Sucessão: Dino será candidato pelo PCdoB, Roseana pode sair pelo PMDB e Rocha deve disputar como socialista ou tucano

 

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Flávio Dino , Roseana Sarney e Roberto Rocha representam as três vias que disputarão o Governo do Estado em 2018

Faltam ainda 17 meses para as eleições de 2018, e os movimentos dos que estão de olho no Palácio dos Leões sugerem que a guerra eleitoral que se avizinha será uma das mais diferentes e mais disputadas dos tempos atuais, devendo o confronto se dar entre três vias. A primeira é liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), candidato à reeleição com amplas e reais chances de sair das urnas com o mandato renovado. A segunda via sairá das entranhas do o Grupo Sarney, que até aqui só conta com um nome viável, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e sem condições nem tempo de construir uma alternativa. E, finalmente, a terceira via, esta ganhando forma na luta ainda solitária do senador Roberto Rocha, que pode vir a ser candidato pelo PSB ou pelo PSDB. Nenhuma conclusão política formada agora nasce com a garantia de que será confirmada. Mas no caso da corrida para o Palácio dos Leões, pode-se afirmar, com baixo risco de erro, que dificilmente a lista de candidatos será diferente dessas três vias, salvo no que diz respeito à esquerda radical.

Dos nomes que representam as três vias, o candidato mais consolidado é, de longe, o governador Flávio Dino, a começar pelo fato de que é bem avaliado pela opinião pública, realiza um Governo sem manchas éticas e que, segundo as pesquisas mais recentes, além de não ter na sua seara um rival com a ambição de entrar na disputa pelo sonho de ser governador de qualquer maneira, o que lhe dá tranquilidade para viabilizar seu projeto sem enfrentar pressões, mas com a obrigação de vencer. No caso do Grupo Sarney, ali o problema crucial sobre quem será o candidato, já que, segundo fontes sérias, a ex-governadora Roseana Sarney admite entrar na briga, mesmo não sendo simpática ao projeto de disputar o Governo com Flávio Dino, e tem medido, com frequência por meio de pesquisa, a sua posição, e se não for ela o candidato, outro só entrará para fazer figuração. O senador Roberto Rocha é o único que vai para luta sem o peso de ter de ganhar de qualquer maneira, sem correr o risco de não sair da corrida menor do que entrará, e com a vantagem de poder aproveitar todas as brechas abertas na campanha do governador e da ex-governadora.

Avaliado esse cenário em que o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney têm situação partidária consolidada e confortável, ele com o seu PCdoB e ela o PMDB, a situação partidária do senador Roberto Rocha é bem curiosa e, de certa maneira, surpreendente. Hoje no PSB, mas podendo migrar para o PSDB, Roberto Rocha avisa aos adversários que está “muito bem”, “confortável” mesmo na legenda socialista, pela qual se elegeu senador e cujo eixo de comando está em Pernambuco, berço político do seu fundador, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial de 2014. Mas no próximo ano, esse comando se mudará para São Paulo, cujo vice-governador Márcio França, é do PSB, assumirá o comando nacional do partido e o levará para uma aliança com o PSDB, em torno da candidatura do governador tucano Geraldo Alckmin a presidente da República.

Roberto Rocha avalia que, ao contrário do que muitos dizem, tem uma situação partidária confortável. Se permanecer no PSB, será candidato a governador pelo partido, esperando, por exemplo, ter o deputado federal José Reinaldo Tavares como candidato a senador. Se migrar para o PSDB, será igualmente candidato a governador e terá o PSB como aliado na sua coligação. Roberto Rocha calcula que se vencer a eleição como tucano, dará ao partido um governador e um senador, já que o suplente Pinto Itamaraty, assumirá em seu lugar. Sim, fundamentado no argumento de que candidatura ao Governo é uma construção e não apenas um ato de vontade pessoal. Rocha avalia que nem o PSDB nem o PSB apoiará a candidatura do ex-presidente Lula, se ela vingar. Isso significa dizer que nenhum dos dois partidos apoiará a candidatura do governador Flávio Dino, devendo se mobilizar em torno da dele, Roberto Rocha, como candidato a governador, o que o faz acreditar que pode ter um bom desempenho nas urnas.

Assim, o desenho da corrida às urnas no Maranhão, que já está claro no campo do governador Flávio Dino e quase definido no campo do Grupo Sarney será definido pela candidatura do senador Roberto Rocha, que acredita piamente no seu e projeto, que exposto detalhadamente, demonstra que maranhense sabe o que diz e onde quer chegar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Grupo Sarney ganha mais dois candidatos a senador
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Clóvis Fecury e Lobão Filho de olho no Senado

Começa a esquentar a briga no Grupo Sarney pela vaga de candidato a senador. Além do deputado federal e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), dois outros nomes avisaram que querem ser candidatos. Um é Lobão Filho (PMDB), hoje suplente de senador do seu pai, o senador Edison Lobão (PMDB) que, tudo indica, não concorrerá à reeleição. Lobão Filho, que disputou o Governo do Estado em 2014  com o atual governador Flávio Dino, já manifestou diversas vezes interesse em ser candidato posição, por acreditar que tem chances. O outro é Clóvis Fecury, ex-deputado federal e ex-suplente de senador, que agora está pensando seriamente em entrar na briga pela senatória. Clóvis Fecury milita no PMDB, mas tem várias opções partidárias.

Presidente da Famem cumpre agenda cheia e produtiva
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Tema Cunha entre o prefeito Djalma Melo  e e o procurador geral de Justiça  Luis Gonzaga Coelho e assessores do Ministério Público: parceria por prefeituras

O presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Temas Cunha (PSB), que comanda o município de Tuntum pela quinta vez, teve mais uma semana atribulada em São Luís. Para começar, ele e o prefeito Djalma Melo (Arari) se reuniram com o procurador Geral de Justiça, Luís Gonzaga Martins Coelho, com o objetivo de formalizar parcerias para encontros regionais que a entidade representativa dos municípios e o Ministério Público Estadual realizarão ainda neste primeiro semestre. Depois, Tema Cunha decidiu que a Famem ingressará na Justiça Federal cobrando da União o aumento dos repasses aos municípios para custeio dos serviços da saúde de média e alta complexidade. Todos os assuntos tratados pelo presidente da Famem na semana passada incrementaram ainda mais a gestão, que está literalmente focada no municipalismo integral, sem distorções. Desde que assumiu o comando da Famem, o presidente decidiu dar à entidade, uma dinâmica mais intensa, bem diferente.

A agenda da semana passada:

A Famem ingressará na Justiça Federal cobrando da União o aumento dos repasses aos municípios para custeio dos serviços da saúde de média e alta complexidade. Os responsáveis em Brasília já foram comunicados da decisão da entidade. Os prefeitos querem que o Valor do repasse mensal, que hoje é de R$ 137, quando a média nacional é de R$ 194 por habitante.

O presidente e vice-presidente da Famem, prefeitos Cleomar Tema (Tuntum) e Djalma Melo (Arari), respectivamente, se reuniram o procurador Geral de Justiça, Luís Gonzaga Martins Coelho.

O presidente e vice-presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, prefeitos Cleomar Tema (Tuntum) e Djalma Melo (Arari), respectivamente, se reuniram  com o procurador Geral de Justiça, Luís Gonzaga Coelho. A reunião serviu para que fossem formalizadas parcerias para encontros regionais que a Famem e o Ministério Público Estadual realizarão ainda neste primeiro semestre.

O prefeito de Tuntum e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Cleomar Tema, participou nesta quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, de atos executados pelo governador Flávio Dino (PC do B) em favor das mulheres maranhenses. Durante solenidade realizada no período da manhã no Palácio dos Leões, Dino encaminhou para Assembleia Legislativa projeto de lei que cria o Departamento Especializado em Feminicídio da Polícia Civil.

“Paralelo ao trabalho político, que é de suma importância, também iremos reivindicar o direito [aumento dos repasses] dos municípios maranhenses por meio da Justiça”, garantiu Tema Cunha.

 

São Luís, 18  de Março de 2017.

5 comentários sobre “Sucessão: Dino será candidato pelo PCdoB, Roseana pode sair pelo PMDB e Rocha deve disputar como socialista ou tucano

    1. Sr. “Pedro” Cardoso, lamento discordar da sua posição e rejeitar suas agressões descabidas. A avaliação positiva do governador Flávio Dino está dita nas diversas pesquisas que foram feitas sobre seu governo até aqui. Se elas não são verdadeiras, questione os institutos. Se o sr., por algum motivo, não gosta do governador e sua gestão, paciência, não sou eu que tem de ser agredido por isso. Vai uma sugestão: desarme-se e faça um esforço para compreender o que escrevo – a maioria dos leitores da Coluna o faz sem esforço algum -, perceberá que não tiro o mérito de nenhum ex-governador, e não os comparo, pois cada um tem seus prós e contra. Pratico um postulado básico do jornalismo de interpretação: quem avalia governo é a sociedade e não a imprensa, coisa que você, certamente por não ser jornalista, desconhece. Em tempo: não fui “expulso” do EM, nem “pirei”. Estou mais livre e mais equilibrado do que nunca, o que não parece ser seu caso. Encerro manifestando a certeza de que você é vidrado nesta Coluna, e que continuará como leitor cativo, daqueles que a têm como leitura obrigatória. Até a próxima, se houver.

  1. O governador Flávio que está fazendo um ótimo governo com muita competência vai ganhar facil fácil dessa rosegana que vez um. Desgoverno o povo não quer ver ela nem pintará de ouro e nesse traídor de meia digela que não tem voto nenhum só se elegeu graça a Flávio dino

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