleia Legislativa agradeceu aos vereadores timonenses afirmando que o título a motiva a assumir compromissos com a população de Timon.

– A partir de agora, Timon ganha mais uma filha. Estarei sempre à disposição deste município e de todas as cidades do nosso estado – assinalou a chefe do Legislativo estadual, numa fala clara de quem pretende exercer um mandato majoritário.

São Luís, 18 de Março de 2026.

Dino acaba aposentadoria compulsória para magistrado condenado e deixa críticos desnorteados

Flávio Dino desnorteia críticos avançando na sua cruzada
contra os privilégios e os desvios no serviço público

O ministro Flávio Dino marcou ontem mais um tento que ampliou significativamente o expressivo espaço que já ocupava no Supremo Tribunal Federal (STF) ao sepultar, definitivamente, um dos cancros que há muito vinha minando a imagem do Poder Judiciário brasileiro: a aposentadoria compulsória e remunerada, para magistrados condenados por crimes graves, como venda de sentença, por exemplo. Ele usou decisão sobre ação reivindicatória de um juiz do Rio de Janeiro, feita via Conselho Nacional de Justiça, e cravou que o pleito não tem base porque a aposentadoria compulsória remunerada para magistrados condenados deixou de existir em 2019, na reforma da Previdência, faltando apenas regulamentação, que ele próprio, Flávio Dino, iniciou por meio de projeto de lei apresentado ao Senado da República uma semana antes de renunciar ao mandato senatorial para assumir vaga na Suprema Corte.

Vale lembrar que antes, no dia 5 de fevereiro, o ministro Flávio Dino disparou petardo devastador contra outro privilégio agressivo no serviço público, ao proibir penduricalhos os salários de servidores públicos nos três níveis do serviço público, responsável pelas graves e injustificadas distorções nas graves salariais nos Poderes Executivos, Legislativos e Judiciários nos Municípios, Estados e União, onde essa prática engorda em mais de R$ 2 bilhões os custos mensais com servidores em todo o País.

Com a decisão de ontem, o ministro Flávio Dino colocou uma pé de cal numa distorção injustificada e bancada pelo contribuinte, vista por muitos como um “prêmio” a magistrados de todos os níveis que praticaram crimes como venda de sentenças, decisões contrárias à letra da lei, concluiu com o crime organizado, entre outros. No Maranhão, vários desembargadores e juízes que cometeram faltas graves estão hoje curtindo aposentadoria compulsória com salários acima de R$ 30 mil por mês, com direito a 13º, reajustes periódicos e tudo o mais. Neste exato momento, quatro desembargadores suspeitos de envolvimento direto num esquema de extorsão contra o Banco do Nordeste, envolvendo também um grupo de advogados conhecidos, estão aguardando a palavra final da Justiça sobre as acusações. Nesse caso, se forem condenados, perderão o cargo e o salário e irão para casa sem nada.

A decisão do ministro Flávio Dino deixa mais uma vez os seus “críticos” desanimados, em especial alguns que o atacam nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo, o mais tonitruante canal de expressão da direita conservadora do País, e que tentam distorcer suas decisões e sua postura com acusações éticas sem lastro e argumentos ideológicos de fazer rir. A acusação agora é a de que o ministro Flávio Dino disparou chumbo grosso contra penduricalhos salariais no serviço público e contra a vergonhosa e inaceitável aposentadoria compulsória e remunerada de magistrados que cometeram crimes, para tentar evitar desgastes na Corte, que vive um momento de questionamento ético por conta do Caso Master. Essas tentativas de minimizar o impacto de decisões do ministro sugerem uma indagação: será que ele abriu a caixa preta das emendas parlamentares, para lustrar a imagem da Suprema Corte?

Flávio Dino tem hoje oponentes políticos de peso, por conta de diferenças políticas e ideológicas, como o governador Carlos Brandão, por exemplo, cuja relação com ele se dá num nível civilizado.

E tem também inimigos, muitos gratuitos, mas muitos por razões diversas, como interesses contrariados, distorção pura e simples ou falta de alcance. Esses não conseguem dimensionar a estatura do homem público Flávio Dino, e não engole o fato de o advogado saído dos bancos do Colégio Maristas e da Universidade Federal do Maranhão haver se tornado juiz federal incólume por 12 anos, deputado federal respeitado em um só mandato, governador do Maranhão por dois mandatos consecutivos, senador com a maior votação proporcional do País, ministro da Justiça que enfrentou o 8 de Janeiro e as bigtechs e desmontou bancadas inteiras em memoráveis audiências na Câmara e no Senado, e que levou à Suprema Corte um forte sopro de renovação. Tudo isso sem ter ultrapassado a linha da ética nem usado erradamente o poder político que concentrou.

Flávio Dino é homem público e está sujeito a crítica, e quem o conhece sabe que ele gosta de um confronto direto e aberto. O problema é que, por falta de argumento, alguns buscam atingir-lhe a imagem por meios nada republicanos. Até aqui perderam todas.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão assume a presidência do Consórcio da Amazônia Legal propondo o turismo sustentável como prioridade

Governador Carlos Brandão entre o desembargador-presidente
Ricardo Duailibe, a deputada-presidente Iracema Vale e
representantes de estados da região após ser empossado
presidente do Consórcio da Amazônia Legal

O governador Carlos Brandão (sem partido) é novo presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Ele foi empossado ontem, no 29º Fórum de Governadores, realizado em São Luís com a representações dos noive estados-membros.

Eleito por unanimidade num sistema de rodízio, o governador Carlos Brandão assume o comando da entidade com a experiência de quem, ainda vice-governador, participou de vários Fóruns com dois desafios.

O primeiro é fortalecer a cooperação entre os estados amazônicos no sentido de fortalecer as relações institucionais e estabelecer programas comuns de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, que tem importância planetária. Vários programas estão em andamento no Maranhão.

O segundo é a ampliação do diálogo federativo, com o cumprimento das agendas que levem ao desenvolvimento sustentável do Maranhão, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, onde continuam sendo grandes e desafiadores os problemas socioeconômicos e ambientais.

Na sua primeira lada como presidente do Consórcio da Amazônia Legal, o governador Carlos Brandão reconhecer assumir com o compromisso de lutar por uma Amazônia preservada, encarando desafios como o combate ao desmatamento, adotar medidas para evitar os impactos das mudanças climáticas e adotar políticas mais agressivas de atração de investimentos adequados, nacionais e estrangeiros. Nesse sentido, anunciou R$ 53 milhões do Fundo Amazônico doados pela Alemanha e que serão investidos em regularização fundiária.

O governador Carlos Brandão assume a presidência de um Consórcio fortalecido pela Expo25, e tratou de ampliar o seu espaço nu mundo anunciando um novo foco: o turismo sustentável.

Até ontem, o Consórcio tinha 12 câmara setoriais: Agricultura e Economia Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Planejamento e Gestão Estratégica, Governança Fundiária, Segurança Pública e Povos Indígenas. Já como presidente, o governador Carlos Brandão anunciou a criação da 13ª câmara, essa focada no turismo sustentável. Nas reuniões técnicas de ontem, as câmaras trataram de diversos temas, entre eles regularização fundiária, regras e sistemas de licenciamento ambiental e as ações de combate a incêndio.

O 29° Fórum de Governadores continua hoje com a Reunião Governamental e a Assembleia de Governadores, nas quais o Consórcio apresentará propostas para o futuro da região, que serão destacados na Carta de São Luís.

Sucessão: atenções se voltam para Braide, cuja candidatura só depende dele próprio

Enquanto se especula sobre o seu futuro político, Eduardo Braide
inicia obras de drenagem profunda no São Bernardo, agora
sempre acompanhado da vice Esmênia Miranda e de aliados
como o vereador Douglas Pinto (PSD)

As atenções políticas se voltam agora para a Prefeitura de São Luís, onde o prefeito Eduardo Braide (PSD) faz os seus cálculos e avaliações para decidir se serás ou não candidato a governador do Maranhão.

Ele já tem as informações mais importantes que precisava: a definição de pré-candidatos. Estão no páreo, agora para valer, Orleans Brandão (MDB) e Lahesio Bonfim (Novo) e Felipe Camarão (PT), sem uma definição partidária, mas afirmando sempre que será candidato “de qualquer maneira”. Ninguém à vista além deles.

