Weverton nega pré-candidatura, mas deixa claro que está se preparando para brigar pelos Leões

 

Weverton Rocha: ação política e parlamentar intensa e projeto de poder em andamento 

O senador Weverton Rocha (PDT) reafirmou ontem, em entrevista à Rádio Mirante AM, que não assumiu ser pré-candidato nem lançou candidatura ao Governo do Estrado no ano que vem, mas sinalizou com muita clareza que está trabalhando nessa direção. Ele defendeu a unidade do grupo, destacou a liderança e a correta ação política do governador Flávio Dino (PCdoB), exaltou o desempenho da bancada federal e alfinetou críticos da sua caminhada. E no que diz respeito diretamente à corrida ao Palácio dos Leões, foi enfático ao afirmar que, se vier a ser o caso, topa o desafio. E argumentou: “Nós temos os caminhos: temos partidos, temos os grupos, temos a militância e temos muita força de vontade”. E acrescentou: “Não vou escolher adversário. Tenho é de estar preparado para enfrentar qualquer time”. E amarrou sua posição com um discurso firme e enfático: “Não vou cometer o erro geracional de me omitir por conta de erros ou fragilidades que impeçam que o jogo seja jogado. Não vou fazer isso. E nosso grupo não vai permitir isso”.

Usando muita habilidade verbal para não se carimbar com o rótulo de candidato a governador, o senador, por outro lado, também não fez grande esforço para esconder o seu projeto de poder e o andamento desse projeto. Admitiu que está conversando com partidos da base e que tem ouvido declarações de apoio – além do PDT, já conta com PSB, DEM, Republicanos e Cidadania. E foi claro que se desdobra para conciliar sua ação parlamentar, que é intensa, com a agenda política, que é igualmente “puxada”, o que se explica pela sua condição de presidente regional do PDT, hoje o maior partido do Maranhão em número de prefeitos. E fez declaração de fé na militância pedetista, principalmente em São Luís: “É um exército poderoso”.

O senador Weverton Rocha foi quase didático quando explicou as circunstâncias em que se dará a disputa pelo Governo do Maranhão em 2022. Na sua avaliação, a saída do governador Flávio Dino encerra o ciclo da transição, e que o próximo Governo deve iniciar um ciclo propositivo, que começa com a manutenção e a ampliação da obra da gestão dinista. “É um novo momento”, diz, sugerindo que isso não pode desestruturar o grupo, que deve escolher o candidato por consenso. E garante: “O governador Flávio Dino não vai impor. Ele sempre atua como magistrado, sempre traz a unidade”. E sugere que a escolha do candidato do grupo seja feita com base em critérios objetivos: apoio partidário, posição em pesquisas e poder de agregação. E assinalou que se o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) reunir as condições, ele terá a humildade necessária para sentar e conversar. Deixando claro que se tais condições lhe forem favoráveis, irá para a luta sem pestanejar.

Focado no que fato lhe interessa, o senador Weverton Rocha deu duas mostras da sua habilidade. Primeiro mostrou que trabalha “de domingo a domingo, sem parar”, o que é fato a julgar pela sua recheada agenda parlamentar e sua espantosa movimentação no circuito Maranhão/Brasília. E depois dando uma demonstração do seu talento de “agregador”, ao exaltar, de maneira superlativa e sem exceção, o desempenho da bancada federal: “Fazendo justiça à nossa bancada, do Hildo Rocha (MDB) até o Zé Carlos (PT), de ponta a ponta, todos têm se dedicado de forma muito grande, muito bonita, trabalhando para ajudar o Maranhão e o Brasil. Nesse momento de dificuldade, é fácil apontar o dedo. Mas é importante lembrar que todos estão trabalhando muito, formulando muitas ações”.

Na entrevista, mesmo negando já ser pré-candidato a governador, o senador Weverton Rocha foi hábil o suficiente para mostrar que seu projeto de poder está de pé, está ganhando lastro, e que, salvo um empecilho imprevisível, sua candidatura é fato consumado a ser declarado em momento apropriado. E avisar que está trabalhando com afinco para viabilizá-la, usando os canais políticos que dispõe. Com isso, escreveu um recado em letras garrafais: seus eventuais concorrentes, a começar pelo vice-governador Carlos Brandão, que se preparem, porque a disputa vai ser dura.

Em Tempo: Enquanto o senador Weverton Rocha era entrevistado, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), acompanhado do secretário de Desenvolvimento Agrário, Rodrigo Lago, e do secretário de Desenvolvimento Social, Márcio Honaiser, e ao lado do prefeito Erick Silva (PDT), firmava um termo de cooperação para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos municípios de Paraibano, Balsas, São Félix de Balsas, São Raimundo das Mangabeiras, Riachão, Loreto e Fortaleza dos Nogueiras. Serão aplicados R$ 442 mil na compra de alimentos produzidos por 68 agricultores da região.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Hildo Rocha acertou ao propor vinda de Comissão da Câmara para desvendar mistério da BR-135

Hildo Rocha quer saber o que acontece na obra interminável  e suspeita da BR-135

Necessária e oportuna, sob todos os aspectos, a vinda da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados ao Maranhão, proposta pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB), para investigar como foram gastos os R$ 500 milhões do contribuinte na duplicação e restaurações da BR-135 no trecho que liga o Estreito dos Mosquitos a Santa Rita, especialmente os 18 quilômetros que cortam o Campo de Perizes. Há mais de uma década, maranhenses e visitantes vêm assistindo a uma espécie de opereta rodoviária, na qual se misturam os ingredientes amargos naquele trecho da única ligação asfáltica da Ilha de São Luís com o resto do mundo. Já aconteceu de tudo: empresa que recebeu e não realizou a obra, empresa que abandonou o canteiro sem dar satisfação, obras malfeitas, asfaltamento para enganar trouxa, atrasos sistemáticos e reajustes sem conta nos valores dos contratos. Inúmeras visitas parlamentares de inspeção foram feitas, sem resultados práticos. Tudo isso já consumiu mais de R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de reais, sendo que a situação de agora é a completa degradação do trecho.

A inciativa do deputado Hildo Rocha é oportuna e de extrema importância. Isso porque todas as evidências técnicas indicam que algo de muito errado pode ter maculado os contratos que já foram firmados para a execução da obra. Por mais que os relatórios do DNIT informe sobre dificuldades técnicas, condições adversas do solo, irresponsabilidade de empresas que não deram conta do recado, não há como justificar o que já foi gasto com o que foi realizado. A relação é flagrantemente desproporcional, ou seja: o que já foi feito não vale, nem de longe, o que já foi gasto. Alguém tem de explicar isso. E muito bem explicado. De preferência sem demora.

 

Othelino promulga lei que autoriza Dino a pagar auxílio emergencial a bares e artistas

Othelino Neto promulgou lei que garante auxílio artistas e a donos de bares e restaurantes

Virou Lei 11.426/21 a Medida Provisória por meio da qual o governador Flávio Dino concederá auxílio emergencial de R$ 1.000,00 para bares, restaurantes e lanchonetes, e de R$ 600 para artistas e outros trabalhadores da cultura. Aprovada pela Assembleia Legislativa na semana passada, a lei foi promulgada ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). “O auxílio dará um fôlego aos proprietários desses estabelecimentos comerciais, contribuindo para a manutenção dos postos de trabalho, assim como aos profissionais da cultura, que também tiveram que parar as atividades em razão das normas sanitárias”, afirmou o chefe do Legislativo, lembrando que esses segmentos foram os mais duramente atingidos pela pandemia.

São Luís, 15 de Abril de 2021.

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