SD e PL se movimentam para entrar com força na corrida sucessória em São Luís

 

Simplício Araújo e Josimar de Maranhãozinho comandam partidos que podem agitar a corrida sucessória na Capital

Em meio a um roteiro mais ou menos definido por parte dos partidos que de fato dão as cartas no jogo eleitoral maranhense na atualidade, notadamente PCdoB, PDT e MDB, duas agremiações correm por fora para ocupar espaços que podem surpreender com um desempenho razoável nas urnas no ano que vem, o Solidariedade (SD), comandado no estado pelo suplente de deputado federal e atual secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo, e o Partido Liberal (PL), que tem no  comando o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Pelos movimentos que começaram a fazer com mais intensidade nas últimas semanas, as duas legendas deram recados claros de que pretendem entrar de vez para o time de frente da política estadual, disputando grandes prefeituras, a começar pela de São Luís, que será objeto de uma dura guerra eleitoral. Cada um a seu modo, Simplício Araújo e Josimar de Maranhãozinho colocaram em marcha estratégias ousadas mirando as urnas da Capital no ano que vem, começando por tentar atrair candidatos fortes para disputar a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

O SD entrou há pouco no circuito sinalizando fortemente que está em busca de um nome para participar agressivamente da guerra pela Prefeitura de São Luís. Os bastidores sopraram que estão no jogo o juiz federal Carlos Madeira – que se aposentará em dezembro -, e o deputado estadual Yglésio Moises, que caminha para deixar o PDT, e até mesmo o próprio Simplício Araújo, que já teria admitido a hipótese de assumir esse desafio eleitoral caso não encontre um nome à altura do seu partido. Diante do fato de o juiz Carlos Madeiras ser ainda uma incógnita e já ter uma conversa alinhavada com o MDB, todos os sinais apontam para Yglésio Moises, que deve deixar o PDT sem o risco de perder o mandato para ser o candidato do SD. Ele tem se revelado um parlamentar competente em todas as áreas, com personalidade política forte e um potencial eleitoral respeitável em São Luís. Se vier a lançá-lo, o SD jogará uma cartada diferenciada no jogo pelo Palácio de la Ravardière.

O PL, por seu turno, busca um nome de peso para lançar como   candidato à prefeito de São Luís dentro de um projeto maior do seu chefe, Josimar de Maranhãozinho, de se estruturar e, dependendo dos desdobramentos, se colocar como aspirante a governador do Estado em 2022. Josimar de Maranhãozinho tentou atrair o deputado federal Eduardo Braide, mas ele preferiu migrar para o Podemos, deixando o PMN como “reserva técnica” sob o controle do irmão, Fernando Braide. O chefe do PL conversou também com Yglésio Moises, que deve frechar com o SD, e com o deputado Duarte Jr., que estaria tecendo um acordo para migrar do PCdoB para o PRB, comandado pelo deputado federal Cléber Verde e que será o carro-chefe do bem alinhavado   projeto do vice-governador Carlos Brandão para 2022. Ou seja, Josimar de Maranhãozinho enfrenta dificuldades para encontrar um candidato de expressão em São Luís, mas a julgar pelo arrojo da sua ação política, vale aguardar os seus próximos lances.

O que parece claro é que, ao contrário do que indicavam os movimentos iniciais, a corrida para Prefeitura de São Luís será uma disputa muito mais difícil. Isso porque todos os aspirantes já posicionados ou em vias de posicionamento fazem parte de um projeto maior para 2022. O quadro de pré-candidatos formado até aqui – Eduardo Braide (Podemos), Rubens Jr. ou Duarte Jr. (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Osmar Filho (PDT) e Jeisael Marx (Rede) – será ampliado com os nomes a serem lançados pelo SD e pelo PL, conforme têm anunciado enfaticamente os seus chefes.

Chama a atenção o fato de a maioria dos pré-candidatos já   definidos pertencerem a partidos que integram a grande aliança comandada pelo governador Flávio Dino. E nesse contexto SD e PL sinalizam ter objetivos bem diferentes. O primeiro parece inclinado a fortalecer a base de apoio do Governo, enquanto o segundo tende a criar as condições para um projeto solo, que não se enquadra exatamente no roteiro político governista para os próximos tempos.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

 

Ao integrar a direção nacional do MDB, Roseana Sarney avisa que não está politicamente aposentada

Roseana Sarney: suspende aposentadoria política e volta à ativa fazendo parte do comando nacional do MDB

A ex-governadora Roseana Sarney será a representante do MDB do Maranhão no comando nacional do partido, que já tem o ex-presidente José Sarney como presidente de Honra, conforme decisão da convenção nacional realizada domingo (6) e que renovou a direção do partido. Roseana Sarney integra o Diretório nacional e foi escolhida para compor o quadro de vogais da Comissão Executiva, instância que de fato dá as cartas no partido, tendo agora o depurado federal paulista Baleia Rossi como chefe maior da agremiação. Ao entrar na direção emedebista, Roseana Sarney emite um forte sinal de que não se aposentou da política. Isso significa que ela está desengavetando algum projeto eleitoral, se não para 2020, mas para 2022, quando poderá ser novamente candidata ao Governo do Estado ou à única vaga de senador. Não faria sentido para ela fazer parte da direção nacional do MDB pela vontade pura e simples de participar da gestão do partido. Os Sarney não fazem política pelo viés da militância idealista, se dando ao partido sem visar retorno político. Sua ação partidária é pragmática, visando resultados políticos. Daí ser óbvio que, ao se integrar ao comando nacional do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney avisa, com todas as letras, que está no jogo político estadual, podendo retomar o caminho das urnas em 2022.

 

Othelino Neto critica em podcast itens da Reforma da Previdência “prejudiciais aos brasileiros”

Othelino Neto: críticas fortes a itens mantidos na Reforma da Previdência

Na décima edição do podcast “Diálogo com Othelino”, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), criticou a manutenção, pelo Senado, do que apontou como “itens prejudiciais aos brasileiros”, no projeto de Reforma da Previdência. Um deles foi o redutor previdenciário, por meio do qual pensionistas poderão receber até metade do valor original da pensão. “Se o redutor da previdência for aprovado também em segundo turno, vai fazer com que muitos pensionistas recebam menos que um salário mínimo. Como sobreviver desta forma?” – questionou. Ele elogiou os senadores maranhenses Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) por terem votado contra esse e outros itens que, na sua avaliação, comprometem o futuro de várias faixas de aposentados. “Eles votaram respeitando o eleitor e a favor dos destaques que retirariam esses itens que prejudicam a população”, enfatizou. Na sua avaliação, o presidente da Assembleia Legislativa faz uma crítica indireta ao senador Roberto Rocha (PSDB), que votou com a base governista.

No podcast, que vem se transformando numa marca da sua ação política, o presidente da Assembleia Legislativa destacou a homenagem, de sua autoria, ao cantor e compositor Zeca Baleiro, com a concessão da Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman, e da Medalha João do Vale, concedida por iniciativa da deputada Daniella Tema (DEM), além de registrar outras iniciativas do parlamento.

São Luís, 08 de Outubro de 2019.

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