Inclusão de Iracema Vale pode mudar radicalmente o cenário da corrida às vagas do Senado

Iracema Vale pode alterar o jogo na corrida ao Senado, que já envolve
Weverton Rocha, Roberto Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama

Ela ainda não se filiou ao PT nem admitiu a hipótese de, uma vez filiada à legenda, aceitará a missão de se candidatar ao Senado, como quer a corrente do partido alinhada ao governador Carlos Brandão (sem partido) em torno da pré-candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), mas o simples fato de ter sido colocada como possível opção para uma das duas vagas, a deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, causou uma tempestade na nos bastidores da corrida senatorial. Os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), candidatos à reeleição, e o ministro do Esporte André Fufuca (PP) entraram em estado de alerta máximo e iniciara movimentos para reforçar os seus cacifes políticos e eleitorais. A preocupação deles aumentou diante do fato de que o governador Carlos Brandão, que continua afirmando que não será candidato a senador, causou a impressão simpatiza com a possível candidatura da parlamentar à Câmara Alta.

Até agora, as pesquisas mais recentes mostraram um quadro em que, sem as candidaturas do governador Carlos Brandão e da deputada federal Roseana Sarney (MDB), a disputa para as duas vagas do Maranhão no Senado está acirrada. Nela, o senador Weverton Rocha, que integra a base do Governo Brandão, aparece como líder, mas seguido muito de perto pelo ex-senador Roberto Rocha (que deve se filiar ao Novo), e logo atrás deles aparecem o ministro André Fufuca, que está alinhado ao Palácio dos Leões, e pela senadora Eliziane Gama, que vem se afastando da aliança governista e deve se alinhar ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso ele venha a ser candidato a governador, ambos com nítido potencial de crescimento. O cenário de agora é o de que a corrida às cadeiras de senador ganhou um desenho de imprevisibilidade, com os quatro pré-candidatos melhor situados em condições de chegarem lá.

A ainda hipotética entrada da deputada Iracema Vale na corrida ao Senado altera, muito, o cenário desenhado até aqui. Começa com o fato de que ela não é um nome político qualquer, à medida que é detentora de um lastro político e eleitoral incomum, e com um grande potencial de crescimento. Além disso, como ela própria sinalizou, só aceitará a candidatura se for convocada para representar o grupo a que pertence, descartando a possibilidade de entrar numa aventura solitária de altíssimo risco. Como candidata do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão e em nome do PT, ela entrará como parte da chapa majoritária e embalada pelo suporte da aliança partidária. Ou seja, será candidata para valer, parte de um projeto maior, que inclui a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estrado e a reeleição do presidente Lulas da Silva (PT).

Iracema Vale pode buscar uma reeleição tranquila e sem riscos à Assembleia Legislativa, podendo até repetir sua espantosa votação de 2022, quando saiu das urnas ultrapassando pelas primeira vez na história a fronteira dos 100 mil votos. Pode também tentar uma cadeira na Câmara Federal, uma corrida um pouco mais difícil, mas possível com o seu cacife político e eleitoral. Numa situação mais complexa e improvável, já que o vice-governador Felipe Camarão (PT) não abre mão da sua candidatura ao Governo, poderia ela ser candidata à vice-governança numa chapa de composição do PT com o MDB. E, finalmente, numa reviravolta radical, poderia até mesmo concorrer ao Palácio dos Leões. A indicação para o Senado, feita pela corrente petista alinhada à pré-candidatura do emedebista Orleans Brandão, resume o seu potencial político e eleitoral.

Petista de raiz, tendo sido vereadora quatro vezes e prefeita de Urbano Santos duas vezes pela legenda do presidente Lula da Silva, só migrando para o PSB em 2021 num grande ajuste partidário para 2022, que resultou na reeleição do governador Carlos Brandão em turno único, na eleição do ex-governador Flávio Dino para o Senado com mais de dois milhões de votos, e na dela própria com votação recorde para a Assembleia Legislativa, Iracema Vale não terá nenhuma dificuldades de se movimentar dentro do PT caso decida entrar na corrida senatorial.

PONTO & CONTRAPONTO

Contrato do TJ com BRB envolvendo R$ 2,5 bilhões em depósitos judiciais causa tensão no Judiciário

Froz Sobrinho: tentando
evitar uma crise no TJ

É de tensão e mal-estar o clima no andar de cima do Tribunal de Justiça do Maranhão. E o motivo é o contrato que o Poder Judiciário maranhense firmou com o Banco Regional de Brasília (BRB) por meio do qual o banco candango ganhou chancela para administrar os mais de R$ 2,5 bilhões de Depósitos Judiciais do Maranhão.

O contrato foi firmado em agosto de 2025, quando a o pavio da bomba que liga o Banco Master ao BRB já tinha sido aceso e estava prestes a explodir, o que aconteceu trazendo à tona a maior fraude bancária da história do sistema financeiro brasileiro. Nesse contexto, o BRB aparece como o principal prejudicado com a relação, podendo amargar um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões, correndo até o risco de liquidação.

A situação do BRB acendeu o alerta vermelho no colégio de desembargadores do TJ, onde vozes que não avalizaram o contrato do Judiciário do Maranhão com o banco brasiliense adotaram uma posição de cobrança. Nesse ambiente, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho, que negociou e firmou o contrato do TJ com o BRB, tenta acalmar os ânimos mostrando as vantagens financeiras do acordo.

O problema é que os argumentos do presidente Froz Sobrinho não “batem” com a situação do BRB, que era apontado como um dos bancos mais sólidos do País, mas que por conta do seu envolvimento com o escândalo do banco Master, entrou num túnel de incertezas, levando especialistas a temerem pelo seu futuro como instituição bancária. E é nesse rolo que estão os R$ 2,5 bilhões dos Depósitos Judiciais do Maranhão.

Na sessão administrativa de quarta-feira (18), o presidente Froz Sobrinho ouviu do ex-presidente, desembargador Paulo Velten, que ele é o único responsável por esse contrato, informando que não foi consultado sobre o assunto. O diálogo tenso e ríspido de Froz Sobrinho e Paulo Velten sugeriu que turbulências podem estar a caminho.

Edson Araújo é expulso do PSB por envolvimento na fraude do INSS

Edson Araújo: fora do PSB

Aconteceu o que já corria como verdade nos bastidores da política: o deputado estadual Edson Araújo não pertence mais aos quadros do PSB. Ele foi expulso do partido na esteira lamacenta da monumental falcatrua que lesou milhões de aposentados do INSS em mais de R$ 5 bilhões com descontos ilegais feito por entidades que diziam proteger os seus interesses.

A expulsão do parlamentar dos quadros do PSB se deu por decisão da cúpula nacional do partido em meio ao avanço das investigações da Operação Sem Desconto, que o identificou como um dos operadores do esquema criminoso por meio de entidade do setor pesqueiro. Segundo a Polícia Federal, Edson Araújo movimentou cerca de R$ 18 milhões em apenas seis meses de 2025, algo absolutamente incompatível com a sua realidade financeira. E todos os indícios encontrados pela PF apontam para o seu envolvimento direto na fraude.

Ao oficializar a expulsão, a Executiva Nacional do PSB justificou a medida como necessária diante da incompatibilidade das condutas apuradas com as diretrizes éticas da legenda. A base do argumento são relatórios financeiros enviados à CPMI do INSS, que revelaram a movimentação bancária atípica em seis meses de 2025. O parlamentar nega irregularidades ou corrupção.

Edson Araújo era um dos mais antigos e respeitados quadros do PSB no Maranhão, pelo qual se elegeu para quatro mandatos consecutivos, tendo como base eleitoral entidades representativas de pescadores nas diversas regiões do Maranhão. Politicamente isolado, provavelmente encerrará sua carreira ao final do atual mandato.

São Luís, 30 de Janeiro de 2026.

Brandão consolida a pré-candidatura de Orleans recebendo a declaração de apoio de 12 partidos

Carlos Brandão e Orleans Brandão (centro) reunidos com
líderes dos 12 partidos que formam a base governista

O governador Carlos Brandão (sem partido) deu ontem um passo largo e decisivo para consolidar o projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB). Numa demonstração de força política, ele reuniu, no Palácio dos Leões dirigentes de 12 partidos e recebeu deles, mais uma vez, declaração de apoio ao seu projeto sucessório, dando outra demonstração de que a pré-candidatura do emedebista caminha, de fato, para a irreversibilidade. No encontro, o governador Carlos Brandão reafirmou sua decisão de permanecer no cargo até o final do mandato, abrindo mão de disputar vaga no Senado, e não escondeu que comandará a campanha da aliança governista, e que o palanque de Orleans Brandão será o palanque da campanha do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição no Maranhão.

Mesmo reafirmando o projeto de candidatura de Orleans Brandão às sua sucessão, o governador Carlos Brandão não fechou portas nem destruiu pontes. Mesmo sem a ênfase de antes, mas sem deixar dúvida no ar, ele sinalizou que existe ainda a possibilidade de um grande acordo para a sucessão, tendo como condição única a renúncia do vice-governador Felipe Camarão (PT). Nesse contexto, ele poderia renunciar ao Governo e se candidatar ao Senado, como quer o presidente Lula da Silva.

A reunião com dirigentes dos 12 partidos que formam a base governista e a reafirmação do projeto de candidatura de Orleans Brandão se dão a pouco mais de dois meses do final do prazo de desincompatibilização – 04 de abril – para ele e os pré-candidatos às eleições de outubro que exercem cargos públicos sejam exonerados. É tempo suficiente para que esse projeto seja definitivamente consolidado, mas também para uma grande reviravolta, como alguns ainda acreditam. A provável filiação da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, ao PT, e os rumores sobre uma improvável “terceira via” passam a impressão de que ainda há forças se movimentando pela reunificação da base governista.

A reunião de ontem mostrou que o projeto de candidatura de Orleans Brandão não enfrenta qualquer resistência na base governista. Os dirigentes do MDB (Orleans Brandão), do PP (deputada federal Amanda Gentil), do PDT (Weverton Rocha), do União Brasil (deputado federal Pedro Lucas Fernandes), do Republicanos (deputado federal Aluísio Mendes), do PSDB (Sebastião Madeira), do Podemos (deputado federal Fábio Macedo), do PV (Adriano Sarney), do Cidadania (Eliel Gama), do PRD (deputado federal Júnior Marreca), do Avante (Fábio Gallotti) e do Solidariedade (Luciano Genésio) se declararam fechados com o projeto sucessório montado pelo governador Carlos Brandão deixando claro que marcharão pela candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas.

A rigor, não houve fato novo na nova manifestação desses dirigentes partidários, uma vez que todos eles estão alinhados ao governador Carlos brandão desde as eleições de 2022. A diferença agora é que, ao contrário de até pouco tempo atrás, quando davam declarações isoladas de apoio ao projeto de candidatura de Orleans Brandão, na reunião de ontem eles bateram martelo e comunicaram ao governador Carlos Brandão uma posição conjunta e bem definida, não havendo qualquer divergência nesse sentido. Além dos dirigentes partidários, o pré-candidato emedebista recebeu o apoio da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB a caminho do PT), do prefeito de Bacabal, Roberto Costa, que integra a direção regional do MDB, e do deputado federal Júnior Lourenço (PL), que pertence ao grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

O PT não participou da reunião de ontem, uma vez que as correntes alinhadas à direção do partido estão divididas em grupos alinhados ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão, e em segmentos que aguardam uma definição de Brasília. Na segunda-feira, a corrente liderada pelo ex-deputado federal Washington Oliveira, que reúne nomes expressivos do partido, se reuniu com o governador Carlos Brandão e reafirmou o seu apoio a Orleans Brandão. Há no PT quem garanta que a posição do comando nacional do PT em relação à corrida sucessória no Maranhão será tomada depois do reinado de Momo, ou seja, entre o final de fevereiro e o início de março.

O que ficou claro na reunião de ontem foi que o projeto de candidatura de Orleans Brandão, que já conta como aval político da maioria dos prefeitos, está consolidada no plano partidário.

PONTO & CONTRAPONTO        

Iracema tem vários horizontes para outubro, mas sabe que não pode errar

Iracema Vale com Lula da Silva, entre Carlos Brandão e Orleans Brandão: PT pode ser o seu destino partidário

Um dos assuntos que dominaram os bastidores da reunião de ontem no Palácio dos Leões foi a iminente filiação da deputada Iracema vale, presidente da Assembleia Legislativa, ao PT. Ela ainda pertence aos quadros do PSB, onde deve permanecer até a abertura da janela partidária de março, quando poderá mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato.

São vários os “destinos” previstos para a chefe do parlamento estadual, caso ela se filie ao PT. O primeiro deles seria a sua indicação, como representante do PT, para vice de Orleans Brandão (MDB). Outro seria sua candidatura ao Senado, como sugeriram vozes petistas na reunião de segunda-feira com o governador Carlos Brandão (sem partido).

Política experiente e exercendo o segundo mandato de presidente do Legislativo maranhense, a deputada Iracema Vale não esconde sua satisfação de retornar ao PT, após sua rica, mas tumultuada experiência no PSB, mas tem mantido cautela em relação ao papel que exercerá no tabuleiro das eleições de outubro.

Na avaliação de deputados experientes, ela dificilmente concorrerá à reeleição. Sua estatura política se agigantou nesses três últimos anos, colocando-a num patamar mais elevado da política estadual. Tanto que seu nome é lembrado para a Câmara Federal, para o Senado, para a vice-governança e até mesmo para o Governo.

Animada com o cenário e se colocando “à disposição do grupo”, ela sabe que tem cacife para dar um grande passo, que impulsione ainda mais a sua bem sucedida carreira. Mas sabe também que não pode errar.

Braide muda comando da SMTT pela sexta vez, mas o problema está no sistema e nas empresas

Eduardo Braide tenta manter
de pé um sistema defasado

O prefeito Eduardo Braide (PSD) mudou pela sexta vez o comando da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes ao exonerar Maurício Itapary e nomear para o cargo Manuella Fernandes. Com a mudança, o prefeito espera resolver mais uma crise no sistema de transporte urbano, eclodida nesta semana porque uma das empresas não pagou corretamente os salários dos seus funcionários.

Manter controle forte sobre sua equipe de pontem tem sido uma das marcas mais evidentes da gestão do prefeito Eduardo Braide. Em todas as situações complicadas que enfrentou até agora no 1º escalão, o prefeito não vacilou em trocar o comando das pastas.

No caso da SMTT, que é apontada como o ponto nevrálgico da sua gestão, por conta das sucessivas crises que abalaram o sistema municipal de transporte de massa, o prefeito Eduardo Braide tem sido implacável quando vê a necessidade de mudança.

 O que chama a atenção nessa pasta é que em relação ao trânsito, a gestão do prefeito Eduardo Braide tem dado um “banho” de eficiência, revolucionando o trânsito na Capital, servindo inclusive de modelo para outras capitais e cidades do mesmo porte de São Luís.

Já em relação ao braço “Transportes”, é crise após crise, numa demonstração cabal de que o problema está no modelo do sistema e na péssima qualidade das empresas que operam como concessionárias. O modelo é tão defasado que as empresas alegam não poder bancar as suas despesas, obrigando a prefeitura a usar recursos do seu caixa para subsidiar o sistema.

Não há dúvida de que a nova secretária dê uma ajustada na área. Mas está mais que claro que a solução é desmontar esse sistema falido e implantar um modelo mais atualizado e eficiente. De preferência banindo a maioria das atuais empresas do setor.

São Luís, 29 de Janeiro de 2026.

Citação de Fufuca para “nome de consenso” não altera movimentação de Orleans e Camarão

André Fufuca é citado como “nome de consenso”,
mas Orleans Brandão e Felipe Camarão
continuam consolidando pré-candidaturas

São cada vez mais fortes e insistentes os rumores dando conta de que, diante da crise que se instalou na base governista, com o rompimento do governador Carlos Brandão (sem partido) com a corrente ligada ao ex-senador e atual ministro Flávio Dino (STF), liderada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), a solução para uma recomposição, que resulte na formação de um palanque de unidade em favor do presidente Lula da Silva (PT), venha a ser um candidato de consenso. Isso porque a aliança liderada pelo governador Carlos Brandão não aceita a candidatura do vice-governador Felipe Camarão e lançou o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), ao mesmo tempo em que a chamada corrente dinista não aceita a candidatura do emedebista e não abre mão do projeto do vice-governador, formando aí um impasse.

O nome da vez para costurar o consenso seria o ministro do Esporte André Fufuca (PP), que é deputado federal e pré-candidato a senador. Ele é bem avaliado no comando da pasta do Esporte, é nome de proa do seu partido, o PP, pertence à ala mais democrática e aberta do Centrão, carrega no currículo a experiência de quem já presidiu a Câmara Federal, comandou o PP em todo o país, foi líder do partido na Câmara Federal, e tem interlocução com segmentos de oposição ao Governo. Além disso, é bem visto e bem avaliado pelo presidente Lula da Silva. Seu nome como provável solução surgiu na semana passada no portal de notícia Metrópole, causou certo alvoroço na seara política maranhense, mas nada além disso veio à tona, deixando no ar a impressão de tratar-se de um balão de ensaio.

Em meio à radicalização dos dois grupos, a ideia da terceira via ganhou corpo ainda no ano passado. Por volta de setembro, correu nos bastidores de que o senador Weverton Rocha (PDT) estaria se movimentando para ser o nome capaz de unir as correntes maranhenses para a formação de um palanque amplo a para o presidente Lula da Silva. Não vingou. Já por volta de outubro, o meio político foi surpreendido pelo rumor de que um grupo da base governista estaria rascunhando um projeto para lançar o deputado federal e vice-líder do Governo Rubens Pereira Júnior (PT) como candidato de consenso.

O desfecho da operação foi a “crise dos áudios”, que rachou ainda mais a base governista. Aqui e ali se fala da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB) para essa tarefa unificadora, nas na última segunda-feira uma corrente do PT desfez essa tendência ao propor a sua volta às fileiras do partido para ser candidata ao Senado. Ela própria se manteve em silêncio, mas a iniciativa do grupo petista, externada pelo ex-deputado estadual Zé Inácio, causou burburinho nos bastidores políticos. Seu nome continua forte como opção para uma eventual candidatura majoritária, já que não encontra restrição em nenhuma das correntes.

Político jovem (36 anos), médico por formação, o ministro André Fufuca tem estatura para o desafio, mas tem também experiência suficiente para não se deixar envolver pelo canto da sereia. Isso porque ele tem plena consciência de que o que está em jogo no tabuleiro da política maranhense é muito mais do que uma simples escolha de um candidato a governador na hoje fracionada base governista. Sabe que nas entrelinhas desse roteiro está uma luta titânica pelo poder, e que para ser a terceira via, o pretendente teria de quebrar arestas resistentes em ambos os campos. Isso não significa dizer que seja impossível, mas não há dúvida de que é uma tarefa para quem está inclusive disposto a perder tudo.

O fato é que, indiferentes à hipótese do nome de consenso, Orleans Brandão segue atuando de segunda a segunda para consolidar o seu projeto de candidatura, com o governador Carlos Brandão sustentando a sua posição de permanecer no Governo, e o vice-governador Felipe Camarão continua irredutível e levando em frente a sua pré-campanha. Nada de palpável além disso, salvo o silêncio do prefeito Eduardo Braide (PSD), que, se quebrado, pode alterar radicalmente esse cenário.

PONTO & CONTRAPONTO

Orleans Brandão saiu entusiasmado da reunião com a corrente do PT alinhada ao Governo

Observado por Carlos Brandão (ao fundo),
Orleans Brandão fala a líderes petistas

Quem mais aproveitou o encontro da corrente do PT liderada pelo secretário Washington Oliveira, uma das mais fortes do partido no Maranhão, foi o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão. Ele participou ativamente da reunião e dela saiu com sorriso largo, certo de que o grupo petista vai se incorporar à sua candidatura.

Para começar, todos os petistas presentes, incluindo o presidente estadual reeleito, mas temporariamente afastado, Francimar Melo, declararam apoio à decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo. E também avalizaram a posição do governador de manter a aliança política com o presidente Lula da Silva (PT), defendendo a montagem do palanque de unidade para a campanha presidencial no Maranhão.

Nesse contexto, os líderes da corrente petista manifestaram alinhamento à pré-candidatura do secretário Orleans Brandão, depois que ele expôs os fundamentos políticos do seu projeto de poder. Na sua fala, o secretário garantiu que o principal foco do seu programa de governo é manter os programas sociais ampliados e implantados e o viés municipalista do atual Governo.

Nomes mais destacados do grande grupo petista alinhado ao Palácio dos Leões, o secretário-chefe da Representação do Governo do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, e o ex-deputado estadual Zé Inácio, defenderam, após o encontro, alinhamento total do partido ao governador Carlos Brandão e à candidatura de Orleans Brandão.

Roberto Costa lança projeto esportivo de apoio a crianças de quilombo e garante que busca por irmãos continua

Roberto Costa com crianças do Quilombo São
Sebastião dos Pretos, lançando projeto esportivo

As buscas continuam, com as equipes envolvidas recebendo todo o apoio possível para manter de pé o objetivo de encontrar Isabelly e Michael, desaparecidas há quase um mês do Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. A determinação é do prefeito Roberto Costa (MDB), que por outro lado está empenhado em fazer com que, mesmo traumatizada pelo desaparecimento do casal de irmãos, a comunidade retome sua vida.

O primeiro passo foi dado no início da semana, quando o prefeito abriu as atividades de um projeto destinado a devolver a normalidade às crianças, de longe as mais atingidas pelo desaparecimento dos irmãos. Concebido pelo próprio dirigente bacabalense, o projeto mobiliza as crianças de São Sebastião dos Pretos com atividades esportivas – futebol, judô, balé e capoeira -, praticadas nos intervalos da programação em sala de aula. Eles terão a assistência de professores.

O prefeito Roberto Costa quer os moradores da com unidade de volta às vidas cotidianas de trabalho e convívio, mas avisa: “As buscas pelo Michael e pela Isabelly são prioridade. Continuamos dando total apoio em tudo o que for necessário. Agora, a gente precisa também buscar a retomada da vida dessas crianças, que foram muito impactadas emocionalmente, e a forma que encontramos foi por meio do nosso sistema de educação e do sistema esportivo”.

Entre as crianças mobilizadas pelo projeto está Anderson Kauã, que se separou dos irmãos para buscar ajuda e foi encontrado pelas equipes de busca. Após receber assistência médica por quase duas semanas, Anderson Kauã está de volta \ao seio da família e às atividades escolares.

Quanto às burcas, o prefeito de Bacabal garante que elas continuarão até que as crianças sejam encontradas ou não haja mais o que fazer em matéria de busca.

São Luís, 28 de Janeiro de 2026.

Sucessão: movimentos de correntes do PT indicam que conversa de Lula com Brandão será decisiva

Foto 1: Carlos Brandão, Iracema Vale e Orleans Brandão
com a banda petista liderada por Washington Oliveira,
ontem, no Palácio dos Leões; foto 2: Felipe Camarão
ladeado pelo chamado grupo dinista

A movimentação de ontem das duas mais fortes e mais ativas correntes do PT maranhense, uma se reunindo com o governador Carlos Brandão (sem partido), no Palácio dos Leões, reforçando o projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), ao Governo do Estado, e outra mostrando que a banda petista que apoia a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão está apostando no fortalecimento do grupo, confirmou que, por conta do plano de reeleição do presidente Lula da Silva, o braço da legenda no estado encontra-se em forte ebulição. A disputa é no sentido de mostrar o que é melhor para o presidente no Maranhão, se o projeto de candidatura do petista Felipe Camarão, ou uma aliança do chefe da Nação com o governador Carlos Brandão em torno do emedebista Orleans Brandão.

Entre os rumores que circularam ontem nos bastidores da política estadual, dois chamaram a atenção, colocando todos em estado de alerta. O primeiro foi a informação não confirmada de que a deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, estaria na iminência de se filiar ao PT. O outro especulou que a reunião de ontem no Palácio dos Leões foi mais um gesto de preparação do governador Carlos Brandão para a conversa decisiva que terá com o presidente Lula da Silva antes de abril sobre como será o palanque do petista no Maranhão.

A conclusão produzida por esse cenário em movimento é óbvia: a conversa do presidente Lula da Silva com o governador Carlos Brandão será decisiva para definir “quem vai ser quem” na corrida ao Palácio dos Leões. O PT manterá o apoio à candidatura tida como irreversível do vice-governador Felipe Camarão, ou determinará que ele recolha as suas armas e aceita um grande acordo no qual ele não seja candidato a governador? O governador Carlos Brandão será convencido a renunciar para se candidatar a senador, arquivando o projeto de candidatura de Orleans Brandão, para formar chapa com Felipe Camarão candidato à reeleição? Em princípio, nem mel, nem cabaça.

Mas se o presidente Lula da Silva e o governador Carlos Brandão conseguiram desenhar uma terceira via, sem Felipe Camarão e sem Orleans Brandão, escolhendo um nome de consenso? É exatamente nessa equação que o nome da presidente da Assembleia Legislativa entra forte no cenário, principalmente se estiver filiada ao PT. A filiação dela à legenda petista não será um problema, por se tratará de um quadro petista que se desgarrou por um tempo e que está de volta às suas origens. (Vale registrar que como petista ela ganhou a Prefeitura de Urbano Santos em 2012 com 62% dos votos e se reelegeu em 2016 com 54% da votação, tendo migrado para o PSB em 2021 e sendo eleita deputada estadual com a maior votação da história do parlamento estadual).

Após a conversa com as lideranças petistas no Palácio dos Leões, da qual participaram o secretário Orleans Brandão e a presidente Iracema Vale, o governador deu uma declaração equilibrada: “Excelente diálogo com as forças que compõem o Partido dos Trabalhadores no Maranhão. Vamos continuar avançando em pautas fundamentais para o nosso estado”. Já o vice-governador Felipe Camarão, que ganhou ânimo com a recente manifestação da cúpula nacional do PT a favor da sua pré-candidatura, publicou uma foto na qual aparece com parlamentares da corrente dinista, afirmando que o grupo representa “o verdadeiro palanque de Lula no Maranhão”.

Esses movimentos reforçam a impressão de que da próxima conversa do governador Carlos Brandão com o presidente Lula da Silva sairá uma definição, que pode ser um grande acordo restabelecendo a grande aliança de 2022 ou um racha monumental, que não interessa nem ao governador nem são presidente.

PONTO & CONTRAPONTO

PT quer Iracema Vale filiada para disputar vaga no Senado

Iracema Vale: indicada para
disputar vaga no Senado

Horas depois da reunião do governador Carlos Brandão com lideranças de uma das correntes do PT, siderada pelo secretário da Representação do Governo do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, ex-deputado estadual Zé Inácio revelou, via redes sociais, que o grupo propôs que a deputada Iracema Vale (PSB), presidente da Assembleia Legislativa se filie ao PT e seja candidata ao Senado.

Na interpretação de uma fonte do partido, que pediu para não ser identificada, a presidente da Assembleia Legislativa concorreria na chapa encabeçada pelo emedebista Orleans Brandão como candidato a governador. De acordo com a fonte, a chefe do parlamento estadual não disse nem sim nem não, deixando no ar a impressão de que ela pode aceitar o desafio.

Corre também nos bastidores rumores de que, filiada ao PT, como está se desenhando, a deputada Iracema Vale pode vir a ser o nome de consenso para o Governo do Estado dentro de um grande acordo do governador Carlos Brandão com o presidente Lula da Silva, com a (improvável) anuência do vice-governador Felipe Camarão. Só que essa equação não está no tabuleiro do no rol de propostas defendidas pelas outras correntes do PT.

Na sua nota, o ex-deputado Zé Inácio justificou a indicação feita ao governador Carlos Brandão: “Indicamos Iracema Vale, uma liderança capaz de fortalecer o governo Lula no Senado, defender as pautas do PT e estar, como sempre, ao lado do povo”.

Se a proposta dessa corrente do PT for abraçada e colocada em prática, a deputada Iracema Vale vai entrar numa disputa duríssima, que envolverá os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), candidatos à reeleição; o ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-senador Roberto Rocha, que deve se filiar ao Novo.

Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, a presidente da Assembleia Legislativa, que participou da reunião, não havia se manifestado publicamente sobre o assunto.

Se for criado, o Código de Ética para a magistratura será muito útil ao Tribunal de Justiça do Maranhão

Código de Ética será útil no Palácio da Justiça

Se vingar, como recomenda o bom senso, a proposta de criação de um Código de Ética para ministros do Supremo Tribunal Federal, sugerida e defendida pelo seu presidente da corte maior, ministro Edson Fachin, certamente se espraiará pelas três instâncias da Justiça brasileira e será muito – mas muito mesmo! – útil ao Poder Judiciário maranhense.

As regras impostas pela Lei Orgânica da Magistratura, que deveriam ser seguidas à risca pelos que fazem Justiça no Maranhão, não impediram que o Poder Judiciário maranhense de conviver atualmente com quatro desembargadores afastados por determinação do Conselho Nacional de Justiça sob acusação de corrupção e vários juízes na mesma situação.

Não bastasse esse dissabor, o Poder Judiciário do Maranhão ainda está convivendo com os milhões consumidos criminosamente na fase inicial da construção do monumental Fórum de Imperatriz, recém inaugurado, mas que guarda nas suas estruturas as marcas de um escândalo que ganhou projeção nacional e que ainda não foi totalmente resolvido.

E como se fosse pouco, ontem circulou a informação de que nada menos que R$ 2 bilhões de Depósitos Judiciais do maranhão estão aplicados no Banco Regional de Brasília (BRB), que pode quebrar por conta das operações fraudalentas e criminosas que que a instituição bancária candanga manteve com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central pelo que o ministro da fazenda, Fernando Haddad definiu como “a maior fraude bancária do Brasil até aqui”.

De acordo com o blog O Informante, comandado pelo jornalista Lourival Bogéa, o Maranhão está entre os estados que têm depósitos judiciais administrados pelo BRB, totalizando nada menos que R$ 30 bilhões. É do blog o também a informação segundo a qual o Tribunal de Justiça acompanha o caso com atenção e, tudo indica, muita preocupação.

O Código de Ética proposto por Edson Fachin seria muito útil ao Judiciário maranhense.

São Luís, 27 de Janeiro de 2026.

PT vai aproveitar reinado de Momo para buscar uma saída para o racha sobre sucessão

Carlos Brandão e Felipe Camarão: irredutíveis

As diversas correntes do braço maranhense do PT vão aproveitar o reinado de Momo para tentar definir uma posição que mobilize pelo menos a maioria do partido em relação à corrida ao Palácio dos Leões. Como é corrente, confirmado inclusive pelo deputado federal Rubens Pereira Júnior, um dos mais destacados quadros da legenda, os vários grupos petistas estão divididos em três “teses”, uma que defende a união do partido em torno da candidatura do vice-governador Felipe Camarão, outra que prega uma aliança do PT com o governador Carlos Brandão (sem partido) em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e uma terceira, que está propondo uma aliança do partido com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Nos últimos dias, o debate dentro do PT se intensificou, depois que a cúpula nacional do partido reafirmou apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Palácio dos Leões, independentemente de ele assumir ou não o Governo do Estado.

A posição da direção nacional do partido está colocando as correntes petistas maranhenses contra a parede, e o argumento é fatal: o presidente Lula da Silva será candidato à reeleição e precisa que o braço maranhense do PT esteja unido em torno desse projeto, de preferência com um candidato a governador, no caso o vice-governador Felipe Camarão, já que não existe outro nome da legenda em condições de entrar nessa peleja. Além disso, Felipe Camarão já tornou irreversível o seu projeto de candidatura, exatamente não acreditar que o PT venha a negar-lhe legenda, o que abriria uma crise sem precedentes na história do partido.

Os articuladores petistas trabalham com duas situações possíveis. A primeira é a possibilidade de o vice-governador Felipe Camarão venha a assumir no bojo de um grande acordo com o governador Carlos Brandão, que renunciaria ao cargo no início de abril para se candidatar ao Senado em dobradinha com o candidato petista ao Governo. A outra seria o vice-governador Felipe Camarão renunciar e se candidatar a deputado federal – nesse caso, o governador Carlos Brandão renunciaria para se candidatar ao Senado, retirando a candidatura de Orleans Brandão entregando o Governo à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB), que comandaria a eleição indireta de um governador tampão.

O problema é que o governador Carlos Brandão só aceita conversar sobre qualquer acordo se o vice-governador Felipe Camarão renunciar à vice-governança. Por seu turno, o vice-governador só aceita conversar se o item principal da conversa for a renúncia do governador Carlos Brandão e sua candidatura ao Senado. Carlos Brandão e Felipe Camarão estão irredutíveis. O governador tem dito a diferentes interlocutores que não há hipótese de vir a renunciar para Felipe Camarão assumir o Governo, enquanto Felipe Camarão reafirma em todas as suas falas públicas que não abre mão nem do cargo de vice-governador nem da candidatura aso Governo do Estado.

Dentro do PT as correntes estão caminhando para um impasse, que se confirmado resultará num racha, como aconteceu em 2014, quando uma banda do partido apoiou a candidatura do empresário Edinho Lobão (MDB), aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), e outra foi para as urnas apoiando a candidatura de Flávio Dino (PCdoB). O problema é que na banda que quer a aliança do PT com o MDB em torno da candidatura de Orleans Brandão estão petistas graúdos que além de ocuparem cargos no Governo estão alinhavando candidaturas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. As conversas internas, ora amenas, ora tensas, até agora não produziram um desfecho, uma vez quer as lideranças não conseguem chegar a um acordo, mesmo com a manifestação do comando nacional do partido pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo.

Dentro do PT há quem acredite e quem não acredite que as correntes petistas posicionadas possam encontrar um caminho comum durante o reinado momesco. A única vantagem é que o ponto convergente é a candidatura do presidente Lula da Silva à reeleição.

PONTO & CONTRAPONTO

Líderes do MDB firmam posição a favor da candidatura de Orleans ao Governo

Orleans Brandão

Uma decisão foi tomada dentro do braço maranhense do MDB: resistir, até onde for possível, à possibilidade de retirar a pré-candidatura do seu presidente estadual, Orleans Brandão, ao Governo do Maranhão. Encabeçada pelo ex-presidente Marcus Brandão, essa posição é apoiada pelo ex-presidente José Sarney, pelos deputados federais federal Roseana Sarney e Cleber Verde, prefeito de Bacabal Roberto Costa e pelo ex-senador João Alberto, entre outros líderes do partido.

A avaliação é que com a permanência do governador Carlos Brandão no cargo as chances de eleição do emedebista Orleans Brandão são reais. Há também quem defenda no partido a candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado, apostando alto que, recuperada da luta tenaz que ela trava contra o câncer e com uma campanha bem armada, a ex-governadora tem condições de brigar com chances por uma cadeira na Câmara Alta, conforme mostram as pesquisas. Além disso, o MDB poderia sair das urnas com três deputados federais.

O otimismo que reina nas fileiras emedebistas aumenta quando seus líderes calculam que na janela partidária de março o partido deve ganhar parte dos deputados aliados do governador Carlos Brandão que vão deixar o PSB. O MDB pode ganhar, por exemplo, a filiação da presidente da Assembleia Legislativa a exemplo da presidente do Poder Legislativo, deputada Iracema Vale, que inicialmente esteve inclinada a se filiar ao PDT, mas há quem diga que seu caminho deve ser o MDB.

Nos bastidores do MDB há uma torcida para que o governador Carlos Brandão se filie ao partido em março. E a perspectiva é a de que, caso decida concorrer ao Senado, o fará pelo partido. E mais: mesmo que permaneça no cargo, sua filiação ao MDB impulsionará as candidaturas majoritárias e proporcionais do partido.

Governador quer nomear logo o interventor em Turilândia

Paulo Curió e a mulher Eva Curió estão presos

O governador Carlos Brandão deve nomear nesta segunda-feira (26), ou no máximo na terça-feira (27), o interventor em Turilândia, cumprindo decisão do Tribunal de Justiça por meio da Seção de Direito Público, que referendou, na sexta-feira (23), por unanimidade, liminar a favor da medida expedida pelo relator do caso, desembargador Gervásio Protásio dos Santos determinando intervenção do Governo do Estado no município de Turilândia por um período de 180 dias.

O mandatário tem 15 dias para cumprir a medida, mas corre a informação segundo a qual ele não pretende usar esse prazo, preferindo de pronto providenciar a nomeação do interventor. Trata-se de uma medida de prerrogativa exclusiva do governador, que deve escolher um interventor com experiência técnica, conhecimento do funcionamento da máquina administrativa de uma prefeitura, além de alguma habilidade política.

De acordo com fonte política com trânsito no Palácio dos Leões, o governador Carlos Brandão está preocupado com a situação administrativa do município, que com o afastamento e a prisão do prefeito Paulo Curió (União), a primeira-dama Eva Curió e da vice-prefeita Tânia Karla União), está sendo “administrado” pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador José Luiz Araújo Diniz (União), ele também afastado do mandato e em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

O fato é que a situação administrativa de Turilândia, de onde Paulo Curió e sua turma são acusados de roubar R$ 56 milhões, caminha para o caos, com os serviços paralisados e servidores sem salário, além de inúmeros em atraso, como funcionamento das escolas e postos de saúde e a limpeza pública. O interventor terá o desafio de colocar a casa em ordem no prazo de seis meses.

São Luís, 25 de Janeiro de 2026.

Com obras e forte articulação política, Brandão fecha cerco à base de Braide na Ilha de Upaon Açu

Carlos Brandão atrai Júlio Matos (São José de Ribamar) e Eudes Barros (Raposa) para a base de apoio a Orleans Brandão, minando espaço de Eduardo Braide, que continua inaugurando obras sem dizer que é candidato

A inauguração, nesta quinta-feira, do complexo litorâneo da Ponta D`Areia, coincidência ou não, é parte de uma ampla e decisiva estratégia do governador Carlos Brandão (sem partido) para consolidar o prestígio de comandar um Governo empreendedor, que investe bem na Capital e, na mesma toada, ampliar o espaço político e eleitoral do candidato governista à sua sucessão, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), na Ilha de Upaon Açu. Duas audiências ocorridas nesta semana no Palácio dos Leões, uma com o prefeito de São José de Ribamar, Júlio Matos (Podemos), e outra com o prefeito de Raposa, Eudes Barros (PL), foram reveladoras de que o Palácio dos Leões vai jogar forte para “quebrar” o poder de fogo eleitoral do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), nos quatro municípios da Grande Ilha.

A estratégia do governador Carlos Brandão de fortalecer o seu candidato ao Palácio dos Leões é óbvia e faz todo sentido. Começa com o fato de que, somados, São Luís (750 mil), São José de Ribamar (123 mil), Paço do Lumiar (79 mil) e Raposa (23 mil) irão para as urnas com cerca de 1 milhão de eleitores, o equivalente a 20% do eleitorado do Maranhão. É a região mais densamente povoada do estado e costuma ser decisiva nos embates eleitorais majoritários.

As pesquisas mais recentes estão informando que a esmagadora maioria desse exército de eleitores tende a votar no prefeito de São Luís, caso ele se lance candidato a governador. Numa crise recente por causa do aumento de salário que ele rejeitou, o prefeito Eduardo Braide foi brindado com a informação, levantada pelo instituto DataIlha, dando conta de que nada menos que 80% do eleitorado das Capital lhe dará o voto caso ele se candidate aos Leões. Daí projeto administrativo-político colocado em prática pelo governador Carlos Brandão visando ampliar o espaço de Orleans Brandão na maior e mais importante cidade do Maranhão e seus satélites metropolitanos.

Além das grandes obras em São Luís, como a extensão da Avenida Litorânea, a Avenida Metropolitana e a revitalização da Ponta D`Areia, entre outras, o governador Carlos Brandão deu dois passos decisivos para fortalecer Orleans brandão na Ilha. No início da semana, recebeu em audiência nos Leões o prefeito Júlio Matos, de São José de Ribamar, e ontem fez o mesmo com o prefeito de Raposa, Eudes Barros. Lastrado no viés municipalista do seu Governo, o mandatário acertou obras e benefícios para os dois municípios, abrindo caminho para alianças em torno de Orleans Brandão – que, aliás, participou das duas reuniões. Com a iniciativa, junta as duas correntes – a outra é liderada pelo ex-vereador Dudu Diniz (MDB) e pela deputada Iracema Vale (PSB).

Ao alinhavar uma relação política, com desdobramento eleitoral, com os mandatários de São José de Ribamar e Raposa, que não faziam parte do listão de aliados do Governo, o governador Carlos Brandão “fecha o cerco” a Eduardo Braide na Ilha de São Luís. Isso porque já conta com o apoio total do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), seu aliado de primeira hora e que tem como vice-prefeita Mariana Brandão (MDB), irmã de Orleans Brandão.

Fechado nos seus cálculos no Palácio de la Ravardière, avaliando se deixará a Prefeitura de São Luís para entrar na briga pelo Governo do Estado, o prefeito Eduardo Braide certamente está acompanhando atentamente os fortes movimentos administrativos e políticos do governador Carlos Brandão na Ilha de Upaon. O prefeito de São Luís, que liderou quase quatro dezenas de pesquisas no último ano, viu seu nome em segundo lugar – num empate técnico com o pré-candidato governista – no primeiro levantamento (Econométrica) do ano para medir a corrida às urnas nos próximos nove meses.

Qual será o desfecho dessa forte investida do governador Carlos Brandão na Ilha de São Luís? Ainda é cedo para avaliar. Mas com a experiência política que acumulou, o governador faz uma aposta bem articulada, que certamente está levando prefeito ludovicense a avaliar muito bem o passo que vai dar a qualquer momento, seja anunciando as sua candidatura, sejas comunicando que prefere continuar onde está.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Weverton Rocha perde espaço na Grande Ilha e é ameaçado por Roberto Rocha e Eliziane Gama

Weverton Rocha perde espaço na Grande Ilha
para Roberto Rocha e Eliziane Gama

A pesquisa Econométrica sobre a corrida ai Senado registrou dados surpreendentes em relação ao posicionamento do eleitorado da Grande Ilha, ou seja, São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Nessa região, o senador Weverton Rocha (PDT), que aparece como o segundo colocado em cenário com o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), aparece atrás do ex-senador Roberto Rocha (a caminho do Novo) e Eliziane Gama (PSD).

O desempenho do senador pedetista na Ilha chama a atenção pelo fato de ser ele produto político típico de São Luís, nascido nas fileiras do movimento estudantil secundarista e na Juventude do PDT, sob a liderança direta de Jackson Lago.

Numa disputa com a participação do governador Carlos Brandão, este tem 14% das intenções de voto na Grande Ilha, seguido de Roberto Rocha (14%) e de Eliziane Gama (11%). Weverton Rocha aparece na quarta posição com 8,3% das intenções de voto.

Já no outro cenário quem lidera é Roberto Rocha (13%), seguido de Eliziane Gama (12%), Roseana Sarney (9,9%) e Weverton Rocha com 8,7% das intenções de voto, praticamente empatado com o ministro André Fufuca, que aparece com 8,1% das preferências.

Ou seja, na região em que, pela lógica e por conta da sua história de militância, deveria ter desempenho robusto, o senador Weverton Rocha é o quarto colocado nos dois cenários das intenções de voto na Ilha de São Luís.

Em Tempo: no primeiro cenário, o quadro geral da pesquisa aponta o governador Carlos brandão como favorito para uma vaga, com 21,8%, seguido de Weverton Rocha e Roberto Rocha rigorosamente empatados com 11,6% cada para a outra vaga. No cenário com Roseana Sarney, no quadro geral ela lidera para primeira vaga, com 13% das intenções de voto, sendo a segunda vaga disputada voto a voto por Weverton Rocha (12,7%) e Roberto Rocha (12,2%).

Para melhorar sua posição, o senador Weverton Rocha precisa melhorar o seu desempenho na Ilha, que é o seu berço político e eleitoral.

Definição da data da eleição vem mudando o cenário da disputa pelo comando da Câmara de São Luís

Paulo Victor vê sua estratégia para eleger Beto Castro
ser desmanchada e o avanço de Marquinho Silva

A definição, por decisão do Supremo Tribunal Federal, de que a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís tem de ser realizada três meses antes da posse, ou seja, a partir do início de novembro, e o recesso legislativo esfriaram completamente a corrida para presidência do parlamento ludovicense.

A estratégia alinhavada pelo presidente Paulo Victor (PSB) para viabilizar a candidatura do vereado Beto Castro (Avante) à sua sucessão no comando da Casa e a dele próprio para a Assembleia Legislativa foi praticamente desmontada. A ideia era fazer a eleição antes das eleições gerais, beneficiando diretamente os dois projetos. Agora, a eleição na Câmara Municipal ocorrerá depois das eleições gerais, desvinculada, portando, de qualquer base de apoio dos candidatos a governador.

Com essa mudança radical, a candidatura do vereador Beto Castro, apoiada pelo presidente Paulo Victor, que começou como um furacão, perdeu pique e mergulhou no mar das incertezas.

As 25 manifestações de apoio que chegou a receber entre os 31 vereadores estariam hoje reduzidas a 17, e com tendência nítida de mais perdas, segundo um vereador ouvido pela Coluna. Já o seu oponente, o vereador Marquinhos Silva (União), que se lançou há cerca de um ano com apenas o seu voto, estaria hoje contabilizando 11 votos, num cenário com três votos ainda indefinidos.

Nas contas do vereador ouvido pela Coluna, a disputa vai se acirrar de tal modo que poderá aparecer uma terceira via.

São Luís, 23 de Janeiro de 2026.

Econométrica: Orleans ganha força, Braide mantém lastro, Bonfim estaciona e Camarão não reage

Orleans Brandão e Eduardo Braide estão tecnicamente
empatados na liderança, com Lahesio Bonfim em
terceiro e Felipe Camarão em quarto lugar

A eleição para governador do Maranhão, que está agendada para o dia 4 de outubro, começa a ser, de fasto, objeto de uma disputa intensa. É o que mostra a primeira pesquisa Econométrica auditável, contratada pelo portal Imirante, do Grupo Mirante. Os números encontrados apontam que, se a corrida do voto fosse realizada agora, haveria segundo turno, com Orleans Brandão (MDB), candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão (sem partido), com 33,9% das intenções de voto, empatado, dentro da margem de erro, com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 32,2%, mesmo sem ter dito ainda se será ou não candidato. Na terceira posição aparece o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), com 17,3%, e em quarto lugar o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 7,6% das preferências. Nesse cenário, 3,2% votariam nulo e 5,8% formaria o time dos indecisos.

A pesquisa Econométrica – que é um instituto com elevado grau de confiabilidade pelo seu longo histórico de muitos acertos e poucos erros – sinaliza que a corrida ao Palácio dos Leões caminhará para uma polarização acirrada se o prefeito de São Luís vier a se lançar candidato ao Governo do Estado. Com a mesma clareza, aponta que o candidato governista Orleans Brandão continua ganhando musculatura eleitoral, ampliando seu espaço a cada levantamento. Nesse contexto, se Eduardo Braide mantém o seu cacife, mas se não for candidato, o emedebista tende se tornar favorito e difícil de ser batido.

Esse levantamento mostra Lahesio Bonfim estacionado entre 15 e 20 pontos percentuais, funcionando como uma espécie de fiel da balança se a disputa caminhar para dois turnos. No mesmo ambiente, o vice-governador Felipe Camarão não dá sinais de ter cacife para reagir o que fortalece o indicativo de que a corrida ao Palácio dos Leões será mesmo um embate de tudo ou nada entre o atual secretário de Assuntos Municipalistas com o prefeito de São Luís.

A pesquisa Econométrica simulou dois confrontos diretos, um entre Eduardo Braide e Orleans Brandão e o outro entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim. No embate direto, Eduardo Braide venceria Orleans Brandão por 45,8% dos votos contra 40,5%.  No segundo embate, Orleans Brandão venceria Lahesio Bonfim por 49,6% a 32,7%. Ou seja, levando-se em conta que a eleição se dará daqui a pouco mais de nove meses, tudo pode acontecer.

A Econométrica investigou também as expectativas dos entrevistados sobre o desfecho da disputa para o Governo. Nada menos que 39,2% responderam que o eleito será Orleans Brandão, enquanto 31,1% disseram acreditar que o eleito será Eduardo Braide. Nesse item, só 8,4% disseram acreditar numa eventual vitória de Lahesio Bonfim e apenas 3,7% responderam que Felipe Camarão será o eleito.

O levantamento da Econométrica mediu também o grau de rejeição dos aspirantes ao Palácio dois Leões, e nesse tabuleiro, o vice-governador Felipe Camarão aparece com 28,9% de rejeição; já Lahesio Bonfim foi rejeitado por 25,7% dos entrevistados, seguido de Orleans Brandão com 17,9% e Eduardo Braide com apenas 6,8%. Mesmo o item rejeição indica que a disputa para o Palácio dos Leões caminha para ser um embate polarizado entre Orleans Brandão e Eduardo Braide.

A primeira pesquisa do ano eleitoral, com contratante identificado e relatórios disponibilizados na Justiça Eleitoral, portanto auditável, confirma as tendências mostradas nos levantamentos feitos até o final do ano passado. E o cenário que ela desenha mostra com clareza um Orleans Brandão em franco crescimento, um Eduardo Braide estabilizado e alimentando uma expectativa, um Lahesio Bonfim estacionado numa espécie de teto, e um Felipe Camarão na última posição e, aparentemente, sem condições de reagir.

Em Tempo: contratada pelo portal Imirante, a pesquisa ouviu 1.362 eleitores no período de 5 a 11 de janeiro, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08591/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Roseana lideram para o Senado em dois cenários; Weverton e Roberto Rocha estão empatados

Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram cenários diferentes,
com Weverton Rocha empatado com Roberto Rocha, ambos
seguidos por Eliziane Gama, André Fufuca, Yglésio Moises,
Mical Damasceno, César Pires e Hilton Gonçalo

O governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB) são os favoritos na corrida ao Senado, mesmo sem serem candidatos, seguidos pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo ex-senador Roberto Rocha (sem partido), que aparecem rigorosamente empatados na disputa pela segunda cadeira. Essa situação, que já vinha sendo apontada em pesquisas anteriores, foi confirmada pelo levantamento da Econométrica sobre a corrida às duas cadeiras no Senado.   

No cenário em que é incluído, o governador Carlos Brandão aparece com 21,8% das intenções de voto, seguido do senador Weverton Rocha e o ex-senador Roberto Rocha surgem empatados, ambos com 11,6%. A senadora Eliziane Gama (PSD) aparece na sequência, com 9,4%, seguida pelo ministro André Fufuca (PP), com 8,5%.

Completam a lista o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 4,4%, os deputados estaduais Yglésio Moyses (PRTB) com 3,3%, e Mical Damasceno (PSD) com 2,8%, o ex-deputado estadual César Pires com 2,3% e o ex-prefeito Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 1,1%.

No segundo cenário, a liderança é de Roseana Sarney ex-governadora Roseana Sarney, com 13% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Weverton Rocha (12,7%) e com Roberto Rocha (12,2%) e Eliziane Gama, que soma 10,2%, enquanto André Fufuca aparece com 9,1%, Pedro Lucas (5,1%), Yglésio Moises (3,5%), Mical Damasceno (3,1%), César Pires (2,7%) e Hilton Gonçalo (1,4%).

Por esses números, se levado em conta o fato de que Carlos Brandão e Roseana Sarney não sejam candidatos ao Senado – pelo menos por enquanto -, a disputa pelas duas vagas tende a se dar entre o senador Weverton Rocha e o ex-senador Roberto Rocha, criando situação delicada e desafiadora para o ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama.

Aliança de Júlio Matos com Brandão pode afetar o poder de fogo de Braide em São José de Ribamar

Orleans Brandão, Júlio Filho, Júlio Matos, Carlos
Brandão e Fábio Macedo: acordo beneficia
o primeiro em São José de Ribamar

Uma conversa ocorrida ontem no Palácio dos Leões entre o governador Carlos Brandão e o prefeito de São José de Ribamar, Júlio Matos (Podemos), pode resultar na fragilização da eventual candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) na Grande Ilha, onde as pesquisas o apontam com uma vantagem gigantesca sobre seus prováveis adversários na corrida ao Palácio dos Leões.

Antes afastado do Governo Estadual, o prefeito de São Jose de Ribamar decidiu baixar a guarda e, embalado por Júlio Filho (Podemos), articulador político do pai e pré-candidato a deputado estadual, recebeu o aval do presidente regional do Podemos, deputado federal Fábio Macedo, e selou a aproximação.

Acompanhado de Júlio Filho e do deputado federal Fábio Macedo, o prefeito Júlio Matos foi recebido no Palácio dos Leões pelo governador Carlos Brandão, que estava acompanhado do secretário de Assuntos Municipalistas e pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB).

A audiência resultou numa série de ajustes na relação do Governo do Estado com a Prefeitura de São José de Ribamar, tendo o governador Carlos Brandão autorizado uma série de obras para aquele município, que é o quinto maior e mais importante do Maranhão depois de São Luís.

O acerto administrativo deve resultar numa aliança na qual Júlio Matos e seu grupo, que é muito forte no município, venham a declarar apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB) a governador. Se o acordo se confirmar – há quem diga que já estaria selado -, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, corre o risco de perder uma grande fatia do eleitorado de São José de Ribamar, afetando o seu poder de fogo na Ilha de Upaon Açu.  

São Luís, 22 de Janeiro de 2026.

Roberto Rocha diz que o Maranhão “tem a pior classe política do Brasil” e que deplora maioria dos detentores de mandato

Roberto Rocha: carga pesada contra atuais
detentores de mandato no Maranhão

Poucas vezes um político militante, originado numa família cujo chefe foi um grande líder político, emitiu um juízo tão depreciativo e tão duro sobre a classe política do Maranhão quanto fez o ex-senador e pré-candidato a senador Roberto Rocha (sem partido), bem situado nas pesquisas mais recentes, em entrevista à Rádio Imparcial, na semana passada, e publicada na edição de O Imparcial deste domingo.

– A maior pobreza do Maranhão é de espírito público – declarou Roberto Rocha, para acrescentar em tom áspero: “Hoje nós temos a pior classe política do Brasil. Desgraçadamente, a pior classe política do Brasil é a do Maranhão. E foi mais longe: “Aquilo que aconteceu em Turilândia está para acontecer em quase todas as Prefeituras do Maranhão”. E concluiu, sem fazer nenhuma concessão: “O Maranhão se transformou na maior lavanderia do Brasil. Pode escrever”. O seu petardo verbal foi dirigido aos senadores, deputados federais e prefeitos.

Não há registro de algo parecido em tempos recentes no cenário político estadual. Tem havido declarações fortes atingindo a classe política, algumas justas outras nem tanto, como também têm acontecido embates localizados entre adversários, alguns em tom de aspereza, com acusações de lado a lado. Mas nada que se compare ao que disse o ex-senador Roberto Rocha na entrevista a O Imparcial. Ele aponta o sequestro de fatias bilionárias do Orçamento da União (neste ano serão quase R$ 70 bilhões), gastos em emendas, entre elas as do chamado Orçamento Secreto, que consumiu bilhões e bilhões de recursos do contribuinte sem que os resultados tenham aparecido. E por conta disso, ex-senador Roberto Rocha declarou, com a mesma ênfase: “Eu hoje deploro a maior parte dos políticos do Maranhão detentores de mandato. Deploro!”

Roberto Rocha teve o cuidado de não citar nenhum nome dos que integram o que definiu como “pior classe política do Brasil”. Mas a julgar pela abrangência dadas suas palavra, e pela contundência da sua fala sobre o seu sentimento pela classe política atual, é lícito, por exemplo, supor que ele não tolera a maioria dos três senadores, deplora a maior parte dos atuais deputados federais e dos deputados estaduais, não suporta a grande maioria dos 217 prefeitos, e também rejeita a fatia maior dos atuais vereadores maranhenses. Como só existe um governador, não é possível imaginar o seu juízo em relação ao atual mandatário estado.

Na entrevista, concedida no dia 12, dois dias antes de o candidato do Novo ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, ter afirmado à Coluna que ele, Roberto Rocha, se filiará ao partido para ser candidato a senador. “O candidato do Novo a senador é Roberto Rocha. Pode publicar”, declarou Lahesio Bonfim, no dia 14. Na entrevista, sem declarar que se filiará ao Novo, Roberto Rocha sinaliza que seu caminho será esse, ao afirmar que o seu campo será o da direita, cujo candidato declarado é Lahesio Bonfim. Na sua avaliação, pelo cenário atual da corrida ao Senado, ele tem chances reais de se eleger senador já que o campo governista só conseguirá eleger um, o senador Weverton Rocha ou o ministro André Fufuca (PP). No outro campo, só ele tem cacife paras entrar nessa disputa.

E numa avaliação da corrida ao Palácio dos Leões, o ex-senador Roberto Rocha disse o grupo identificado como dinista tem três plano: o plano A é “afastar o Brandão”; o plano B “é apoiar o Braide”, e o plano C “é o Felipe Camarão”: “Se houver segundo turno, o candidato do Governo perde”. E nesse contexto, o ex-senador fez a seguinte avaliação: “Se o (Eduardo) Braide não sair, será o (Felipe) Camarão, que é um rapaz bom, um rapaz talentoso, que está num partido forte – que é o partido do presidente da República – e que reúne todas as credenciais para ser um candidato competitivo”.

Sobre a sua candidatura ao Senado, Roberto Rocha disse que ela está decidida, manifestando nítida confiança de que uma das cadeiras será sua.

PONTO & CONTRAPONTO

Dono de retórica afiada, Roberto Rocha porém tropeça quando diz que julgamento de Bolsonaro foi “farsa”

Roberto Rocha vê Jair Bolsonaro como
vítima de uma “farsa” judicial

Na entrevista à TV Imparcial, o ex-senador Roberto Rocha confirmou a sua fama de ser habilidoso no uso das palavras, montando com a sua retórica equações políticas muito bem formuladas, muitas convincentes, outras, porém, sem lastro para convencimento. Um exemplo de inconsistência: sua argumentação para afirmar que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Suprema Corte por tentativa de golpe “foi uma farsa”.

O ex-senador Roberto Rocha afirma que o julgamento do ex-presidente não poderia ter sido julgado pelo STF porque no dia 8 de Janeiro ele não era mais presidente da República, dando a entender que por conta da invasão e destruição das sedes dos Três Poderes, o ex-chefe da Nação deveria ser julgado na primeira instância.

O ex-senador se esforça para que a sociedade esqueça que Jair Bolsonaro e seus auxiliares na trama golpista agiram quando estavam no pleno exercício do poder. O apoio claro aos acampamentos golpista em Brasília e em outras capitais foi mantido até o ainda presidente praticamente fugir para os EUA; a redação da minuta de decreto de golpe de estado; o plano “punhal verde-amarelo” prevendo o assassinato do presidente eleito Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, além de outras ações, como a tentativa da Polícia Rodoviária Federal para impedir que milhares de eleitores votassem no Nordeste, e armações logo desmascaradas, como a “greve” forjada de caminhoneiros para criar uma situação de impasse político e, finalmente, a reunião do então presidente com chefes das Forças Armadas, que não aceitaram a trama golpista – dos três, só o chefe da Marinha, almirante Almir Garnier topou, e por isso está na cadeia. Essas e outras artimanhas foram tramadas e postas em prática quando Jair Bolsonaro estava no pleno exercício do poder, com claro conhecimento do Palácio do Planalto, como ficou amplamente demonstrado pela denúncia da Procuradoria Geral da República.

O único argumento do ex-senador Roberto Rocha para classificar de “farsa” o julgamento e a condenação foi que Jair Bolsonaro já não era presidente no 8 de Janeiro. O problema é que aquela brutalidade contra as instituições foi apenas o último e desesperado ato do movimento golpista já condenado ao fracasso, que começou com a tentativa sem base do então presidente e sua turma de fragilizar o sistema eleitoral brasileiro, à prova de fraude.

A cadeia de fatos, que o ex-senador não lembra, mostra que, apesar consistência da sua abordagem sobre economia e política partidária, a posição do ex-senador sobre esse tema não se sustenta.

Orleans quer MDB forte na corrida por cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa

Orleans Brandão

O presidente regional do MDB e seu pré-candidato ao Governo, Orleans Brandão, está trabalhando para que todos os deputados estaduais ainda filiados ao PSB, migrem para o seu partido. São sete parlamentares, entre eles a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, e o 1º vice-presidente, deputado Antônio Pereira.

A ação de fortalecimento partidário é parte do projeto de chegar ao Palácio dos Leões. Ele quer que o MDB, que hoje só tem um deputado estadual enfrente as urnas com uma chapa forte, que além dos deputados, inclua candidatos viáveis, como o ex-deputado federal João Marcelo Souza e o ex-prefeito de São Mateus Ivo Rezende, que é filiado ao PSB e deve migrar para o MDB.

Nas contas de um emedebista militante, se Orleans Brandão confirmar sua candidatura a governador, como está sendo desenhado, a aposta dos seus conselheiros é no sentido de que o MDB eleja pelo menos 10 deputados estaduais e três federais, incluindo Roseana Sarney, que deve concorrer à reeleição. São Luís, 18 de Janeiro de 2026.

Rumores “apontam” tendência de Braide se candidatar; prefeito se mantém ativo, mas em silêncio

Eduardo Braide: atuação forte
nas suas redes sociais

A semana que termina neste sábado foi pródiga em rumores dando conta de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) teria decidido concorrer ao Governo do Estado, estando se preparando para anunciar a sua candidatura. Por essas informações – nenhuma confirmada nem com fonte identificada -, o prefeito já teria instruído um grupo se auxiliares políticos para espalhar a novidade em grandes municípios, onde, segundo as pesquisas, ele estaria na liderança das preferências do eleitorado na corrida ao Palácio dos Leões. E de acordo com esses rumores, Eduardo Braide teria confirmado a senadora Eliziane Gama (PSD), candidata à reeleição, como integrante da chapa que ele vier a liderar, caso confirme a decisão de renunciar a dois anos e nove meses à frente da maior e mais importante Prefeitura do Maranhão para entrar numa disputa cujo desenho é ainda impreciso.

Alguns sinais dão gás a esses rumores. Até o final do ano passado, há um mês atrás, portanto, o prefeito Eduardo Braide vinha se mantendo arisco a qualquer tentativa de fazê-lo emitir algum sinal de que está mesmo inclinado a ser candidato a governador. Mas na sua mensagem de final de ano, publicada nas redes sociais, o prefeito da Capital deixou a impressão de que, de fato, tem planos de deixar o Palácio de la Ravardière para tentar se mudar para o Palácio dos Leões, que estão a menos de 100 metros de distância, separados por ao penas um muro, mas cuja travessia exige quase dois milhões de votos válidos.

Há dois dias, um político que conhece bem o pensamento político de Eduardo Braide previu que no momento a inclinação do prefeito seria no sentido de se candidatar. Pelo simples fato de que, na avaliação que o próprio prefeito faz, esse é o momento ideal para a sua tentativa de chegar ao Palácio dos Leões. Pelo menos até aqui, o cenário lhe é claramente favorável, como têm mostrado com insistência as três dúzias de pesquisas sobre a corrida ao Governo feitas nos últimos 15 meses. E com o adendo de que ele sairia de São Luís com um cacife difícil de ser superado por outros candidatos.

Eduardo Braide é um político pragmático, que toma decisões com a razão e não com a emoção nem com o fígado. Assim, ao mesmo tempo em que mantém silêncio sepulcral sobre ser ou não ser candidato, intensifica a propagação da sua imagem de bom gestor e de político sem amarras partidárias e sem tutela de padrinho político. Esse perfil, que vem sendo cuidadosamente modelado desde o seu o primeiro mandato de deputado estadual, é que vem lhe dando prestígio, que é ampliado pela marca de gestor ousado e eficiente.

Na interpretação do político ouvido pela Coluna, o prefeito de São Luís estaria apenas aguardando o momento certo para anunciar a sua candidatura, o que, na sua previsão, deverá acontecer “depois do Carnaval”. Por esse roteiro, até o prefeito terá um cenário mais definido em relação aos seus concorrentes, a começar pelo mais forte deles no momento, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), caso o governador Carlos Brandão (sem partido) confirme que permanecerá no cargo, abrindo mão de disputar o Senado. É essa decisão que definirá o movimento decisivo de ser ou não ser candidato a ser feito pelo prefeito de São Luís.

Até lá, Eduardo Braide permanecerá em silêncio sobre a corrida eleitoral, mas muito eloquente em relação aos feitos da sua gestão, como uma espécie de cuidadosa, mas eficiente, pré-campanha, que faz sozinho com as suas postagens diárias nas suas redes sociais, que têm alcance cada vez mais abrangente. Qualquer que venha a ser a sua decisão, ela entra agora em contagem repressiva para ser anunciada.

PONTO & CONTRAPONTO

Com Pedro Lucas e Juscelino Filho em rumos diferentes, União deve ir para as urnas dividido

Pedro Lucas e Juscelino Filho: sem confrontos,
mas em caminhos diferentes no União

Uma medição de força não declarada, e sem confronto aberto, está em curso no braço maranhense do União Brasil por conta da eleição presidencial. De um lado está o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do partido na Câmara Federal e que preside a legenda no Maranhão, e do outro o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho.

O deputado Pedro Lucas Fernandes integra a corrente do partido liderada pelo atual presidente nacional Antônio Amoedo, saído do antigo PSL, de linha muito próxima do bolsonarismo e que trabalha pela não reeleição do presidente Lula da Silva (PT). O parlamentar deve apoiar um candidato da direita, conforme a orientação do presidente do União.

O deputado Juscelino Filho, por sua vez, que pertence à corrente oriunda do DEM, lidera pelo atual vice-presidente nacional, o líder baiano ACM Neto, que não apoia a reeleição do presidente, mas não cria problemas para aliados que simpatizam com o projeto de reeleição do presidente da República. Ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho não esconde sua inclinação de apoiar o líder petista.

Na corrida ao Governo do Maranhão, Pedro Lucas Fernandes está assumidamente alinhado ao projeto de candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), já tendo se manifestado claramente sobre o assunto. Já Juscelino Filho, que não fecha com o governador Carlos Brandão, tende a apoiar uma possível candidatura do prefeito Eduardo Braide ou, numa outra situação, a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).

O fato é que, a julgar pelos movimentos dos dois parlamentares, o União Brasil irá dividido para as urnas maranhenses.   

Iracema ainda não decidiu para qual partido vai migrar em março

Iracema Vale: força política,
mas ainda sem rumo partidário

A deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, estaria vivendo um momento de indefinição em relação ao partido ao qual se filiará quando a janela partidária for aberta, em março. Nesse contexto, uma situação parece definida: ela não permanecerá nas fileiras do PSB, ao qual permanecerá filiada até poder migrar para outro partido sem correr o risco de perder o mandato.

Inicialmente, o caminho da presidente da Assembleia Legislativa seria filiar-se ao PDT, cujo presidente, senador Weverton Rocha, que busca a reeleição, como um aliado de peso. Os problemas que envolveram a legenda brizolista nos últimos tempos acenderam o alerta amarelo, levando conselheiros da parlamentar a recomendar-lhe cautela nesse campo minado.

O outro caminho para a presidente do Poder Legislativo é sua filiação ao MDB, partido que hoje expressa o grupo brandonista, a começar pelo pré-candidato do Governo à sucessão estadual, Orleans Brandão, que hoje preside o partido. Para muitos, o MDB é o caminho natural do governador Carlos Brandão, podendo ser também o da deputada.

Com a maior votação em 2022, superando a casa dos 100 mil votos, e fazendo história como a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, a deputada Iracema Vale é hoje politicamente muito maior do que quando assumiu o atual mandato.

A presidente da Assembleia Legislativa não pode errar na escolha do novo partido.

São Luís, 16 de Janeiro de 2026.

Lahesio Bonfim afirma que será governador e anuncia Roberto Rocha para o Senado

Lahesio Bonfim: “Vou ser governador”

“Sou conservador de direita e vou ser governador”. A declaração, feita em tom seguro, é do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo ao Governo do Estado. Ele está em plena pré-campanha e situado ora em terceiro lugar e ora em segundo nas pesquisas de opinião para medir as preferências do eleitorado nessa fase prévia da corrida ao Palácio dos Leões. À Coluna, Lahesio Bonfim rejeitou o rótulo de “bolsonarista”, mas não abre mão de buscar apoio nesse segmento da extrema direita, mesmo admitindo que nunca foi “benquisto na família Bolsonaro”. Ele só não admitiu fazer qualquer tipo de aliança com a esquerda. “São água e óleo”, disse. Ele afirmou ter um “projeto de Governo, “que está muito bonito”. E fez uma revelação política: o ex-senador Roberto Rocha vai se filiar ao Novo para ser candidato ao Senado.

Aos 47 anos, médico por formação e político por convicção, foi duas vezes prefeito do pequeno São Pedro dos Crentes, município com 5 mil habitantes, situado na região central do estado, a 738 km de São Luís, Lahesio Bonfim tem as suas gestões no município como a sua grande referência. “Não há comparação com outras gestões”, diz ele, afirmando que o que realizou no município é uma mostra do que fará em escala maior no Maranhão se chegar ao Palácio dos Leões. Em relação à governança do Estado, ele critica os elevados gastos com programas sociais e defende uma gestão com orientação conservadora e com “liberdade econômica”, que é a base programática do seu partido, o Novo, o mais ranheta arauto do liberalismo no país.  

Lahesio Bonfim entra na briga pela sucessão do governador Carlos Brandão (sem partido) disposto a superar o seu desempenho na eleição governamental de 2022, quando saiu das urnas como o segundo mais votado, com 24,87% da votação, deixando para trás o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, que iniciou aquela corrida como favorito, mas terminou em terceiro lugar e que foi vencida em turno único pelo atual governador, que saiu do 1º turno com 51,29% dos votos. Em relação à disputa em curso, o candidato do Novo avalia que “nada está decidido ainda” em relação a candidaturas.

Para ele, se o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) for candidato, será um cenário. Sem ele, a situação mudará radicalmente. Na sua avaliação, o vice-governador Felipe Camarão (PT) pode vir a ser governador, com o governador Carlos Brandão como candidato ao Senado. Mas Carlos Brandão pode permanecer no cargo e manter a candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), que poderá sair do páreo se o governador sair para o Senado. “Nada está definido. Tudo pode acontecer” nos próximos dois meses, previu, excluindo-se, claro, desse ambiente.

Em relação à sua candidatura, Lahesio Bonfim garante ser fato consumado, independentemente de qual venha ser o cenário geral da disputa. Ele descarta, de maneira fulminante, sugestões que já recebeu para ser candidato a senador ou a deputado federal. Acha que poderia se eleger para a Câmara Federal ou poderia ser senador, mas descarta essas alternativas afirmando que não está atrás de cargos e que o seu foco é o Governo do Estado, porque tem um projeto para “mudar Maranhão”.

Na rápida conversa telefônica com a Coluna, na tarde de ontem, interrompida várias vezes por inconsistência da internet – ele estava na estrada -, Lahesio Bonfim fez uma revelação: o ex-senador Roberto Rocha vai se filiar no Novo, nos próximos dias, para ser candidato ao Senado na sua chapa. “Pode anotar e publicar: Roberto Rocha será o candidato a senador na nossa chapa”, enfatizou. Lahesio Bonfim acredita que, com a entrada do ex-senador Roberto Rocha, a chapa majoritária do Novo ganhará mais força.

Dono de um estilo ousado e de um discurso enfático e às vezes agressivo, e visto por muitos como falastrão, o candidato do Novo aos Leões exibe convicções e otimismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Entrada de Roberto Rocha pode acirrar a disputa pelas vagas na Câmara Alta

Roberto Rocha tentará volta ao
Senado como candidato do Novo

A se confirmar, de acordo com a informação dada por Lahesio Bonfim, a filiação do ex-senador Roberto Rocha ao Novo e a definição da sua candidatura poderá alterar expressivamente o canário da corrida às duas vagas no Senado. Isso porque, se o cenário atual com três candidaturas viáveis – as do senador Weverton Rocha (PDT) e da senadora Eliziane Gama (PSD) à reeleição e a do ministro do Esporte, André Fufuca (PP) – já é de indefinição, a entrada do ex-senador na corrida vai assanhar ainda mais esse quadro.

Político assumidamente de direita e muito próximo do bolsonarismo, Roberto Rocha tem pontuado bem nas pesquisas, aparecendo nas pesquisas com poder de fogo para disputar a segunda vaga. Sua situação só se complicará se o governador Carlos Brandão vier a rever sua decisão de permanecer no cargo e entrar na corrida senatorial, na qual é franco favorito em todas as pesquisas publicadas até aqui.

Ao ingressar no Novo, o ex-senador Roberto Rocha poderá encontrar, finalmente, o pouso partidário adequado ao seu perfil ideológico: de direita radical e calcado no liberalismo econômico. Ele próprio não veio ainda a público informar dessa escolha partidária e desse projeto eleitoral. Mas o candidato a governador do partido, Lahesio Bonfim, foi taxativo: “Pode anotar e divulgar: Roberto Rocha vai se filiar ao Novo e será candidato a senador”.

Vale lembrar que nessa seara está também o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), que está em pré-campanha aberta, e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) cujo projeto é mesmo a reeleição.

Rubens Júnior mostra com precisão as inclinações do PT em relação à corrida aos Leões

Rubens Júnior, ontem, na TV Mirante: precisão

O deputado federal Rubens Júnior (PT) colocou ontem, em pratos limpos, de maneira clara e incontestável, as inclinações do seu partido em relação à disputa para o Governo do Estado, em entrevista à TV Mirante. Ele usou precisão quase cirúrgica ao mostrar que o PT tem três teses sobre o tema.

A primeira: apoio à candidatura do vice-governador Felipe Camarão, que é o único petista a ocupar esse posto em todo o País. “É natural que ele se coloque à disposição do partido para ser candidato”, declarou, acrescentando que Felipe Camarão tem o apoio da maior fatia da militância do partido.

A segunda: uma aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido), que no caso será feita em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado. Essa tese encontra mais adeptos entre os líderes do partido no estado.

E a terceira: o apoio do PT à eventual candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Sem fazer uma afirmação categórica, Rubens Júnior disse que a conversa nesse caso está se dando entre os partidos.

E concluiu, tencionando as expectativas: o que vai acontecer, só o tempo dirá, como o senhor da razão.

Sua equação bate com a que a Coluna mostrando há meses.

São Luís, 15 de Janeiro de 2026.