Coluna Repórter Tempo faz um ano com 298 edições, boa avaliação e decidida a seguir em frente mirando os Poderes

 

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A presidente Dilma Rousseff recebe o governador Flávio Dino no Planalto, primeira imagem publicada pela Coluna, na edição do dia 25 de fevereiro de 2015: um marco

A Coluna Repórter Tempo completa hoje um ano de existência. Chegada à blogosfera no primeiro minuto dia 25 de fevereiro de 2015, com o objetivo de lançar uma visão isenta e imparcial sobre os Poderes no Maranhão, a Coluna alcançou 298 edições, cada uma com três itens – um comentário principal e dois sucintos na sessão “Ponto & Contraponto” –  totalizando 894 informações comentadas neste período. Todos os posts foram produzidos pelo autor, que para tanto usou sua experiência de três décadas no jornalismo impresso, com passagem pelo assessoramento profissional, o que lhe deu a convicção de que o fato comentado não se impõe à opção da informação pela informação, mas é um produto jornalístico diferenciado, de caráter complementar e que, por conta da sua natureza, ajuda a compreender a realidade factual, principalmente nas relações dos Poderes entre si e com a sociedade na área política. A experiência desses 365 dias mostrou, com clareza absoluta, a imensurável amplitude da mudança operada no jornalismo com a chegada dos meios eletrônicos e virtuais gerados pelo mais importante fenômeno de todos os tempos no campo da informação, depois da fala, da escrita e do livro: a internet. Nesse contexto, o espaço chamado blog, criado para o internauta usar como diário, registro de reflexões, exercícios literários e outros usos de natureza pessoal, se transformou num dos mais importantes canais de informação deste século, sendo muitas vezes a grande base dos portais de notícia. Numa ciranda virtual gigantesca, em pouco tempo jornalistas se tornaram blogueiros e blogueiros se tornaram jornalista, dando origem a essa nova categoria no intrincado universo da imprensa.

A Coluna Repórter Tempo nasceu exatamente nesse movimentado e intraduzível contexto, com a pretensão de oferecer aos navegadores da web a contribuição sincera de ser um pouco mais do que um blog jornalístico convencional. Daí o seu formato de coluna de jornal impresso em espaço de blog. A assumida pretensão não é, no caso, um arroubo de arrogância; ao contrário, é humildade, e pode ser explicada pelo fato de que o autor, mesmo sendo ainda um aprendiz diário de jornalismo, desembarcou no campo virtual após atuar, diuturnamente, ao longo de três décadas, como repórter, editor, comentarista, Diretor de Redação, com passagens também pelo jornalismo de assessoria como assessor, assessor-chefe e secretário de Estado de Comunicação Social. Nesse período e nessas funções, sempre voltado para a área política, o autor  apreendeu algumas técnicas, guardou informações e acumulou experiência suficiente para se dar a responsabilidade de comentar, com alguma segurança, fatos e situações que ocorrem nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Raras foram as postagens que fugiram desse contexto.

Ao longo desse primeiro ano, Repórter Tempo navegou com isenção pelas amplas e profundas águas políticas do Governo Flávio Dino (PCdoB); registrou, com a atenção possível, a movimentação da nova Assembleia Legislativa, assinalando o revelador comando do seu presidente, deputado Humberto Coutinho (PDT); e acompanhou, com registros eventuais, mas consistentes, a caminhada do Poder Judiciário. Alcançou, sempre que foi possível, a movimentação dos senadores e dos deputados federais maranhenses, assim como ações de um ou outro prefeito. Além disso, se esforçou para resgatar personagens definitivas da vida política do Maranhão, como o hoje ex-senador Epitácio Cafeteira (PTB) e o já falecido ex-governador Jackson Lago (PDT), dedicando atenção também ao ex-presidente José Sarney, já consagrado como o mais ativo e mais influente  político maranhense de todos os tempos.

Movida também pelos 280 comentários do período, média de um por edição, Repórter Tempo chega ao primeiro ano de existência dando ao autor todos os motivos motivo para comemorar. Um deles foi haver conseguido arquivar, integralmente, a sua cultura relacionada com o jornalismo impresso, para se dedicar a um mundo a cujo avanço filosoficamente resistiu e ao qual se entregou e hoje navega maravilhado e orgulhoso por fazer parte dele à tempo de prestar uma contribuição mínima, mas honesta, aos que nele procuram informação.  E a julgar pelos comentários virtuais e de corpo presente, a Coluna já ocupa um lugar – tímido, mas bem definido – na blogosfera maranhense, tendo se credenciado a conviver com os gigantes da área, merecendo deles o respeito e a consideração profissional que dedica a todos, sem exceção.

Foram, portanto, 54 semanas de muito trabalho – às vezes árduo, mas prazeroso -, de muita reflexão e muita determinação, principalmente para evitar a tentação de colocar o autor algum lado na política do Maranhão. Esse esforço será mantido, de maneira mais determinada ainda, sem inibir o ânimo de destacar virtudes e posições corretas de qualquer personagem do mundo político, como também de omitir defeitos e malfeitos de quem quer que seja. E nessa linha vai seguir em frente, com independência e preocupado unicamente em fazer um jornalismo correto e honesto.

Finalmente, o autor da Coluna Repórter Tempo agradece, sinceramente, aos leitores que acreditaram no projeto e hoje são parceiros imprescindíveis e pelos quais vale a pena seguir em frente.

Ribamar Corrêa

Jornalista e blogueiro 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Especial: Assembleia caminha para dois séculos de muita história
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A imponente  entrada do novo Palácio Manoel Beckman, sede do Poder Legislativo

A Assembleia Legislativa do Maranhão completa hoje 181 anos, idade que a coloca como um dos legislativos estaduais mais antigos do país. Hoje abrigada em novas e modernas instalações e em perfeita sintonia com a cultura de comunicação do século XXI – dispõe de um canal de TV que também aniversaria pela quinta vez e em breve disporá de uma emissora de rádio – o Poder Legislativo do Maranhão armazena na sua memória uma história de muita agitação, com muitos momentos de altos e baixos, e com o privilégio de ter sido palco de eventos, alguns deles ocorridos nos últimos 40 anos. Enfrentando sempre governadores com excesso de poder e sempre funcionando com maiorias governistas avassaladoras, a Assembleia Legislativa se movimentou como lhe foi possível para se reinventar e se reafirmar como um Poder de fato e não como uma instituição subalterna. Por ela passaram muitos personagens importantes, que depois vieram a galgar espaços, como mostra a crônica política do período de 1982 para cá, quando os governadores voltaram a ser eleitos pelo voto direto: dos nove governadores a partir de Luís Rocha, seis foram deputados estaduais: o próprio Luis Rocha, João Alberto, Ribamar Fiquene, Jackson Lago e Arnaldo Melo. Um caso especial: Ivar Saldanha, que foi vice de João Castelo e foi governador sem ter sido eleito; depois foi deputado estadual e presidiu o Poder. Em sentido inverso, vários presidentes da Casa assumiram o governo interinamente: Carlos Braide, Marcelo Tavares e Marcos Caldas, para lembrar apenas três.

Nesse período, a Assembleia Legislativa foi composta por grandes quadros da política maranhense. Por seu plenário, batizado de “Nagib Haickel”, passaram políticos de peso, muito ativos e influentes, como o próprio Nagib Haickel, até hoje lembrado como um dos seus presidentes mais independentes e empenhados em dar aos deputados o poder de fogo e a dignidade que consideravam merecidos. Raposas com a habilidade de Raimundo Leal, que a presidiu com muita competência, depois de ter sido líder de bandada e de Governo. Marcaram a Casa legisladores geniais e talentosos como José Bento Neves, um dos políticos mais competentes da sua geração; e Gervásio Santos, que se notabilizou pela sua seriedade política. Ali se mostraram tribunos talentosos como Mauro Bezerra, que também foi hábil nas articulações; e oposicionistas determinados como Conceição Mota e incômodos como Bete Lago, Jairzinho da Silva e Juarez Silva, entre outros. Nesse contexto, vale destacar Manoel Ribeiro, que foi presidente reeleito quatro vezes – um caso inédito, e líderes como Edivaldo Holanda, que está de volta à Casa depois de quase duas décadas. E politico se rica biografia, como Gastão Vieira, que chegou ao Ministério do Turismo.

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Humberto Coutinho homenageará hoje os três últimos presidentes em cujas gestões nasceu a TV Assembleia

Pela Assembleia Legislativa passaram também políticos importantes como o ex-deputado Haroldo Sabóia, uma das estrelas oposicionistas; o hoje deputado federal Sarney Filho, o agora promotor de Justiça Juarez Medeiros e a ex-prefeita de São Luís Conceição Andrade. O hoje ex-deputado Ricardo Murad foi um dos seus presidentes mais influentes. Nas gerações mais recentes, se destacaram João Evangelista, Carlos Alberto Milhomem, César Pires,  Stênio resende, Rigo Teles, Eliziane Gama, Roberto Costa, César Pires, Eduardo Braide. Os cinco últimos se destacam na Assembleia atual, onde se sobressaem também Marco Aurélio, Andrea Murad, Edilázio Jr., Othelino Neto.

A Assembleia Legislativa agora se encontra sob a liderança indiscutível do presidente Humberto Coutinho, um veterano que comanda o Poder com a autoridade e a habilidade que adquiriu ao longo de cinco mandatos. E com um detalhe a mais: o trabalho político de Coutinho é tão forte e abrangente que ele deve ser reeleito em março para novo mandato, podendo alcançar de novo votação quase unânime.

O Palácio Manoel Bequimão sempre sofreu as consequências de ser um Poder manietado pela força política do Palácio dos Leões. Mas foi pior em outros tempos, e tudo indica que a nova ordem pode levar essa relação a um estado de equilíbrio.  Pelo menos é o que a sociedade e os político de bom senso esperam.

 

TV Assembleia: cinco anos como elo do Legislativo com a sociedade

Há cinco anos, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo comandava a inauguração da TV Assembleia, um projeto nascido na gestão do deputado João Evangelista, consolidado na gestão do presidente Marcelo Tavares e que ganhou forma pela atuação do jornalista Jorge Vieira. De lá para cá, a emissora se desenvolveu sob todos os aspectos, tornando-se o principal elo do Poder Legislativo com a sociedade maranhense. Na sua gestão, o presidente Arnaldo Melo construiu o Centro de Comunicação, dando à emissora, então comandada pela jornalista Dulce Brito, instalações modernas, confortáveis e funcionais. Na presidência do deputado Humberto Coutinho, a área de comunicação vem ganhando impulso sob a batuta do publicitário Carlos Alberto Ferreira, que desenvolve um grande projeto que dá mais fôlego à área de comunicação do Poder Legislativo estadual.

 

São Luís, 25 de Fevereiro de 2016.

 

2 comentários sobre “Coluna Repórter Tempo faz um ano com 298 edições, boa avaliação e decidida a seguir em frente mirando os Poderes

  1. Vida longa meu confrade. Sou useiro e vezeiro do seu blog, é nele que me informo com mais precisão cirúrgica dos acontecimentos políticos do Maranhão.

  2. Transcorridos 30 anos de Jornal EMA é inspirador sua jovialidade e capacidade profissional de se adaptar a novos desafios. Sinto-me presenteado pela oportunidade de ser seu leitor assíduo | habitual. Nesse 1° ano, fica o obrigado por nos presentear com artigos consistentes, ricos em detalhes | metáforas e analogias que nos fazem entender o tempo presente e prevê o futuro através de viagens no “tempo”.

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