O ponto central da decisão de Eduardo Braide é deixar a Prefeitura de São Luís, que vem comandando com eficiência e de maneira bem sucedida, dois anos e meio antes do final do mandato. Livre de pressões, Eduardo Braide só depende dele mesmo para sair candidato, já que o comando nacional do seu partido tem a sua candidatura como prioridade no plano nacional.

São Luís, 17 de Março de 2026.

Lançado, Orleans diz representar o futuro e Brandão não quer entregar Governo “para quem não sabe governar”

Diante de uma multidão, Carlos Brandão consolida
pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo

Orleans Brandão: “Meu nome e Orleans Brandão. Espalhem pelos quatro cantos do estado. O futuro chegou e vai continuar para fazer muito mais”.

Carlos Brandão: “É melhor continuar governador e garantir que o Maranhão esteja em boas mãos do que entregar o Governo para quem não sabe governar”.

As duas declarações, feitas para uma multidão que lotou as dependências do Multicenter Sebrae, definiram com muita clareza o ânimo que movimentou o ato de lançamento do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, como pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, com o aval e o apoio do governador Carlos Brandão (sem partido), que confirmou de “ir para o sacrifício” permanecendo no cargo até o último dia do mandato. O lançamento foi avalizado por 11 partidos: Republicanos, PDT, Progressista, União Brasil, PRD, Cidadania, Avante, Podemos, Solidariedade, Podemos e Mobiliza.

O ato contou com a presença do senador Weverton Rocha (PDT) e do ministro do Esporte André Fufuca (PP), ambos candidatos ao Senado, deputados federais, deputados estaduais, dezenas de prefeitos, centenas de vereadores e milhares de apoiadores do projeto nos quatro cantos do Maranhão. O aval do MDB foi expressado enfaticamente pelo atual prefeito de Bacabal e presidente da Famem, Roberto Costa, que integra o comando regional do partido, e da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, recém chegada às fileiras da agremiação emedebista.

Foi uma festa numericamente gigantesca e politicamente expressiva para o lançamento de uma (pré)candidatura. E ganhou peso quando o governador Carlos Brandão confirmou que não renunciará e anunciou que vai coordenar a campanha do candidato emedebista, abrindo mão de ser senador. Mais ainda quando Orleans Brandão se declarou candidato, tornando irreversível um projeto de poder que vem sendo elaborado há tempos.

O governador Carlos Brandão concentrou sua fala nas realizações do seu Governo e no papel desempenhado pelo secretário de Assuntos Municipalistas no planejamento e na execução das obras levadas a todos os municípios. “O Orleans foi o grande planejador e executor desses projetos”, afirmou o governador, transferindo para o auxiliar e braço direito os méritos dos resultados da sua administração. E justificou: “Ele está preparado para governar”.

No seu discurso, o agora pré-candidato Orleans Brandão agradeceu o apoio do governador Carlos Brandão e traçou um cenário de otimismo, colocando-se como porta-voz do futuro. “Eu vejo o futuro em cada município que visitei e em cada pessoa com quem eu falei. Vejo futuro na nossa juventude, nos nossos trabalhadores e em todo o Maranhão”, discursou. E concluiu se apresentando e fazendo um pedido à massa de apoiadores: “Meu nome é Orleans Brandão. Espalhem pelos quatro cantos do estado que o futuro chegou pra fazer muito mais”.

Dois dos principais pilares do projeto de candidatura do emedebista, Roberto Costa, prefeito de Bacabal e presidente da Famem, e Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, além do intenso trabalho de mobilização, respaldaram a candidatura com discursos contundentes. Na sua fala, depois de destacar a participação do pré-candidato no Governo, Roberto Costa fez uma convocação: “Nós queremos Orleans governador. Por isso, todos à luta. Essa vitória será a vitória do povo”. Iracema Vale foi igualmente contundente: “Nós, líderes do maranhão inteiro, de boca a boca, fizemos uma escolha hoje, que é apontar como candidato no nosso estado um jovem, um homem que tem se dedicado dia e noite ao povo”.

Foi um ato político forte, por meio do qual o governador Carlos Brandão mandou um recado claro aos seus adversário: decidiu partir para o tudo ou nada, com a determinação de usar com a força possível todos os aspectos da corrida eleitoral. Ou seja, o governador está decidido a passar o bastão a um sucessor confiável e plenamente identificado com a sua visão de governo. E foi com essa responsabilidade que Orleans Brandão assumiu diante de cerca de 40 mil apoiadores, mobilizados por cerca de 160 prefeitos, incluindo Imperatriz, Timon, Caxias, Paço do Lumiar e Bacabal, por exemplo, segundo fonte do grupo governista.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton provoca Braide sobre governar sozinho

Weverton Rocha provoca Eduardo Braide
no lançamento de Orleans Brandão

Para o público presente e para o resto do mundo, o ato do MDB que lançou a (pré)candidatura de Orleans brandão ao Governo do Estado teve seus bastidores informalmente movimentados pela disputa para o Senado, a começar pela presença do senador Weverton Rocha (PDT), e do ministro do Esporte André Fufuca (PP), o primeiro candidato à reeleição e o segundo tentando chegar à Câmara Alta pela primeira vez.

Curiosamente, no seu discurso, o senador Weverton Rocha, depois de destacar as qualidades do pré-candidato do MDB, decidiu alfinetar diretamente o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que sequer admitiu ainda se será ou não candidato: “Tem gente que acha que ganha e faz tudo sozinho, sem conversar até com sua mulher. Tem gente que só sabe ganhar se tiver um time forte, unido”.

O ministro André Fufuca circulou bastante entre prefeitos, deputados, vereadores e eleitores, obviamente trabalhando para consolidar o seu projeto de candidatura. O seu discurso foi de apoio a Orleans Brandão, sem abrir frentes de confronto.

Sobre disputa para as duas vagas no Senado, circularam nos bastidores do lançamento de ontem, com insistência, o nome da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale. Ela foi lembrada como bom nome para candidata a vice, mas o que predominou mesmo foram comentários sobre sua possível candidatura ao Senado.

Em Tempo: chamou a atenção a presença da deputada Mical Damasceno no ato de lançamento de Orleans Brandão. É que, pelo menos por enquanto, ela é filiada ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide, que pode vir a ser candidato a governador.

Camarão reage a estocada de Brandão sobre não saber governar

Felipe Camarão reage à
estocada de Carlos Brandão

A declaração do governador Carlos Brandão afirmando ser melhor “continuar governador e garantir o Maranhão esteja em boas mãos do que entregar o Governo para quem não sabe governar” repercutiu fortemente no próprio ato e fora dele.

Ao tomar conhecimento das palavras do governador, o vice-governador Felipe Camarão, que é pré-candidato pelo PT e, sem dúvida, o alvo do petardo, reagiu na bucha nas suas redes sociais:

“Nessa aí o atual governador está certo. Ninguém sabe governar apenas para família como ele. Ocorre que no dia 04/10 vão perder e ele vai “entregar” para alguém que governa bem melhor e para todas as famílias do Maranhão, não apenas para os Brandão e agregados”.

Mesmo com dificuldades para se consolidar como candidato do PT, que no Maranhão está dividido entre ele e Orleans Brandão, Felipe Camarão tem reafirmado sua disposição de ser candidato. Na semanas que passou, ele esteve em Brasília conversando com a cúpula do PT sobre o seu futuro no partido.

São Luís, 15 de Março de 2026.

Lançamento de candidatura hoje consolidará Orleans como a grande aposta de Brandão para os Leões

Carlos Brandão escolheu Orleans Brandão:
escolha será confirmada hoje com o
lançamento da candidatura pelo MDB

Orleans Brandão será lançado hoje candidato ao Governo do Estado pelo MDB. O lançamento se dará no Multicenter Sebrae, em ato promovido pelo partido e com a participação de 11 legendas que formarão a base da sua candidatura. A cúpula do MDB e aliados apostam que será um evento monumental, com a presença de representantes de todos os 217 municípios, incluindo prefeitos e vereadores. O ainda secretário de Assuntos Municipalistas – ele só deixará o cargo no dia 30 – será confirmado como a grande aposta do governador Carlos Brandão (sem partido) e da aliança governista na disputa para o Palácio dos Leões, que deve contar com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), e com o vice-governador Felipe Camarão (PT), podendo incluir ainda o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

Embalado por uma pesquisa do Inop, divulgada ontem, no final da tarde, pelo portal O Informante, do Jornal Pequeno, na qual encontra-se tecnicamente empatado com o prefeito Eduardo Braide, Orleans Brandão espera com o ato de lançamento da sua candidatura dar uma demonstração de força política e de poder de fogo eleitoral, de modo a ganhar de vez a condição de favorito na corrida aos Leões. Se a disputa se der somente entre ele e Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, ele pode vencer até em turno único. Mas se Eduardo Braide entrar na corrida, o quadro muda radicalmente, como mostram os levantamentos mais recentes.

Desde que ganhou a condição de pré-candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão, Orleans Brandão, que vinha claudicando no campo de um só dígito, entrou numa linha ascendente, para alcançar rapidamente o patamar dos dois dígitos. Primeiro travou uma refrega demorada com o candidato Lahesio Bonfim, a quem deixou para trás, seguindo em busca de Eduardo Braide que vem liderando as pesquisas apenas como uma possibilidade.

O momento da corrida mostra dois cenários. O primeiro encontrado pelo levantamento do Paraná Pesquisas, com Eduardo Braide à frente e Orleans Brandão em segundo. Ontem, dois dias depois, portanto, a pesquisa Inop trouxe os dois tecnicamente empatados. Nos dois levantamento Lahesio Bonfim e Felipe Camarão aparecem e terceiro e quarto lugares, com poucas chances de reação e de chegar ao pelotão da frente, que até aqui parece reservado ao prefeito de São Luís e ao secretário de Assuntos Municipalistas. No campo especulativo, correu solto, ontem, que o prefeito Eduardo Braide deve anunciar sua candidatura nos próximos dias. Ele próprio, porém, não emitiu o mais leve sinal de que isso acontecerá.  

Todas as avaliações ouvidas pela Coluna levaram à mesma conclusão: o evento de hoje tornará sem volta a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado e, na mesma medida, a decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo até o final do seu mandato. É claro que, por conta da dinâmica e do elevado grau de imprevisibilidade da política, nada pode ser considerado irreversível. Mas a julgar por tudo o que aconteceu nos últimos meses, parece não haver margem para alguma concessão entre brandonistas a dinista e vice versa. O próprio ato de hoje confirma isso. No entanto, vale lembrar que o prazo para uma mudança termina às 23 horas e 59 minutos do dia 4 de abril.

E não será surpresa se no ato de lançamento da candidatura de Orleans Brandão surjam luzes sobre escolha de vice e definições em relação ao Senado, já que dois nomes de peso do MDB, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema vale, e a deputado federal Roseana Sarney, agora colegas de partido, tenham seus nomes sugeridos para o Senado, como vem provocando a bolsa das especulações. Mais certo do que essa possibilidade será a presença do senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e a do ministro do Esporte, André Fufuca (PP), que vem trabalhando duro para ser o outro nome da base governista para o Senado.

PONTO & CONTRAPONTO

Inop mostra Braide e Orleans tecnicamente empatados

Eduardo Braide e Orleans Brandão empatados na
pesquisa do Inop, deixando Lahesio Bonfim
e Felipe Camarão para trás

O prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) estão empatados na corrida ao Palácio dos Leões. É o que informa pesquisa feita pelo instituto Inop, divulgada ontem. Eduardo Braide – que não disse se será ou não candidato -, tem 37,52% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão aparece com 36,50%. Os números mostram nítida tendência de a disputa ser resolvida em dois turnos.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo) recebeu 11,97% das intenções de voto, enquanto o vice-governador Felipe Camarão (PT), cuja candidatura ainda depende do aval do partido, tem 6,91%.

A pesquisa Inop confirma uma disputa em que Eduardo Braide, ainda apenas uma ideia, e Orleans Brandão, cuja candidatura será lançada oficialmente neste sábado, caminha para uma polarização. O prefeito liderando largamente ne Capital e na Grande Ilha e o secretário com ampla base de apoio no interior, formada por prefeitos.    

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.548 eleitores em todo o estado no período de 4 a 11 de março, tem dois pontos percentuais de margem de erro, para mais ou para menos, tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-01277/2026.

Lahesio tinha razão: Roberto Rocha abre mão do PSDB e será candidato a senador pelo Novo

Roberto Rocha abre mão do PSDB e deve
ser candidato a senador pelo Novo

“Pode anotar e publicar: Roberto Rocha será o candidato a senador na nossa chapa”. A declaração, enfática, foi feita por Lahesio Bonfim, candidato do Novo ao Governo do Estado, no dia 14 de janeiro e publicada na edição da Coluna do dia 15. No dia 26 de fevereiro, o então presidente do PSDB, Sebastião Madeira, disse à Coluna que havia saído do PSDB e o entregado formalmente ao deputado federal Aécio Neves, que o informou que entregaria o braço tucano maranhense ao ex-senador Roberto Rocha. Ontem, correu a informação, dada pelo próprio Roberto Rocha, que não aceitou o PSDB e que o partido será entregue ao deputado federal Juscelino Filho (União Brasil). Roberto Rocha informou que assinará ficha de filiação no Novo

Esse vai-não-vai mostra que Lahesio Bonfim acertou em cheio quando informou à Coluna que Roberto Rocha ingressaria no Novo e seria candidato a senador na sua chapa. E em se confirmando o ingresso do ex-senador no Novo, a candidatura de Lahesio Bonfim ganha bom impulso, já que Roberto Rocha trem aparecido nas pesquisas como um candidato forte ao Senado, brigando feio com André Fufuca e a senadora Eliziane Gama (PSD), que busca a reeleição, rivalizando até com o senador Weverton Rocha.

Quando são PSDB ficar sob o controle do deputado federal Juscelino Filho, o próprio parlamentar colocou ontem as coisas nos seus devidos lugares: ele está dialogando com o comando nacional dos tucanos, podendo assumir ou não o comando do partido no Maranhão. Nada ainda além disso.

São Luís, 14 de Março de 2026.

Com seu futuro ainda incerto, Iracema convida “o povo do Maranhão” para o lançamento de Orleans

Iracema Vale ocupou a tribuna para convidar
para o lançamento de Orleans Brandão

A deputada Iracema Vale (MDB), que preside a Assembleia Legislativa, assumiu ontem, de vez, e em larga escala, a condição de apoiadora linha de frente do projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado. Ela discursou para convidar “o povo do Maranho” para o ato de lançamento da pré-candidatura do emedebista neste sábado. Na sua rápida manifestação, a chefe do parlamento estadual, que se filiou recentemente ao MDB, definiu o presidente do partido como “um pré-candidato jovem, trabalhador, que tem mostrado um grande talento à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, um homem que tem caminhado em todos os municípios do Maranhão”.

A fala da deputada Iracema Vale, na tribuna da Assembleia Legislativa, deu a importância que o próprio Orleans Brandão e seus apoiadores, a começar pelo governador Carlos Brandão (sem partido), estão dando à oficialização, pelo MDB, da sua pré-candidatura ao Governo do Estado. E o tom da fala partidária da presidente do Poder Legislativo transformou um convite político numa espécie de convocação para que o ato tenha, de fato, a dimensão da largada de uma candidatura irreversível.

Iracema Vale tem autoridade política fazer o convite nesse tom. Ela foi uma das primeiras vozes da base governista a declarar apoio esse projeto sucessório, e o fez num momento em que poucos integrantes destacados da base governistas se arriscaram a comprar a ideia. Na sua fala desta quinta-feira, Iracema Vale não deixou qualquer dúvida de que acredita no projeto de candidatura. E justifica essa crença afirmando que o pré-candidato do MDB “é um homem que conhece todas as lideranças, conhece o povo do Maranhão, conhece todos os projetos que o governador Carlos Brandão está desenvolvendo no Maranhão, conhece a todos nós”.

O convite feito pela deputada-presidente Iracema Vale tem o passo da importância que ela alcançou no cenário da política maranhense. E chama a atenção para o fato de que o futuro dela própria não está resolvido. O que se sabe com 99% de certeza é que ela dificilmente tentará a reeleição para a Assembleia Legislativa. Também não estaria seduzida com ideia de ser lançada candidata a vice-governadora na chapa do MDB. Alguns apostam que ele será candidata à Câmara Federal, mas ela própria não confirma. As avaliações mais recentes a apontam como nome forte para disputar uma cadeira no Senado, o que ela não confirma, mas também não nega, preferindo jogar o seu futuro “nas mãos de Deus”.

