Presidente da Fiema diz que Brandão tem apoio “quase unânime” na classe empresarial

 

Edilson Baldez (C) mostra painel da Expo Indústria a Carlos Brandão, a quem declarou apoio em discurso de abertura

Uma declaração do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, feita ontem, no discurso de abertura da Expo Indústria, no Blue Tree Hotel, pode ser decisiva na escolha do candidato da base governista à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Na sua fala, o empresário Edilson Baldez declarou apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e acrescentou revelando que este é o entendimento “quase unânime” da classe empresarial. A declaração foi feita na presença do vice-governador, que participava do evento representando o governador Flávio Dino. No seu discurso, logo em seguida, Carlos Brandão agradeceu a manifestação, reafirmou sua posição favorável à livre iniciativa, o seu relacionamento estreito com o setor produtivo, e garantiu que está preparado para governar e que acredita que terá o apoio da maioria do eleitorado para se reeleger no pleito de outubro.

Não há registro até aqui de uma manifestação de representante da classe empresarial em favor de um pré-candidato a governador, menos ainda feita por um líder do porte do presidente da Fiema. Edilson Baldez é um dos poucos empresários maranhenses com autoridade para falar em nome de vários segmentos empresariais do estado. Ele atua na indústria da construção civil, com anos à frente do influente sindicato da categoria, tem voz no ramo hoteleiro e transita fácil na área comercial. Na presidência da Fiema, uma manifestação sua traduz o pensamento da classe empresarial dentro e fora da seara industrial. E quando ele se manifesta, como se manifestou, de maneira tão direta e enfática, não há dúvida de que não está dando um recado pessoal, mas exprimindo o pensamento da “quase” unanimidade dos responsáveis pela ciranda econômica do Maranhão.

Além da declaração pura e simples de apoio, o presidente da Fiema foi mais longe, ao afirmar, como reforço, que Carlos Brandão, como empreendedor que é, conhece as dificuldades do setor produtivo e certamente saberá encaminhar soluções para os problemas que os segmentos econômicos do Maranhão enfrentam. Empresário experiente e conhecedor do jogo político no âmbito estadual, Edilson Baldez dificilmente se manifestaria sobre o assunto para uma plateia de empresários e convidados, se não estivesse absolutamente embasado em informações consistentes e em respostas a consultas junto ao empresariado a respeito do tema. Logo, quando fez a declaração em discurso no ato de abertura de um evento de grande porte da área empresarial, certamente traduzia a média do pensamento dos empresários, presentes ou não na abertura da Expo Indústria.

A declaração de apoio da voz mais importante e ouvida da classe empresarial maranhense na atualidade foi feita num momento em que está em curso a contagem regressiva para a reunião de líderes partidários que, sob a coordenação do governador Flávio Dino, escolherá o candidato da base governista ao Palácio dos Leões. A manifestação do presidente da Fiema, ainda não se traduza como garantia de votos, tem peso político indiscutível, podendo ecoar fortemente nos espaços ocupados pelo setor produtivo. Isso porque o empresariado tem a responsabilidade de fazer a economia girar, gerando emprego e renda e paga impostos, é um dos segmentos mais importantes e bem posicionados na sociedade civil. E exatamente por isso, Carlos Brandão ouviu na abertura da Expo Indústria, o que todo pré-candidato a governador gostaria de ouvir, e certamente deixou o Blue Tree Hotel mais entusiasmado com a possibilidade de reeleição.

Com a manifestação do presidente Edilson Baldez, o mundo político tomou conhecimento do que pensa a    grande maioria da classe empresarial do Maranhão em relação à corrida sucessória estadual. Se funcionou como reforço à pré-candidatura de Carlos Brandão, serviu também de parâmetro para as próximas decisões, por exemplo, do senador e pré-candidato a governador Weverton Rocha, que está firme na briga pela indicação, e pode ter no colete o seu trunfo nesse tabuleiro.

 

Weverton não aceita ser atacado por procurar o Governo Federal

Weverton Rocha

O senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT a governador, continua reagindo duro aos que o acusam de ter comprometido sua condição de oposicionista pel0 fato de haver procurado o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em busca de recursos para o Maranhão. Em diversas ocasiões, nos últimos dias, parlamentar afirmou, categórico, que não é hora de discutir ideologia e que não vai deixar de procurar o Governo Federal em busca de recursos para o estado. “Os recursos estão no Governo Federal. Então, é lá que eu tenho de buscar, independentemente de quem esteja governando. Ideologia eu vou discutir durante a campanha. Quanto a buscar recursos no Governo Federal, eu irei sempre que for necessário. Sou um senador da República, e não posso pensar de outra maneira”, disse o líder pedetista, declarando ser seu dever procurar as autoridades federais para obter recursos para o Maranhão, independentemente de quem elas sejam.

 

Brandão tem argumentos fortes para tentar atrair Cléber Verde e André Fufuca

Carlos Brandão tenta atrair Cléber \verde, André Fufuca e Pedro Lucas 

Aliados do senador Weverton Rocha estão reclamando de que o vice-governador Carlos Brandão estaria tentando atrair o apoio dos deputados federais Cléber Verde (Republicanos), André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (PSL – União Brasil). Estranho, porque tentar atrair contrários para convertê-los em aliados talvez seja uma das mais lícitas práticas políticas, desde que não haja suborno.

O caso do deputado Cléber Verde, que tem hoje o controle de metade dos 25 prefeitos que o Republicanos elegeu em 2020, já que a outra metade foi eleita por influência direta do vice-governador Carlos Brandão, que na época era do partido. Carlos Brandão está tentando buscar o que ele não levou quando se mudou para o PSDB.

Já no que diz respeito ao deputado federal e presidente nacional em exercício do PP, deputado André Fufuca, a situação é clara: quando declarou apoio ao senador Weverton Rocha, André Fufuca fez uma ressalva: o partido poderia mudar de posição ao longo da pré-campanha. André Fufuca dificilmente deixará de cumprir uma decisão da cúpula nacional, que ele tem de referendar como o presidente em exercício do PP.

Já Pedro Lucas Fernandes está firme com Weverton Rocha, e dificilmente abrirá mão da sai posição para mudar de pré-candidatura ao Governo do Estado.

São Luís, 26 de Janeiro de 2022.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *