A 450 dias das eleições, partidos se agitam e lista de aspirantes a prefeito de São Luís começa de fato a ser definida

 

Dificilmente os candidatos a prefeito de São Luís não sairão desta lista, formada por: Rubens Jr., Duarte Jr., Neto Evangelista, Bira do Pindaré, Osmar Filho, Zé Inácio, Eduardo Braide, Wellington do Curso, Adriano Sarney e Victor Mendes. 

Faltam exatos 15 meses, mais precisamente 450 dias, para as eleições municipais. O universo político do Maranhão se prepara para eleger 217 prefeitos, 217 vice-prefeitos e cerca de 2.500 vereadores, dos quais 31 em São Luís. A importância desse pleito é tamanha que as alianças partidárias, os partidos, os grupos políticos e pré-candidatos já começam a se movimentar como se a corrida às urnas estivesse marcada para daqui a seis meses, ou seja, 45 semanas. Nesse contexto, a sucessão na Prefeitura de São Luís tem uma dimensão que vai muito além da simples eleição de um novo prefeito, ganhando uma importância política bem maior pelo peso que ele e sua gestão terão na equação político-eleitoral de 2022, quando os quase cinco milhões de eleitores maranhenses, além do presidente da República, escolherão o próximo presidente da República, o governador do Maranhão, um senador, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. O embate eleitoral   exigirá candidatos competitivos, pois é quase certo que haverá disputas acirradas em praticamente todos os municípios, sendo raros os casos em que favoritos “passearão” rumo às urnas sem dificuldade.

O quadro que está se desenhando para São Luís é o de uma disputa dura e cujo desfecho é impossível de ser previsto pelas pesquisas de agora. E é nesse cenário que os projetos de candidatura vão ganhando forma: no campo governista estão na corrida para ser candidato Rubens Jr. (PCdoB), Duarte Jr. (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Osmar Filho (PDT), Bira do Pindaré (PSB), Zé Inácio (PT) e Zé Carlos Araújo (PT); e no campo oposicionista estão Eduardo Braide (PMN), Wellington do Curso (PSDB), Adriano Sarney (PV) e Victor Mendes (MDB). São esses os nomes que até agora estão sendo ventilados nos bastidores da corrida sucessória. Há vários outros fora do atual tabuleiro partidário, mas nenhum ganhou pique para confirmar a pretensão.

No campo governista, os líderes da grande aliança partidária (16 partidos) liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ainda não decidiram se se juntarão em torno de um só candidato, colocando todo a força política na sua campanha, ou se lançarão dois ou três nomes para quebrar eventuais favoritos e levar a eleição para um segundo e decisivo turno. Se a opção for por um só candidato, os nomes mais fortes são Rubens Jr., que foi o segundo deputado federal mais votado da coligação dinista licenciado e atual titular da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Bira do Pindaré, deputado federal e chefe maior do PSB no Maranhão, ou ainda Duarte Jr., o deputado estadual mais votado do PCdoB, e Neto Evangelista, que é deputado estadual. A construção da(s) candidatura(s) governista(s) será, portanto, um processo cuidadoso e muito negociado dentro da aliança e que terá como condutores o governador Flávio Dino, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) e o senador Weverton Rocha, que comanda o PDT. No momento, só está em curso o exame preliminar de postulantes.

No campo oposicionista, até o momento o nome mais forte é o de Eduardo Braide, que foi o adversário do prefeito Edivaldo Holanda Jr. em 2016. Além dele, estão oficiosamente no páreo Adriano Sarney (PV), que está sendo estimulado dentro do reduto familiar do Grupo Sarney, onde está sendo incentivado principalmente pela banda do PV, sem ter ainda a bênção formal do ex-presidente José Sarney e da tia, a ex-governadora Roseana Sarney. Victor Mendes é um projeto já admitido pelo comando do MDB municipal, mas precisa do aval dos chefes maiores do partido. E Wellington do Curso tem a seu favor os 100 mil votos que recebeu em 2016, mas precisa do “de acordo” do chefe maior do PSDB, senador Roberto Rocha – que nos bastidores tucanos é visto também como um candidato potencial. Há rumores ainda inconsistentes de que esses partidos poderão se juntar em torno de um candidato, que poderá ser Eduardo Braide.

O fato real e concreto é que esses nomes e essas possibilidades estão nas mesas de decisão dos chefes de partidos e grupos partidários. E mais: mesmo levando em conta que na política do Maranhão até boi voa, como alertava o lendário deputado Lister Caldas ainda nos anos 50 do século passado, não é exagero especular que dificilmente o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Jr. será um nome fora da relação acima.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Sem falar do encontro, José Sarney mostra em crônica por que conversou com Flávio Dino

José Sarney: posicionamento e respostas sobre o encontro com Flávio Dino

O ex-presidente José Sarney continua dando mostras maiúsculas de genialidade política, mostrando que, usadas com inteligência, palavra e informação dizem tudo o que precisa ser dito sem que o objeto da abordagem seja necessariamente citado. Na sua crônica domingueira em O Estado, edição deste fim de semana, ele mandou todos os recados que queria sobre o encontro que manteve com o governador Flávio Dino, há duas semanas, em Brasília, e que suscitou todo tipo possível de especulação. Enquanto o governador Flávio Dino, em entrevista ao Jornal Pequeno, revelou o roteiro da conversa e os temas abordados, José Sarney justificou o encontro numa frase: “O Maranhão e seu povo estão em primeiro lugar, e é bom que tenhamos uma política respeitosa, civilizada e democrática”.

Antes desse fecho, que funcionou como recado direto e inteligente a aliados barulhentos e adversários renitentes, o ex-presidente escreveu um pequeno manifesto contra o ódio e a vingança na política, fazendo um retrospecto dos estragos sanguinários que esses sentimentos causaram ao motivar ações políticas ao longo da História. Lembrou, em tom de crítica, que Lênin, que na sua avaliação estimulou o ódio ao comandar a Revolução Russa e foi se inspirou no terror da Revolução Francesa numa política odienta e vingativa que resultou na morte de milhões de russos pelo comunismo.

Em seguida, repudiando a vingança como instrumento político, se posicionou como um defensor do diálogo e da democracia, aproveitando demonstrar esse posicionamento lembrando sua trajetória, suas conquistas e o reconhecimento de que foi alvo no Brasil e no mundo, como político e como escritor. E garantiu:

– Posso dizer, como Lincoln, que nunca cravei por meu desejo espinho algum no peito de ninguém.

E completou a frase inicial sobre a conversa com o governador, cujo roteiro confirmou ao jornalista e pesquisador Benedito Buzar, dizendo o seguinte:

– Jamais posso me desinteressar da situação nacional e maranhense.

 

REGISTRO

Comemoração antecipada dos 44 anos de Othelino Neto mostrou o seu peso e horizonte políticos

Ana Paula Lobato e Othelino Filho com os filhos Guilhermina e Othelino José, no ato comemorativo

O deputado Othelino Neto (PCdoB) presidente da Assembleia Legislativa, completa neste domingo 44 anos de existência. Em princípio, o natalício em nada seria diferente dos anos anteriores, com os cumprimentos e felicitações de praxe de familiares, amigos, colaboradores e partidários. Mas um ato-surpresa de comemoração antecipada, realizado por colaboradores, na manhã de quinta-feira (4), no Salão de Atos do Palácio Manoel Bequimão funcionou como um indicador preciso do peso político que o parlamentar ganhou nos últimos tempos. Além da esposa, Ana Lobato e seus dois filhos, Guilhermina e Othelino José, da mãe, Yolete Alves, e assessores e funcionários da Casa, o evento atraiu nada menos que 28 deputados – numa época de baixa frequência de parlamentares -, o vice-governador Carlos Brandão (PRB), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos e dois desembargadores, além dos secretários da área política do Executivo, Marcelo Tacares (Casa Civil) e Rodrigo Lago (Comunicação e Articulação Política), assessores graduados do Governo e jornalistas.

Gestos coletivos como esse em torno de chefes de Poder são normais em qualquer lugar do mundo. Mas o que se viu quarta-feira no Salão Nobre da Assembleia Legislativa foi uma confraternização em torno de um político jovem, em franco processo de ascensão e com um horizonte de crescimento aberto. Separado o aspecto trivial de uma comemoração natalícia, o ato-surpresa de quarta-feira em torno do deputado Othelino Neto foi um gesto coletivo de reconhecimento e de estímulo a um político jovem, que por uma combinação de habilidade, muito trabalho, foco e mão do destino ocupou um espaço grande no cenário político estadual e caminha ampliá-lo com novos saltos.

Seus cuidadosos, equilibrados e bem-sucedidos movimentos até aqui o autorizam a aspirar o topo. E não será nenhuma surpresa se a comemoração antecipada dos seus 44 anos for mais tarde lembrada como um passo na arrancada.

São Luís, 07 de Julho de 2019.

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