Flávio Dino avalia que verdades desmontam discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção

 

Flávio Dino diz que discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção não tem sustentação

“De um jeito inusitado, a verdade mais uma vez derrotou uma mentira de Bolsonaro. Ele sabe onde a corrupção está, sempre bem perto dele, nos círculos mais íntimos do seu transitório poder. Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”.

O comentário é do governador Flávio Dino (PCdoB), feito ontem no Twitter, à propósito da reação e dos comentários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito da operação da Polícia Federal que, cumprindo mandados judiciais emitidos com base em investigações feitas pelo Ministério Público Federal de denúncias de desvio de dinheiro público destinado ao combate da Covid-19 em Roraima, e que flagrou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do Governo no Senado e amigão do peito do presidente e de sua família, com R$ 30 mil escondidos na cueca. O presidente, que em outro momento chegou a brincar afirmando ter quase “uma união estável” com o senador roraimense, o descartou em live, afirmando que ele e sua equipe combatem a corrupção, dando a entender que a operação da PF na casa do senador Chico Rodrigo foi uma ação do seu Governo.

Ao descartar o amigão do peito, com quem quase manteve uma “união estável”, fingindo que agora despreza “esse senador aí” porque a Polícia Federal, com base em denúncias investigadas pelo MPF, descobriu que ele é corrupto, o presidente da República comete um grosseiro ataque à verdade no que diz respeito às suas relações com o agora expurgado Chico Rodrigues.

Para o presidente, o senador roraimense foi íntegro e digno da sua intimidade durante os quatro mandatos como deputado federal, período em que foi denunciado por maquiar prestações de contas da ajuda de custo bancada pela Câmara Federal, protagonizando um escândalo que ganhou manchetes em todo o País. Aos olhos de Jair Bolsonaro e seus familiares, a integridade de Chico Rodrigues não foi sequer arranhada quando a Justiça Eleitoral lhe cassou o mandato de governador de Roraima acusando-o de traquinagens na campanha eleitoral. Continuou um “político sério” quando foi escalado para relatar, no Senado, aprovando a inacreditável indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos – o Brasil foi salvo do vexame planetário depois que o presidente, diante das críticas, retirou a indicação.

Chico Rodrigues se manteve como aliado de proa na função de vice-líder do Governo no Senado, por escolha pessoal do presidente, que lhe deu trânsito livre nos Palácios do Planalto e do Alvorada, para atuar como leva-e-traz de tudo o que acontecia na Câmara Alta em relação ao presidente e sua gestão.  O senador também se manteve um “cara legal” ao empregar em seu gabinete, como assessor e ganhando R$ 22 mil por mês, o notório Léo Índio, filho da irmã da ex-mulher de Jair Bolsonaro, mãe dos seus três filhos políticos, carne e unha com Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro.

Na live de quinta-feira à noite, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre “esse senador aí” sem fazer nenhuma menção à quase “união estável” que manteve com ele até o momento em que a PF o flagrou com dinheiro na cueca. Não disse uma palavra sobre nenhum dos vários itens que os ligaram por muitos anos. Nas suas palavras, “esse senador aí” foi vice-líder do Governo por decisão do seu partido, o DEM, mas até as maravilhosas colunas do Palácio do Planalto sabem que foi uma escolha pessoal do presidente.

O governador Flávio Dino tem razão quando diz que o presidente Jair Bolsonaro sabe que a corrupção está sempre bem perto dele, “nos círculos mais íntimos do seu transitório poder”. Os indícios são muitos e fortes: grande movimentação de dinheiro vivo, sem origem declarada, pelo presidente e seus filhos, o caso da “rachadinha” protagonizado pelo atual senador Flávio Bolsonaro e seu fiel escudeiro Fabrício Queiroz, as relações com a milícia que inferniza o Rio de Janeiro, são até agora situações graves e não devidamente esclarecidas. Isso porque as versões dadas pelo presidente Jair Bolsonaro para esses imbróglios são muito frágeis e não se sustentam. Assim como sua inacreditável tentativa de insinuar que as operações da Polícia Federal são ações do seu Governo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

“Pastores”, “missionários” e “irmãos” tentam vagas de vereador em São Luís

Os evangélicos resolveram participar em número expressivo da corrida para a Câmara Municipal de São Luís. São 27 candidatos, espalhados por 17 partidos, parecendo uma estratégia para ocupar espaço nas mais diversas correntes políticas em luta pelo poder na Capital. Um levantamento feito por jornalistas independentes identificou o que pode ser uma grande articulação envolvendo todas as regiões do País, com o incentivo direto das cúpulas das organizações religiosas pentecostais, para a eleição de vereadores, de modo a reforçar o que elas já têm de representação no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.