A presidente da Assembleia Legislativa cresceu de maneira exponencial. Deixou de ser uma política regional, para ser um nome de abrangência estadual, com cacife para aspirar um mandato majoritário. É provável que essa assunto venha à baila no ato lançamento de Orleans Brandão para o Governo, podendo ela sair do evento com essa situação resolvida. Afinal, as eleições acontecerão daqui a pouco mais de seis meses, estando praticamente esgotado o tempo que um político de peso precisa para definir uma candidatura, pois a essas alturas, o estado está política e eleitoralmente mapeado.

Independentemente de qual venha ser o mandato que tentará conquistar nas urnas, Iracema Vale ocupa, e continuará ocupando, espaço amplo na base de apoio da candidatura de Orleans Brandão, que ela vem ajudando a construir desde o primeiro momento. Forjada nas lutas eleitorais, com quatro mandatos de vereadora e dois de prefeita de Urbano Santos, e com o cacife de ser recordista de votos para a Assembleia Legislativa e com o peso simbólico de ser a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, ela tem estatura política e credibilidade para tal. O próprio pré-candidato emedebista não esconde que o apoio da parlamentar tem sido fundamental para a consolidação do seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Grupo de oposição se mantém unido e vai brigar pela reeleição

Grupo de oposição se mantém unido
para brigar pela reeleição

O grupo de deputados estaduais identificados como dinistas está contrariando a previsão de que seria esfacelado e não chegaria unido às eleições. Os deputados Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Leandro Bello (PSB), Fernando Braide (PSB), Rodrigo Lago (PCdoB), Ricardo Rios (PCdoB) e Júlio Mendonça (PCdoB) estão cada vez mais unidos.

Além da união, o grupo está bem posicionado na oposição ao Governo com críticas ácidas e denúncias contundentes. Quase diárias, as investidas do grupo de oposição contra o governador Carlos Brandão, que responde através do líder governista Neto Evangelista, e pela voz do deputado Yglésio Moises (PRTB), que representa a extrema direita na base parlamentar do Governo.

O grupo conta também com a participação do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).

Na corrida eleitoral, o grupo está fechado com o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). Mas pode, numa guinada, se posicionar apoiando a candidatura do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), caso ele se lance candidato e o vice-governador mude de ideia e retire sua candidatura.

A ´preocupação desses parlamentares é com a barra pesada que vão enfrentar na briga que travarão pela reeleição.

Indefinida a disputa entre Beto Castro e Marquinhos Silva pela presidência da Câmara de São Luís

Beto Castro e Marquinhos Silva
continuam candidatos

Continua sob pesadas nuvens cinzentas e marcada pela indefinição a corrida para a presidência da Câmara Municipal de São Luís, que tem de um lado o vereador Beto Castro (Avante) e de outro o vereador Marquinhos Silva (União).

Tudo caminhava para a eleição tranquila de Beto Castro, apoiado pelo presidente Paulo Victor (PSB), quando o pleito estava marcado para abril.

O projeto, porém, sofreu uma reviravolta radical com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que as eleições parlamentares no país, em todos os seus níveis, terão de ser realizadas sempre em novembro, três meses antes da posse, que ocorrem sempre no início de fevereiro.

A mudança desmanchou num piscar de olhos o esquema montado pelo presidente Paulo Victor, que elegeria Beto Castro e teria o apoio dele à sua candidatura à Assembleia Legislativa.

A mudança de data minou fortemente a candidatura de Beto Castro – que chegou a ter o apoio de 23 dos 31 vereadores – e fez surgir o vereador Marquinhos Silva como seu adversário em franco crescimento. Além disso, pode ter mandado para o arquivo a candidatura de Paulo Victor ao parlamento estadual.

Depois da mudança, ninguém, a começar pelos próprios vereadores, arrisca a prever quem será o próximo presidente do parlamento ludovicense.

São Luís, 13 de Março de 2026.