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Simplício Araújo ousa e se movimenta para entrar no páreo para a sucessão de Flávio Dino

 

Flávio Dino apoia iniciativa de Simplício de lançar pré-candidatura à sua sucessão

O cenário em que a corrida ao Palácio dos Leões no âmbito da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) começa a ganhar ritmo, com a evidente polarização entre as pré-candidaturas do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), um novo projeto de candidatura ganha forma, tendo como protagonista o presidente do Solidariedade no Maranhão, Simplício Araújo, atual secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia. Ele comunicou sua pretensão ao governador Flávio Dino no início da semana, mostrando-se disposto a deixar de lado a briga pelo voto proporcional – ele é suplente de deputado federal -, para entrar na guerra majoritária como candidato a governador. Ouviu palavras de incentivo do governador, mesmo sem uma declaração explícita de apoio. Se levada a efeito e ganhar sustância, a pré-candidatura poderá ganhar status de “terceira via” dentro da aliança governista, tornando a disputa mais animada e o ambiente mais democrático.

Mesmo sem um cacife eleitoral graúdo, Simplício Araújo reúne as condições políticas e partidárias para entrar em qualquer disputa nas próximas eleições. Tem no currículo a vistosa condição de presidente do Solidariedade, um partido pequeno, mas consolidado, carrega duas suplências de deputado federal, a presidência de um partido pequeno, mas consolidado, já exerceu o mandato na Câmara Federal e conhece o caminho das pedras no Congresso Nacional, e os meandros da seara política do Maranhão. Além disso, alimenta uma fidelidade maiúscula ao governador Flávio Dino e à aliança por ele liderada, sendo também nome de proa na equipe de governo, tendo sua pasta, já importante por natureza, ganhado relevância excepcional na crise socioeconômica causada pelo novo coronavírus.

Político já lastreado por bom naco de experiência, Simplício Araújo é também conhecido pela sua habilidade no comando da pasta da Indústria, Comércio e Energia, que vem do mandato passado. Na crise pandêmica, foi escalado pelo governador Flávio Dino para ser o interlocutor do Governo junto à classe empresarial, com a qual dialogou intensamente, debatendo a crise, procurando saídas e se esforçando para construir consensos, principalmente nos momentos mais tensos, como os do fechamento das atividades comerciais. O seu desempenho à frente da pasta aumentou, principalmente no que respeita às articulações com o empresariado, aumentou expressivamente o seu cacife. A ideia de deixar a seara eleitoral proporcional para entrar no complicado e já minado campo majoritário serve para medir o tamanho da sua ousadia política.

Em que pese o fato de que está sendo posto num momento adequado, quando projetos de candidatura estão se consolidando ou perdendo razão de ser, é improvável que a pré-candidatura do secretário Simplício Araújo decole e ganhe densidade. Mas, como reconheceu o próprio governador Flávio Dino, a iniciativa é politicamente oportuna e saudável, à medida que contribui para ampliar o debate e para dar uma coloração mais democrática ao processo sucessório no Maranhão. O chefe do Solidariedade tem plena consciência do poder de fogo do vice-governador Carlos Brandão a partir do momento em que se tornar governador titular, e do cacife do senador Weverton Rocha, que fazem deles adversários para ninguém botar defeito.

Simplício Araújo avalia que, por causa dos estragos causados pela pandemia, essa a corrida ao Palácio dos Leões se dará em condições bem diferentes, com o eleitorado sendo motivado por necessidades prementes, como a fome e o desemprego. Para ele, esse ambiente de crise exigirá dos pretendentes uma leitura correta do cenário, sob pena de virem ser triturados nas urnas. Acha que “captou a mensagem” e que saberá se movimentar com eficiência na direção das urnas. Pode ser, mas considerando também a ideia de ser um bom candidato a vice, já que a cadeira de senador parece reservada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula desmonta o mito de que Bolsonaro domina no eleitorado evangélico

Lula da Silva derruba o mito de Jair Bolsonaro entre os evangélicos

A pesquisa Datafolha sobre corrida presidencial jogou por terra o mito de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem maioria folgada entre os eleitores evangélicos. A pesquisa mostra que, se a eleição fosse agora, o ex-presidente Lula da Silva (PT) teria nada menos 35% dos votos evangélicos contra 34% de Jair Bolsonaro, um empate técnico, se levado em conta o fato de que a margem de erro do levantamento é de 2,5%. Os outros 21% de pulverizariam entre os outros seis candidatos. Já no segundo turno haveria um empate rigoroso: Lula da Silva teria 45%, enquanto Jair Bolsonaro teria os mesmos 45%.

Chama a atenção a diferença de postura entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro em relação a esse naco do eleitorado brasileiro. Lula da Silva é católico, mas sempre alimentou respeito pelos evangélicos, sem qualquer necessidade de parecer “terrivelmente” evangélico, participar de culto ou se submeter a pressões do segmento. Jair Bolsonaro, ao contrário, tenta parecer “terrivelmente” evangélico, participa de cultos e fica “pianinho” quando é repreendido pública e grosseiramente por figuras inacreditáveis como o pastor paulistano Silvio Malafaia.

Esse levantamento do Datafolha mostra que o mundo evangélico vai muito além dos nas Universais da vida.

 

Osmar Filho prepara lastro para tentar a Assembleia Legislativa

Osmar Filho

Os movimentos mais recentes indicam que nomes expressivos da Câmara Municipal de São Luís tentarão cadeira na Assembleia Legislativa. A pré-campanha mais visível é, de longe, a do presidente da Casa, vereador Osmar Filho (PDT). Linha de frente do projeto de candidatura do senador pedetista Weverton Rocha ao Governo do Estado, o vereador-presidente da Capital vem intensificando ações políticas em São Luís e em diversos municípios, com atuação forte inclusive em São José de Ribamar e em Imperatriz, onde esteve há pouco tempo em visita política. Na rotina da Câmara, o presidente vez por outra tem recebido a visita de colegas seus do interior. Essas visitas, segundo fonte com trânsito no Palácio Pedro Neiva de Santana, estão acontecendo com frequência cada vez maior.

São Luís, 14 de Maio de 2021.

Pesquisa Datafolha aponta virada de Lula sobre Bolsonaro e reforça posição de Dino no Maranhão

 

Datafolha: Lula da Silva vence  Jair Bolsonaro num pleito sem chance para Sérgio Moro, Ciro Gomes, João Doria, Luciano Huck, Henrique Mandetta e João Amoêdo

A primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial depois que o ex-presidente Lula da Silva (PT) politicamente reabilitado, com direito de votar e ser votado, sinaliza com clareza que o líder petista volta com grande força e com poder de fogo para voltar ao Palácio do Planalto. O quadro encontrado pelo Datafolha é o seguinte: se a eleição fosse agora, Lula da Silva bateria Jair Bolsonaro no 1º turno, com 41% dos votos contra 23%, aparecendo na sequência Sérgio Moro (sem partido) teria 7%, Ciro Gomes (PDT) 6%, Luciano Huck (sem partido) 4%, João Doria (PSDB) 3% e Henrique Mandetta (DEM) e João Amoêdo (Novo) 2%. No 2º turno, Lula da Silva liquidaria a fatura com 55% votos contra 32% de Jair Bolsonaro. O levantamento encontrou também 9% de eleitores que não votarão em ninguém e 4% que se apresentaram como indecisos. O Datafolha ouviu 2.071 pessoas em 146 municípios, de forma presencial, entre terça e ontem.

As primeiras informações, levantadas ontem à noite, deram conta de que a pesquisa caiu como uma bomba no 3º andar do Palácio do Planalto e nos principais gabinetes políticos de Brasília. Sua repercussão começou pouco antes da desastrada intervenção do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na CPI da Covid, onde, em meio a um verdadeiro bombardeio contra o Governo, atacou adversários e chamou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) de “vagabundo”, num lance revelador do grau de tensão que tomou de conta da família presidencial. A leitura dos números do Datafolha deve agravar ainda mais o clima político em Brasília, já que a previsão de analista é que o presidente agrave muito mais o clima de confronto com a CPI, podendo redirecionar suas baterias verbais para o ex-presidente.

Os números do Datafolha fortalecem a tendência, já desenhada por outros levantamentos menos confiáveis, de que a corrida presidencial está polarizada entre o presidente e o ex-presidente, não sobrando mais espaço para a chamada “terceira via”, preconizada por líderes politicamente equilibrados, como o governador Flávio Dino (PCdoB), por exemplo. Os demais aspirantes, como o lesa-magistratura Sérgio Moro, o incontrolável Ciro Gomes, o ‘nada a ver’ Luciano Huck, o ‘bom moço’ João Doria, o ‘salva-vidas’ Henrique Mandetta e o liberalíssimo João Amoêdo somaram minguados 22%, o que expressa a quase impossibilidade de um deles vir a se tornar párea para os dois líderes.

O recado da pesquisa Datafolha produzirá reflexos fortes no tabuleiro político do Maranhão, que começa a ganhar forma.  Primeiro fortalecendo o governador Flávio Dino (PCdoB) na tendência de aliança em torno da candidatura do ex-presidente Lula da Silva, consolidando a caminhada do líder maranhense na busca da cadeira de senador, arquivando definitivamente o projeto de disputar o Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, o fortalecimento de Lula da Silva na corrida presidencial reforça a posição do governador Flávio Dino no sentido de construir a unidade da aliança partidária que lidera em torno de uma candidatura à sua sucessão, já que o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), postulantes ao Governo, terão pouco suporte na corrida presidencial.

Por outro lado, a tendência mostrada pela pesquisa, fragiliza ainda mais os bolsonaristas, como o senador Roberto Rocha (ainda sem partido) e a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (ainda no PSDB), que por via diversas e inconsistentes, têm se esforçado para passar a impressão de que o bolsonarismo tem algum futuro no Maranhão. O problema é que, em pesquisas anteriores, nas quais o presidente aparecia com chance de reeleição, nenhum deles apareceu com alguma chance nas disputas majoritárias no estado. Pela lógica – que em política pode ser contrariada -, a perda de fôlego de Jair Bolsonaro em relação à reeleição tende a diminuir ainda mais suas possibilidades nas próximas eleições.

A pesquisa trouxe à tona o cenário momento, mas com indicação de que esse retrato é uma tendência forte.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Comissão realiza hoje nova escuta para atualizar legislação ambiental

Fernando Barreto recebe de Othelino Neto ato que criou a Comissão de Juristas

A Comissão de Juristas que trabalha na elaboração do projeto de atualização do Código de Proteção do Meio Ambiente do Maranhão e da legislação ambiental do estado realiza hoje a segunda escuta pública, por meio da qual especialistas e até mesmo o cidadão comum podem colaborar com sugestões, de modo que a sociedade civil seja integrada ao esforço da Assembleia Legislativa para modernizar as leis que protegem os biomas maranhenses.  Ontem, o presidente da Comissão de Juristas, promotor Fernando Barreto (Meio Ambiente), apontou as escutas oportunidades essenciais neste momento em que o cuidado com o meio ambiente é tema de debates no mundo inteiro. “Se alguém tinha dúvidas da relevância da questão ambiental, as mudanças climáticas estão aí para provar o contrário. As nossas limitações são reflexos de consequência do nosso tratamento com a natureza. Por isso, a nossa relação com o meio ambiente precisa ser repensada”, pontuou.

Criada em Fevereiro pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Filho (PCdoB), a Comissão de Juristas é formada por 13 membros-representantes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, do Ministério Público, da OAB/MA, da sociedade civil e especialistas na área ambiental. Na escuta de hoje será debatida a Política Estadual de Resíduos Sólidos e Estímulos Legais, temas de importância vital para os municípios maranhenses que ainda não implantaram políticas de tratamento de resíduos sólidos e ainda convivem com lixões.

A Comissão de Juristas tem prazo de 180 dias para entregar a Assembleia Legislativa a minuta de um projeto de atualização de toda a legislação ambiental maranhense.

 

Morre a educadora e ex-vereadora Simone Macieira

Simone Macieira com o filho Mário Macieira

Morreu ontem, vítima do novo coronavírus, a ex-vereadora Simone Macieira, uma referência na vida de São Luís nas últimas décadas. Educadora de renome, Simone Macieira exerceu vários cargos relevantes como profissional, entre eles o de delegada do Ministério da Educação no Maranhão, o de diretora geral da Biblioteca Benedito Leite e o de presidente do braço maranhense do Sebrae.

Simone Macieira foi politicamente ativa, desde a adolescência. Sua politização estava principalmente no fato de ser filha da médica e militante comunista Maria Aragão, que fez história dedicando a vida prestando atendimento médico a necessitados e mulheres e atuando na defesa dos oprimidos, tendo sido uma das principais referências na luta contra a ditadura. Simone Macieira elegeu-se vereadora em São Luís no pleito de 1988, candidata pelo PCdoB. Na Câmara Municipal, manteve suas posições em defesa de causas nobres.

Simone Macieira foi casada com o economista Roberto Macieira, ele também uma das referências da sua geração, e que como o pai, Carlos Macieira, foi prefeito nomeado de São Luís no início dos anos 80, gestão à qual ela prestou decisiva colaboração. Deixa filhos, entre eles o advogado Mário Macieira, ex-presidente da OAB-Maranhão, e netos.

São Luís, 13 de Maio de 2021.

Codevasf pode se transformar num explosivo foco de investigação

 

Celso Dias com Jair Bolsonaro e Aluísio Mendes na posse na Codevasf do Maranhão

Demorou, mas aconteceu, e o desfecho poderá ser surpreendente, se não vexatório para o Maranhão. Matéria forte publicada na edição de Domingo (09) do jornal O Estado de S. Paulo mostra que a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), criada como um instrumento de desenvolvimento para a região de influência do Velho Chico e rebatizada Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba, é uma bomba cuja explosão, se vier a acontecer, causará estragos de proporções imprevistas na malha política que alcança milhões e milhões de quilômetros quadrados, aí incluídos os 331 mil nos quais se encontram os 217 municípios maranhenses.

