Ato com ministro dos Transportes na BR-222 reuniu quatro pré-candidatos ao Senado

Weverton Rocha (e), Carlos Brandão, Eliziane Gama e André Fufuca no ato em que
o ministro Renan Filho (c) assinou a ordem de serviços para restaurar a BR-222

A visita de trabalho feita ontem ao Maranhão pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, além dos esperados resultados administrativos, sendo o mais importante deles a assinatura da ordem de serviço para a recuperação da BR-222, no trecho que vai de Miranda do Morte, alcançando Santa Inês e Santa Luzia, teve também um forte simbolismo político. Na comitiva estavam nada menos que quatro candidatos às duas cadeiras de senador a serem disputadas em 2026: o governador Carlos Brandão (PSB), o anfitrião que recebeu o ministro; a senadora Eliziane Gama (PSD), com a desenvoltura de candidata à reeleição; o senador Weverton Rocha (PDT), também buscando a renovação do mandato; e o ministro do Esporte, André Fufuca, que é deputado federal (PP), mas que decidiu ascender à Câmara Alta.

Dos quatro, a situação mais sólida é a do governador Carlos Brandão, que ainda não declarou categoricamente se será candidato ao Senado, mas no seu entorno, no meio político, e mesmo fora dele, sua candidatura é tida como certa, numa dobradinha com o atual vice-governador Felipe Camarão (PT), que deve assumir o Governo em abril do ano que vem e concorrerá à reeleição, tendo o então ex-governador como companheiro de chapa. A boa posição do governador nesse cenário está no fato de que ele tem trabalhado duro, é bem avaliado, e nas pesquisas mais recentes apareceu liderando as preferências do eleitorado, o que dá a ele amplo favoritismo para uma das vagas, fazendo com que a segunda seja disputada pelos demais candidatos. Se decidir mesmo entrar na briga, como manda a lógica e a tradição, o governador Carlos Brandão entrará como favorito, e com poder de fogo para influenciar na disputa pela segunda vaga.

O senador Weverton Rocha, que aparece nas pesquisas como o segundo nome mais forte, tem se desdobrado para consolidar essa posição. Ele sabe que a senadora Eliziane Gama e o ministro André Fufuca entrarão com tudo nessa disputa, e trabalha para fortalecer seu cacife, operando para estreitar os seus laços com o Governo do presidente Lula da Silva (PT), de quem espera apoio forte, e se movimentando para restabelecer boas relações com o governador Carlos Brandão, com quem rompeu, disputou com ele o Governo do Estado e ficou em terceiro lugar. Weverton Rocha sabe que dificilmente conseguirá cacife para disputar o Governo do Estado ou para um embate direto com Carlos Brandão na corrida ao Senado, por isso foca na segunda vaga, apostando que terá mais votos do que os dois concorrentes.

A senadora Eliziane Gama busca a reeleição numa posição política singular. Ela integra a base governista, é aliada do governador Carlos Brandão e defende a candidatura dele ao Senado em chapa com o vice-governador Felipe Camarão. Ocorre que ela é do PSD, que deverá lançar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Estado, o que a obrigará a apoia-lo se permanecer no partido. O “xis” da questão é que Eduardo Braide é nome forte e isso a coloca entre a cruz e a espada. A senadora tem alguns meses para decidir o seu futuro, podendo ser candidata da base governista ou da oposição numa dobradinha com Eduardo Braide. Eliziane Gama sabe que não pode errar na sua decisão.

O ministro André Fufuca corre em faixa própria, com a vantagem de ter uma boa e produtiva relação com o governador Carlos Brandão. Com cacife forte dentro do seu partido e bem avaliado como ministro do Esporte, pode contar com o apoio do presidente Lula da Silva. O ministro está na lista de prioridades do seu partido, o PP, onde tem cacife gordo. Num cenário em que está em curso uma importante transição na política do Maranhão, André Fufuca pode ser apontado como o fato novo dessa corrida ao Senado.

Vale lembrar que outros nomes poderão surgir no cenário, mas dificilmente com peso para altera-lo.

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia faz história com homenagem à professora e militante política Rosa Castro

Inauguração do busto com deputados e familiares
de Rosa Castro, Iracema Vale ao lado do busto,
e inauguração da placa com o novo
nome da escola do Legislativo

A Escola do Legislativo, da Assembleia Legislativa, ganhou ontem um reforço importante para a sua consolidação como espaço de formação especializado: passou a se chamar “Escola do Legislativo Professora Rosa Castro”, inaugurando também um busto da respeitada educadora, que fez também história como uma das líderes do movimento que rompeu o tabu contra a participação da mulher na política do Maranhão.

O batismo da Escola do Legislativo com o nome da Professora Rosa Castro se deu em ato comandado pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), ela própria fazendo história como a primeira mulher a comandar o parlamento maranhense, com a participação de parentes da educadora Rosa Castro, deputados e servidores.

Já reconhecida pelo empenho com que vem valorizando a forte presença de mulheres na atual legislatura – são 12 deputadas -, a presidente Iracema Vale adotou uma saudável e oportuna política de resgate da história da mulher na política maranhense, começando pela primeira deputada, Zuleide Bogeia, eleita em 1934, numa época em que o domínio masculino na política ela total e absoluto.

Ao inaugurar o busto da Professora Rosa Castro na Escola do Legislativo que agora leva o nome da educadora, a presidente Iracema Vale assinalou: “O busto da Professora Rosa Castro agora tem lugar na casa onde ela deveria ter tido voz. Que ele sirva como um lembrete permanente de que toda mulher que ousa ocupar o espaço público precisa ser respeitada, protegida e lembrada”.

O ato entrou para a crônica do Legislativo do Maranhão.

Procuradores acusados de acessar ilegalmente sistema da PGE vão à Justiça contra acusação

Valdênio Caminha: interpelado pelos
procuradores, vai manter a denúncia

O procurador do Estado Lucas Pereira, um dos dois procuradores cedidos para assessorar o ministro Flávio Dino na Suprema Corte e acusados pelo procurador-geral do Estado Valdênio Caminha de terem acessado irregularmente – 130 vezes no dia 20 de fevereiro – o Sistema Eletrônico de Informação (SEI) do órgão, supostamente em busca de documentos para embasar a ação do Solidariedade contra o governador Carlos Brandão e o próprio titular da PGE, reagiu à acusação interpelando judicialmente. O PGE levou o caso ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes, a quem pediu que os dois sejam investigados.

Acusados pelo procurador-geral Valdênio Caminha de “possível atuação criminosa”, os procuradores Lucas Pereira e Túlio Simões confirmaram o acesso em nota a O Globo, mas se defenderam afirmando que agiram legalmente, justificando a ação com o fato de o caso já ter se tornado público e que ambos são procuradores do Estado concursados.

O caso veio à tona em reportagem publicada segunda-feira em O Globo, com base em informações repassadas ao jornal pelo deputado Yglésio Moises (PRTB), inimigo declarado do ministro Flávio Dino e que propôs uma CPI na Assembleia Legislativa para apurar a denúncia. O deputado Rodrigo Lago reagiu em defesa dos procuradores, argumentando que eles agiram dentro da legalidade.

A denúncia do PGE repercutiu fortemente, principalmente no meio político, levando os dois procuradores acusados a recorrer à Justiça interpelando o denunciante. Uma fonte ligada ao PGE Valdênio Caminha informou que ele não retira uma vírgula da acusação.

São Luís, 03 de Abril de 2025.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *