
estaduais foi cumprimentar a deputada federal Roseana Sarney pela
sua vitória contra um câncer. No registro, com o ex-presidente José
Sarney, os deputados Iracema Vale, Arnaldo Melo, Júnior Cascaria,
Francisco Nagib, Solange Almeida, Daniella Jadão, Glalbert Cutrim,
Davi Brandão, Claudia Coutinho, Mical Damasceno, Ana do Gás,
Catulé Júnior, Helena Dualibe, Adelmo Soares, Ricardo Arruda,
Andreia Rezende, Júnior França e Kekê Teixeira no Calhau
A ex-governadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) será candidata ao Senado? A pergunta estremece as bases de todos os pré-candidatos às duas vagas na Câmara Alta assumidos até agora: os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), ambos candidatos à reeleição, o ministro do Esporte André Fufuca (PP), que é deputado federal e seria reeleito sem maiores problemas, e o ex-senador Roberto Rocha (ainda sem partido). Ela própria, que retornou ao Maranhão após ter vencido um câncer de mama em tratamento que durou meses, disse ontem, em entrevista à TV Mirante, que ainda não sabe qual será o seu destino político, mas não descartou a possibilidade de tentar a reeleição para a Câmara Federal nem a hipótese de disputar a senatória. Só disse que vai avaliar tudo com calma, para definir o caminho a seguir.
Em relação ao Senado, a situação de Roseana Sarney tem prós e os seus contras. Nas pesquisas em que o governador Carlos Brandão (sem partido) ainda poderia vir a ser candidato, ele apareceu em todas na liderança, com a ela aparecendo sempre em segundo lugar. Sem Carlos Brandão, que decidiu permanecer no cargo, a ex-governadora disputa a liderança com o senador Weverton Rocha, aparecendo sempre à frente do ministro André Fufuca e da senadora Eliziane Gama, havendo também quadros em que ela disputa a segunda colocação com o ex-senador Roberto Rocha. O distanciamento causado pela luta contra o câncer produziu a impressão de que ela teria arquivado o projeto senatorial.
Roseana Sarney voltou ao cenário da disputa por vagas no Senado na semana passada, pela voz do deputado federal Ildo Rocha (MDB), um dos seus porta-vozes, que numa entrevista à TV Mirante afirmou que a deputada federal é o nome do partido para a disputa. Ildo Rocha disse que essa é a posição da maioria do MDB, estadual e nacional, manifestou entusiasmo com pesquisas nas quais, segundo ele, a ex-senadora aparece muito bem situada. Conforme o parlamentar, a força eleitoral da líder emedebista aparece mais fortemente nas pesquisas espontâneas, o que, na sua leitura, é sinal de consistência eleitoral.
Só que no cenário atual, a eventual candidatura de Roseana Sarney ao Senado não seria uma equação simples, mas fruto de um grande acordo. E os problemas começam exatamente dentro do seu partido. Se ela sair candidata poderá embaralhar a relação do candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, que já está em franca pré-campanha tendo o senador Weverton Rocha e o ministro André Fufuca candidatos declarados na sua base de apoio. Além disso, ganha forma o “Fator Iracema”, à medida que, recém filiada ao MDB, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, é apontada por muitos como possível candidata ao Senado.
Não se duvida de que com um projeto bem armado, tendo como base um grupo forte, Roseana Sarney tem, sim, condições encarar uma disputa com amplas chances de sucesso nas urnas, mesmo enfrentando candidatos fortes, correndo também o risco de amargar uma derrota e ficar sem mandato. Isso porque essa discussão se dá num momento em que a lista de candidatos ao Senado já está mais ou menos ajustada, havendo pouco espaço para um projeto que precisa de uma larga base de apoio, o que é o seu caso.
Uma das mentes políticas mais ativas e tarimbadas do Maranhão, Roseana Sarney sabe exatamente o que acontece à sua volta e tem noção clara das possibilidades, das dificuldades e dos riscos de uma eventual candidatura sua ao Senado. Daí a sua reação cautelosa ao responder à provocação sobre o assunto. Não disse nem sim nem não, e, invocando o seu lastro de experiência, colocou-se à disposição do partido e do eleitorado dizendo-se disposta a colaborar onde puder ser útil “para ajudar o Maranhão”.
É claro que um mandato de senadora lhe cairia como uma luva, pois ela saberia como poucos o que fazer na Câmara Alta, que viverá tempos sombrios. Mas emitiu sinais sutis indicando que, devido às circunstâncias, a renovação do seu mandato de deputada federal estará de bom tamanho. E como não poderia deixar de ser, entregou seu futuro a Deus.
PONTO & CONTRAPOSTO
Conversa com cúpula do PT dá em nada e Brandão quer acerto definitivo com Lula

relação, deverão resolver a equação
sucessória em poucos dias
A informação de que deu em nada o encontro do governador Carlos Brandão (sem partido) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir a posição do partido em relação à sucessão estadual não foi nenhuma novidade.
Primeiro porque as posições deram forma a um impasse. O comando nacional do PT insiste no apoio à candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ou uma terceira via de consenso, descartando a candidatura de Orleans Brandão (MDB), e também querendo Carlos Brandão como candidato ao Senado. Já o governador Carlos Brandão não admite apoiar Felipe Camarão, não aceita desativar a candidatura de Orleans Brandão, nem recua da sua decisão de permanecer no cargo, descartando disputar o Senado.
A conversa não passou daí. E o governador Carlos Brandão, que tem o controle da base governista no estado, não quis levar adiante a reunião infrutífera, preferindo bater martelo num encontro decisivo com o presidente Lula da Silva, que deve ocorrer nos próximos dias em Brasília.
Nos grupos, o mesmo estado de ânimo: Felipe Camarão reafirmando candidatura em qualquer circunstância e Orleans Brandão afirmando que sua candidatura é irreversível. Ou seja, impasse desenhado.
PSOL pode ter de escolher entre Camarão ou Brandão, mas pode lançar candidato próprio
Depois de ter feito um movimento arrojado na direção do projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), o PSOL encontra-se na iminência de viver uma reviravolta em relação à corrida para o Governo do Estado.
Ontem, o comando nacional do partido iniciou uma articulação no sentido de colocar o partido na Federação Brasil Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que no Maranhão vive uma situação de incerteza quanto ao rumo a tomar na corrida sucessória estadual. O PCdoB e uma banda do PT querem apoiar o vice-governador Felipe Camarão, enquanto a outra banda do PT e o PV querem marchar com Orleans Brandão (MDB).
Se o PSOL entrar na Federação Brasil Esperança, terá de seguir o que vier a decidir a maioria, podendo apoiar o petista Felipe Camarão ou emedebista Orleans Brandão.
Num terceiro cenário, que dependerá das circunstâncias, e se o projeto de ingressar na Federação não for consumado, o PSOL maranhense repetirá a fórmula de sempre: lançará candidato próprio.
São Luís, 26 de Fevereiro de 2026.


