Na corrida às 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, 14 candidatos que se identificam como “Pastor” ou “Pastora” – André (PMB), Antônio Cícero (PTB), Domingos (PMB), Fábio Leite (Podemos), João Jorge (PT), Juscelino Oliveira (PTB), Rocha (PDT), Sampaio (Avante), Diana Soares (Patriotas), Kaká (Solidariedade), Kelly (PSL), Vilcimar (Solidariedade), Zenaide (PSL) e Zenilde (DC). Quatro se assumem como “Missionário” ou “Missionária”: Amorim (Patriotas), Eridan (Republicanos), Aliana (PV), Lourdes (Podemos) e Jadna (PSC). E nada menos que oito se apresentam como “Irmão” ou “Irmã”: Rose da Farmácia (PSC), Vilanir da Vila Vitória (PL), Antônio (Republicanos), Codó (PRTB), Dijé (PMN), Francisco (PSDB), Jadson (Podemos) e Lourival (PMN).

Entre os “pastores”, o nome mais conhecido é o de Antônio Cícero, calejado militante do braço maranhense do PTB, juntamente com o saudoso jornalista Vera Cruz Marques. Antônio Cícero todas as eleições parlamentares desde a redemocratização, sem conseguir mandato. Os demais “pastores”, “missionários” e “irmãos” passam a impressão de que têm poucas chances de chegarem lá.

 

Lei proposta por Detinha e promulgada por Othelino Neto cria programa contra câncer de mama

Detinha teve lei promulgada por Othelino Neto

A partir de agora, o Maranhão conta com mais um instrumento importante no combate ao câncer de mama, doença responsável por expressivo número de morte de mulheres. Trata-se do Programa de Apoio às Mulheres com Neoplasia Mamária e Mastectomizadas, instituído pela Lei Nº 11.355/2020, aprovada pela Assembleia Legislativa e promulgada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). O Programa foi proposto no Projeto de Lei Ordinária Nº 568/2019 pela deputada Detinha (PL) e contou com o aval do plenário, que o aprovou sem restrições após cumpridos os trâmites Legislativos.

A Lei promulgada estabelece diretrizes para o programa, que será implementado por meio de órgãos públicos de Saúde, com o objetivo de apoiar, orientar, tratar, reabilitar e reintegrar pacientes e ex-pacientes acometidas pelo câncer de mama. O Programa vai também orientar sobre a importância da reconstrução do complexo aréolo-papilar de mulheres mastectomizadas, prestar apoio social presente desde a fase do diagnóstico até a reabilitação psicossocial, e fomentar a recuperação da saúde física e emocional.

As diretrizes incluem também suporte a mulheres quando confrontadas com situações adversas, como as impostas pelo câncer de mama. Será disponibilizado local adequado para reuniões de autoajuda para mulheres em tratamento. Além disso, garantirá a realização de exames periódicos de ultrassonografia, mamografia, entre outros, cuja finalidade é a prevenção e o controle ao câncer de mama, como também acesso ao tratamento químico e radioterápico, e também ao oncologista. Além disso, o Programa fomentará a realização de campanhas destinadas à prevenção.

No ato da promulgação, o presidente Othelino Neto destacou a importância da lei: “Nós sabemos que é alto o índice de mulheres com neoplasia mamária. Daí a importância dessa lei. Trata-se de um suporte essencial e fundamental para o restabelecimento das condições de saúde dessas pacientes”.

Com a proposta transformada em Lei, a deputada Detinha, que se licenciou para dar uma oportunidade para a suplente Ducilene Belezinha (PL), acertou em cheio com a iniciativa aprovada sem restrições pela Assembleia Legislativa.

São Luís, 17 de Outubro de 2020.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *