Candidata do Rede quer espaço de debates para vices em São Luís. Por que não?

 

Janicelma Fernandes, candidata a vice pelo Rede propondo debates entre os vices

Já é tradição que o grande momento das disputas eleitorais no Brasil são os debates entre candidatos a presidente, governador e prefeito. Mesmo limitados pelo tempo e pelo sempre elevado número de candidatos e pela limitação do tempo imposta pela legislação e pelas redes de TV, que os tornam pouco produtivos, esses embates diretos, cara a cara, olho no olho, são reveladores do preparo, do estilo e, às vezes, das intenções de cada candidato. Nas disputas para a Prefeitura de São Luís, os debates têm contribuído expressivamente para a formação do juízo de valor do eleitorado sobre os aspirantes. Esse momento da campanha poderá ganhar uma animação a mais se vingar uma proposta feita por Janicelma Fernandes, companheira de chapa de Jeisael Marx (Rede): a realização de debates entre os candidatos a vice-prefeito. E deu à proposta o tom de movimento, decidida que está a mostrar o seu preparo no confronto direto com Esmênia Miranda (Podemos), Fabiana Vilar (PL), Letícia Cardoso (PSB), Vall Nascimento (PV), Luzimar Lopes (PDT), Ana Célia (PSL), Honorato Fernandes (PT), Jeremias Fernandes (Solidariedade), Mauro César (PROS), Ribamar Arouche (PSOL) e Jayro Mesquita (PSTU).

O argumento para não se dar espaço de debate para candidatos a vice é o de que, aos olhos da legislação, eles não disputam titularidade, mas apenas o que a lei define como “expectativa de direito”. Nessa condição, o vice é o substituto eventual do titular, e pode vir a assumir a titularidade se o prefeito morrer, renunciar ou pisar na bola e ser mandado para casa ou para a cadeia. E dependendo da sua relação com o prefeito, pode assumir cargo no primeiro escalão e atuar como representante do prefeito. Isso exige qualificação. Nas administrações recentes de São Luís os vices têm exercido papel importante. O atual, Júlio Pinheiro (PCdoB), tem sido um vice que soma: faz pontes entre o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e seu partido, atua como porta-voz do prefeito junto ao funcionalismo e ao magistério municipal e já assumiu o cargo várias vezes na ausência do titular.

A proposta de Janicelma Fernandes é oportuna e politicamente saudável, porque pode responder a muitas indagações que certamente estão sendo formuladas pelo eleitorado em relação a essas 12 figuras que agora despontam no cenário político escaladas por seus partidos para lutarem pela importante vaga de Número 2 da administração de São Luís. E com o diferencial especialíssimo: enquanto os 12 aspirantes a prefeito são homens, sete dos 12 candidatos a vice são mulheres, e como seus “colegas”, todas jovens, politicamente ativas e profissionalmente resolvidas.

O que pensa, por exemplo, a pedagoga Janicelma Fernandes sobre a educação municipal se Jeisael Marx for eleito? Que sugestão a oficial/PM Esmênia Miranda dará para melhorar a segurança pública num governo de Eduardo Braide? Como a advogada Fabiana Vilar pretende atuar como vice de Duarte Júnior? Qual papel a jornalista e professora universitária Letícia Cardoso espera exercer se Bira do Pindaré chegar lá?  Que contribuição concreta a educadora física e lutadora de jiujitsu Vall Nascimento pretende dar à gestão de Adriano Sarney?  A oficial/PM Ana Célia tem propostas para uma gestão de Silvio Antônio? Questionamentos dessa natureza poderiam ser dirigidos ao vereador Honorato Fernandes, vice de Rubens Júnior; ao bombeiro Jeremias Fernandes, parceiro de Carlos Madeira; ao médico Mauro César, vice de Yglésio Moises; ao sindicalista Ribamar Arouche, vice de Franklin Douglas; e ao também sindicalista Jayro Mesquita, companheiro de chapa de Hertz Dias. Com certeza têm muito a dizer e a propor, o que justifica plenamente o aumento do protagonismo dos vices defendido pela candidata do Rede.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Assembleia reforça cuidados contra suicídio com a campanha “Setembro Amarelo”

Peça da campanha com a qual a Assembleia incentiva cuidados contra suicídio na pandemia

A Assembleia Legislativa do Maranhão está vivendo um momento especial. Ao contrário da coirmã do Rio de Janeiro, por exemplo, que se encontra mergulhada em tensão por conta do processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) e com seu presidente, deputado André Cecilliano (PT), que vive agora com a Polícia no seu encalço, o parlamento maranhense, além de fazer política e legislar, encontra também espaço para atuar fortemente no campo social por meio de campanhas de esclarecimento, orientação e incentivo, principalmente na área de saúde.

No momento, a Assembleia Legislativa realiza a campanha “Setembro Amarelo”, com o tema “Para Florescer, Preciso de Você”, alerta para o risco de suicídio na família por causa de situação de insegurança, angústia e incerteza que tem afetado muitas pessoas em consequência da pandemia do novo coronavírus. Essencial para conter o contágio e evitar a Covid-19, o isolamento social, por outro lado, tem acentuado a fragilidade psicológica de muitas pessoas, levando algumas delas a cometer suicídio, conforme diversos levantamentos. A campanha da Assembleia é feita com banners e mensagens nas redes sociais, jornais e peças de áudio e vídeo para rádio e TV, bem como programas sobre o tema na Rádio Assembleia e na TV Assembleia.

Responsável pela coordenação da campanha, a diretora de Saúde da Assembleia Legislativa, Melina Sá, justifica a iniciativa: “A campanha é um ato de cuidado com as pessoas que precisam de apoio, pois a demanda psicológica cresceu significativamente após o pico da pandemia, quando todo mundo ficou muito preso e limitado, precisando sair de suas atividades. O que nos mantém saudáveis e com a mente equilibrada é o que fazemos em nossa rotina diária, o ciclo social e as atividades que desenvolvemos. Com a necessidade de se abster disso tudo, é preciso estar atento aos sinais”.

Uma iniciativa oportuna, decidida pela Mesa Diretora presidida pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), que mostra que numa instituição essencialmente política existe espaço para esse tipo de preocupação em momento socialmente difícil como o que o mundo encara há seis meses por causa do novo coronavírus. Nesse período, o parlamento estadual realizou uma série de ações, entre elas a distribuição de milhares de cestas básicas em regiões carentes de São Luís e do interior.

 

Yglésio aposta nos debates para expor suas ideias

Yglésio Moisés (PROS)

Sem favor, um dos quadros mais preparados entre os candidatos à Prefeitura de São Luís, Yglésio Moises (PROS), aposta suas fichas nos debates que serão travados entre os concorrentes durante a campanha. O problema é que, com o número surpreendente de candidatos – são 12 -, muito   provavelmente as emissoras de TV dividirão os candidatos em blocos, realizando o debate propriamente dito com os mais bem posicionados na pesquisa do Ibope e abrindo espaço para entrevistas. Se de um lado a fórmula tem lógica por ser impossível organizar um debate com 12 candidatos, por outro, ela quebra o princípio da igualdade, à medida que divide os candidatos, que são rigorosamente iguais perante a lei, em duas categorias. Indiferentes a essas situações, Yglésio Moises só quer que lhe abram espaço para que ele possa expor suas ideias, de preferência num confronto verbal direto com concorrentes.

São Luís, 19 de Setembro de 2020.

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