Com a mudança, o raio de ação geopolítico chega ao distante Amapá, e teve seu rico e cobiçado orçamento excepcionalmente reforçado, e como não poderia deixar de ser, esse mamute federal é agora apontado como um bolsão de manipulação política controlado pelo Centrão e que, por via de consequência, um foco de corrupção. Nesse contexto, o braço da Codevasf no Maranhão, que anualmente faz jorrar dezenas e dezenas de milhões de reais em pequenos projetos – que vão desde a distribuição de kits de irrigação para pequenos produtores até tratores e projetos de construção de barragens -, já teve vários controladores.

No Maranhão, como em todos os estados em que está presente, o braço da autarquia federal é controlado por um padrinho, que entre outras “prerrogativas”, detém o poder de indicar o superintendente regional, via de regra burocrata experiente, que sabe como a poderosa engrenagem funciona. Atualmente, o patrono da Codevasf no Maranhão é o deputado federal Aluísio Mendes (PSC), responsável, como manda a regra, pela indicação do atual superintendente regional, Celso Adriano Costa Dias. Antes de assumir o cargo, foi secretário parlamentar do gabinete do deputado Aluísio Mendes em Brasília.

Sua condição de autarquia que funciona como peça ativa da gigantesca engrenagem federal nos estados, financiando projetos os mais diversos, grande parte de natureza comunitária, por meio de prefeituras, faz da Codevasf um órgão público com grande capilaridade e, por isso mesmo, com imensurável poder político. Sua relação é direta com prefeitos, intermediada por senadores, deputados federais e deputados estaduais, formando uma cadeia orgânica hierarquizada e eficiente.

Para se ter ideia do poder de fogo político da Codevasf, em quatro dias da última semana de Fevereiro, conforme está documentado – não existem registros de Março e Abril -, o superintendente no Maranhão recebeu 18 prefeitos, três ex-prefeitos, dois vereadores, dois ex-vereadores, dois deputados estaduais, dois deputados federais, dois ex-deputados estaduais, um assessor de deputado federal e dois assessores de senadores. Todos tratando da liberação de recursos para municípios, a maioria devidamente articulada por senadores e deputados federais.

Essa engrenagem monumental, que movimenta bilhões de reais por ano e funciona como um poderoso motor político-eleitoral, está transformada no alvo de uma investigação cujo desfecho é absolutamente imprevisível, segundo o que está sendo sinalizado em Brasília e na imprensa. O ponto de partida é o chamado “orçamento paralelo”, por meio do qual o Governo do presidente Jair Bolsonaro criou e colocou em operação um esquema para privilegiar seus aliados com a liberação de recursos, deixando de fora os não alinhados e adversários.

A reportagem do Estadão não trouxe qualquer informação sobre eventuais desvios nos recursos aplicados pela Codevasf no Maranhão por meio da cadeia de intermediação política. Mas não deixa dúvida de que a companhia se encontra situada no epicentro do “orçamento paralelo” e será um alvo duramente bombardeado por denúncias nos próximos tempos. Já há até parlamentar falando em CPI para investigá-la.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia aprova MPs com medidas de combate a estragos causados pela pandemia

Othelino Neto, com Roberto Costa (MDB), comandou a sessão que aprovou as MPs

A Assembleia Legislativa consolidou ontem duas providências do governador Flávio Dino (PCdoB) para reduzir os estragos sociais e econômicos causados com a avassaladora chegada do novo coronavírus no Maranhão. Por unanimidade, os deputados aprovaram as Medidas Provisórias 352/2021 e 344/2021. A MP 352, com validade até 31 de Dezembro deste ano, isenta do pagamento de ICMS as operações com mercadorias necessárias às medidas de prevenção ao contágio e enfrentamento da pandemia da Covid-19, como vestuários de proteção, gel antisséptico à base de álcool etílico 70%, respiradores, ventiladores médicos, kits de teste para Covid-19, bem como medicamentos destinados ao tratamento da doença.

Já a MP 344 altera a MP 341/2021 incluindo cantinas e estabelecimentos congêneres do ramo de serviços de alimentação como beneficiários do Auxílio Emergencial no valor de R$ 1 mil, pago pelo Governo do Maranhão. Esses serviços estão suspensos por medidas sanitárias de combate ao novo coronavírus.

 

Redes de TV apuram mal e minimizam trajetória de Sarney Filho no Ministério do Meio Ambiente

Sarney Filho teve trajetória minimizada em redes de TV

Os telejornais de âmbito nacional cometeram ontem o que se pode chamar de injustiça para com o ex-deputado federal pelo Maranhão e atual secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho (PV). A derrapagem ocorreu nas reportagens em que abordaram a carta assinada por nove ex-ministros de Meio Ambiente contra o projeto de lei que extingue a exigência de licença ambiental para projetos de grande investimento, como barragens, rodovias, fábricas, entre outros, já em pauta na Câmara Federal. Um dos assinantes da carta, Sarney Filho é identificado apenas como tendo sido ministro do Meio Ambiente do Governo Michel Temer (MDB). Na verdade, antes do Governo Temer, ele comandou o Ministério do Meio Ambiente no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o que o torna o brasileiro que mais tempo permaneceu à frente daquele ministério até aqui. E com a autoridade de ter sido um dos fundadores da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional ainda nos anos 80 do século passado. Por razões óbvias, pelo menos a Rede Globo poderia ter apurado melhor a trajetória do ex-ministro, visto por muitos como um dos mais eficientes no comando da pasta.

São Luís, 11 de Abril de 2021.

Flávio Dino avalia, com reflexão e cautela, se deve ou não mudar de partido

 

Flávio Dino estaria avaliando deixar o PCdoB e ingressar no PSB ou permanecer onde está

Os cenários políticos que estão sendo rascunhados no País e no Maranhão e podem ganhar forma na grande intensa e decisiva disputa eleitoral do ano vêm causando mudanças partidárias até pouco tempo improváveis. Nesse campo, que há pouco foi sacudido pela surpreendente e inesperada migração do vice-governador e candidato a candidato a governador Carlos Brandão do Republicanos para o PSDB, não será surpresa se daqui a algumas semanas o mundo político vier a ser assanhado com uma mudança partidária muito mais importante e explosiva, a do governador Flávio Dino. Até agora assunto de especulações e motivo de manifestações de lideranças partidárias interessadas no passe do governador, a migração partidária dele parece estar se tornando possível. Isso quer dizer que, por maior que sejam o seu envolvimento e a sua lealdade para com o PCdoB, do qual é hoje o quadro mais destacado, Flávio Dino encontra-se, de fato, avaliando a possibilidade de mudar de partido. E deve bater o martelo até Setembro, como manda a legislação, que exige pelo menos um ano de filiação partidária a quem quiser disputar voto. Ele é pré-candidato ao Senado.

Deixar o PCdoB não é fácil para Flávio Dino, como também não é simples definir um novo rumo partidário. O governador nasceu político nas fileiras do PT, mas mantendo relações próximas com o PCdoB desde a sua militância no Movimento Estudantil. Foi pela legenda comunista que disputou todas as eleições das quais participou até aqui, colhendo amargando insucessos e colhendo vitórias. Nesse período, vem trabalhando duro para fortalecer o partido no Maranhão e fora dele, preocupado com a sua transformação em “sigla fantasma” se não eleger deputados federais suficientes para vencer a draconiana cláusula de barreira. No momento, todas as avaliações indicam que o PCdoB dificilmente sobreviverá às eleições do ano que vem. A importância de Flávio Dino hoje para o PCdoB é tamanha, que já lhe fizeram até apelos para que se candidate a deputado federal, e assim “puxar” candidatos do partido, facilitando suas eleições.

Por outro lado, sua permanência no PCdoB trava-lhe a própria caminhada como um líder importante falando por um partido rico em tradição, mas sem força política e eleitoral. Torna-se cada vez mais complicado para o governador avançar no seu discurso como expoente de uma esquerda moderna, democrática, tendo como emblemas a foice e o martelo, que hoje representam o que há de mais conservador na seara ideológica. O pensamento político de Flávio Dino se encaixa exatamente numa sociedade aberta, com espaço para todas as vertentes, num ambiente civilizado de tal modo que possa comportar alianças reunindo centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda democrática, como a que ele construiu no Maranhão.

O político Flávio Dino, com a importância que alcançou, poderia tranquilamente se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma agremiação que vem sabendo se conduzir na confusa realidade partidária nacional, sem abrir mão de princípios de natureza socialista. Ou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), onde poderia contribuir decisivamente para recolocar a agremiação nos trilhos imaginados por Leonel Brizola, Neiva Moreira e Jackson Lago no célebre encontro de Lisboa, no início dos anos 80 do século passado. Dos dois, não há dúvida de que o caminho mais adequado no momento seja o PSB, cujas lideranças têm feito acenos e mais acenos na sua direção, oferecendo-lhe até mesmo a vaga de candidato a presidente da República, ou a de vice numa composição com o PT, por exemplo.

Como é possível observar, o governador do Maranhão, que vem ganhando reconhecimento nacional como gestor – com destaque para o desempenho do seu Governo contra o novo coronavírus – e como articulador político de ponta, encontra-se entre a cruz e a espada, avaliando as opções, para tomar uma decisão em breve. Poderá também surpreender decidindo permanecer no PCdoB, determinado a fazer o que estiver ao seu alcance para salvar o partido da inclemência da cláusula de barreira, e modernizá-lo. De preferência como senador da República, onde, é possível prever, terá um desempenho superlativo, como tem sido sua trajetória política até aqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reportagem da Folha repetiu tudo o que já fora dito sobre cenário político do Maranhão

Disputa entre Carlos Brandão e Weverton Rocha é assunto destacado na Folha

O jornal Folha de S. Paulo publicou neste Sábado (08), extensa reportagem sobre o cenário político do Maranhão. Na verdade, reproduziu, com a maquiagem adequada, tudo o que fora dito na imprensa maranhense – incluindo esta Coluna – sobre as posições do governador Flávio Dino na agitada corrida sucessória estadual e no movimentado tabuleiro da política nacional.

Tratou das investidas do ex-presidente Lula da Silva para fisgar o apoio do governador Flávio Dino, do ex-presidente José Sarney (MDB) e do senador Weverton Rocha (PDT) ao seu projeto de levar o PT novamente ao poder central. E especulou, de maneira eficiente, sobre a corrida sucessória estadual entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha.

Sobre Carlos Brandão, chutou afirmando que “alguns” membros da cúpula nacional do PT lhe fariam restrições por haver ele se filiado ao PSDB. O chute foi para o espaço quando o deputado estadual petista Zé Inácio, que é do grupo mais próximo de Lula da Silva, disse que não haverá qualquer problema se declarar apoio ao ex-presidente, o que é lógico. Já em relação a Weverton Rocha, insinuou que se o encontro do senador com Lula da Silva tiver desdobramentos, Ciro Gomes, pré-candidato presidencial pedetista, poderá reagir duro. Afinal, é óbvio ululante que Lula tenta atrair Weverton Rocha para minar a candidatura de Ciro Gomes.

A reportagem da Folha mostrou com precisão a posição, os movimentos e as intenções do governador Flávio Dino nesse cenário. Mas nada além do que já havia sido publicado.

 

Prefeitos reeleitos de cidades importantes podem tentar vagas na Câmara Federal

Especulação: Assis Ramos, Eric Silva e Fábio Gentil podem disputar a Câmara Federal

As especulações sobre quem será quem nas eleições proporcionais do ano que vem estão correndo soltas. Pelo menos três prefeitos de grandes cidades estariam se preparando para disputar cadeiras na Câmara Federal. Um deles seria o delegado de Polícia Assis Ramos (DEM), reeleito para comandar Imperatriz por mais quatro anos, que estaria avaliando seriamente a possibilidade de passara bola para o vice e tentar se mudar para Brasília em Janeiro de 2023. Outro seria o atual prefeito reeleito de Balsas, o médico Eric Silva (PDT), que estaria avaliando se valeria a pena deixar o comando daquele município para arriscar um mandato federal. Fala-se ainda no prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que estaria precisando mudar de ares por causa de perdas familiares e para cuidar da própria saúde. Como foi dito no início, são especulações.

São Luís, 09 de Maio de 2021.

Edivaldo Jr. dá passo ousado ao deixar o PDT e agrava ainda mais as perdas do partido em São Luís

 

Edivaldo Holanda Jr. e Weverton Rocha após a conversa que selou o fim da relação partidária que deixou marcas no PDT

A saída do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. dos quadros do PDT, anunciada ontem por ele próprio, foi recebida como um fato político “quase” natural, mas guarda pelo menos três aspectos que valem a pena ser avaliados no atual cenário político. O primeiro é que Edivaldo Holanda Jr. utilizou o PDT para facilitar sua reeleição em 2016 com plena convicção de que não permaneceria no partido. O segundo: a saída do ex-prefeito afunda mais ainda o PDT em São Luís, onde já deu todas as cartas, mandando e desmandando. E o terceiro: a não permanência do ex-prefeito no PDT levanta dúvidas sobre a condução do partido pelo senador Weverton Rocha, seu chefe inconteste. Ontem, os principais nomes da agremiação preferiram “ignorar” o desligamento do ex-prefeito, como também seus porta-vozes em meios de comunicação, que preferiram não tocar no assunto. Mas não há como não avaliar o passo de Edivaldo Holanda Jr. sem medir o peso dessa decisão dentro da agremiação pedetista.

Quando se esquivou de participar da disputa pela sua sucessão, recusando-se a apoiar o deputado Neto Evangelista, candidato da aliança do PDT com o DEM, articulada por Weverton Rocha, o então prefeito Edivaldo Holanda Jr. mandou um recado claro de que sua saída do partido após o pleito seria questão de tempo. Primeiro porque, político da chamada “direita civilizada”, mais inclinada ao centro, o ex-prefeito não tem qualquer afinidade com o viés esquerdista do PDT. Além do mais, com o cacife político que amealhou em dois bem-sucedidos mandatos no comando de São Luís, alcançou status para comandar um partido e não permanecer submetido ao comando forte do senador Weverton Rocha. Agora, está livre para ter um partido para chamar de seu ou se filiar a uma legenda onde seja a estrela maior. Quem sabe não retornará ao PTC, pelo qual se elegeu prefeito em 2012? O controle está garantido.

Quanto ao futuro, Edivaldo Holanda Jr. tem horizonte largo pela frente. Ao preencher seu vácuo partidário, poderá sentar na mesa com o governador Flávio Dino (PCdoB) como opção para companheiro de chapa do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), ou entrar na briga por uma cadeira de deputado federal, projeto que poderá realizar sem maiores dificuldades. Há quem o veja entrando na corrida ao Palácio dos Leões, mas uma avaliação mais cuidadosa certamente concluirá que não é ainda o seu momento de queimar esse cacife tão duramente armazenado. Isso porque nesse momento, quando tudo parece conspirar a seu favor, o pior que lhe pode acontecer é dar um passo em falso e sofrer uma derrota eleitoral.

No que diz respeito ao PDT como força partidária, a saída de Edivaldo Holanda Jr. aumenta fortemente o enorme desgaste sofrido pelo partido em São Luís na corrida eleitoral do ano passado. A agremiação, que comandou a cidade por 20 anos nas últimas três décadas, tinha um prefeito, não lançou um candidato e fez uma aliança com um partido adversário em torno de um candidato que o prefeito queria ver pelas costas. O comando o pedetista montou a equação perfeita para o desastre. Resultado: o PDT perdeu a mais importante Prefeitura do Maranhão, teve sua representação reduzida na Câmara Municipal e agora, de quebra, perde o quadro mais influente depois do senador Weverton Rocha.

Ao deixar o PDT, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. dá um passo ousado, pois, mesmo sem um papel de comando, sua permanência no partido lhe dava a garantia de uma sólida estrutura partidária, base necessária para viabilizar seus projetos, sem ter necessariamente de disputar espaços de poder com o chefe maior da agremiação. Dono de boa experiência, e tendo no pai, o deputado Edivaldo Holanda (PTC), raposa tarimbada, um bom conselheiro, o ex-prefeito de São Luís certamente sabe o que estava fazendo quando decidiu deixar a legenda comanda pelo senador Weverton Rocha, nome forte na corrida ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Especulação sobre migração de Dino do comunismo para o socialismo anima PSB

Flávio Dino: nova onda de especulação sobre permanência no PCdoB ou migração para o PSB

Em meio à especulação segundo a qual o governador Flávio Dino estaria avaliando resolver seu futuro partidário até o final deste mês, tendo como opções permanecer no PCdoB ou migrar para o PSB, ou seja, abandonar o comunismo e se converter ao socialismo, o presidente da legenda socialista no Maranhão, Luciano Leitoa, ex-prefeito de Timon, reafirmou que o partido continua com as portas escancaradas para o governador do Maranhão. Disse, porém, nada saber sobre o que foi especulado durante o dia, colocando em dúvida a veracidade da informação.

De acordo com os especuladores, Flávio Dino inclinado a migrar para o PSB, mas sabe que sua saída do PCdoB poderá significar o fim da legenda, à qual está filiado desde que deixou o PT, no início deste século. Foi no PCdoB que disputou todas as suas eleições, com vitórias e derrotas, situações que contribuíram para que o ex-petista criasse um vínculo forte com o mais antigo partido de esquerda do País. E nenhuma das fontes da Coluna admitiu a possibilidade de o governador rever sua posição partidária no momento. Ao contrário, todas disseram que, pelo menos por enquanto é difícil imaginar Flávio Dino fora do PCdoB, principalmente sabendo que sua saída poderá causar o fim do partido.

O próprio governador não se manifestou a respeito dessa especulação.

 

Reaproximação de Lula com Sarney anima parte do MDB no Maranhão

Lula da Silva e José Sarney 

Emedebista graduados do Maranhão estão torcendo para que o partido reedite a aliança com o PT para as eleições do ano que vem. Sabem, porém, que essa possibilidade, se vier a se concretizar no plano nacional, enfrentará muitas dificuldades no Maranhão. Isso porque, atualmente, o caminho mais claro para o PT no Maranhão é compor com o PCdoB e não mais com o MDB, como aconteceu nos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Agora, mesmo considerando a importância do ex-presidente José Sarney numa eventual articulação de uma nova aliança PT/MDB no País, como querem muitos petistas e emedebistas, no Maranhão, o aliado preferencial do líder petista é o governador Flávio Dino, que esteve na linha de frente da cruzada contra processos e prisão do ex-presidente.

São Luís, 08 de Maio de 2021.

Reencontro de Lula e Sarney pode reeditar aliança PT/MDB, mas com dificuldades no Maranhão

 

Lula da Silva e José Sarney, ontem, em Brasília: amizade reafirmada. Só isso?

Ainda que tenha causado certo impacto devido às circunstâncias políticas do momento e também pelo fato de que seu visitante mais recente fora exatamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a visita de ontem do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao ex-presidente José Sarney (MDB) foi escrita nas estrelas mesmo antes de ser agendada. Por uma série de razões, entre elas a simpatia mútua que liga há muito os dois chefes da Nação, de vez que José Sarney é fã de Lula da Silva, e vice-versa, em que pesem as profundas diferenças políticas, ideológicas e culturais que os separam. O almoço de ontem, na residência de José Sarney, em Brasília, além do reencontro de dois amigos, proporcionou-lhes a oportunidade de fazer analisar a complicada situação social e econômica do País causada pela pandemia do novo coronavírus, o desastre administrativo e político do Governo Bolsonaro e, claro, o futuro que pode ser desenhado pelas eleições do ano que vem com a participação efetiva e decisiva do PT e do MDB. O Maranhão certamente foi tema da conversa, mas não se sabe sob que enfoque.

A aproximação pessoal e o estreitamento de relações políticas entre os ex-presidentes são de duas décadas atrás. Os dois se conhecem muito bem, de modo que na relação que travam não existem armadilhas nem jogo de faz de contas. Nesse momento, além refazer os laços como amigo, Lula da Silva quer o apoio do MDB na guerra que travará para voltar ao Palácio do Planalto, agora enfrentando o presidente Jair Bolsonaro, numa eleição que já parece polarizada. José Sarney, por seu turno, quer o MDB de volta ao poder, possibilidade viável apenas numa composição com o PT, reedição de 2002 e 2006, com Lula da Silva tendo o industrial mineiro José Alanca como vice, e de 2010 e 2014, com a eleição e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), tendo como vice o líder emedebista Michel Temer, que acabou presidente. As mágoas em relação ao impeachment da presidente petista evaporaram ou estão cuidadosamente sufocadas.

Sem participação direta na atual gestão do MDB, comandada pelo deputado federal paulista Baleia Rossi, José Sarney detém, porém, uma visão política privilegiada e atualizada, é um dos líderes mais consultados da República, e pode influenciar, sim, na tomada de posição do MDB na corrida presidencial. Não será surpresa, portanto, se a aliança PT/MDB de 2002, que durou até 2014, for reeditada com o aval do ex-presidente José Sarney. Nada indica que essa possibilidade seja algo definido, mas nada também sugere sua inviabilidade. O fato é que, sem a aliança com o PDT, que parece estar se acomodando em torno do ex-governador Ciro Gomes, o PT precisará, mais do que nunca, de um aliado de centro, forte, com capilaridade em todo o País, perfil no qual o MDB se encaixa perfeitamente. A julgar pelo cenário do momento, não será surpresa se PT e MDB venham a reatar politicamente e compor uma aliança nacional para 2022.

Nesse contexto, o fator Maranhão pode surgir como uma dificuldade incontornável num projeto nacional unindo PT e MDB. Para começar, no estado está a base maior do PCdoB, o principal aliado do PT na esquerda, como também a sua principal referência, o governador Flávio Dino, o mais destacado apoiador da presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, e do ex-presidente Lula da Silva durante a via crucis que lhe foi imposta pela banda bolsonariana da Lava Jato. Diferentemente de 2010 e 2014, o PCdoB e Flávio Dino são aliados agora preferenciais. Causará no mínimo perplexidade se em 2022 o PT não estiver na base do projeto liderado pelo governador Flávio Dino, seja com a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), seja com chapa encabeçada pelo senador Weverton Rocha (PDT).

O fato é que o reencontro de Lula da Silva com José Sarney, além do simbolismo expressado num encontro de ex-presidentes da República, tem peso político importante no cenário em evolução no País. E não surpreenderá se vier a produzir desdobramentos com força para sacudir intensamente as bases políticas do País. Principalmente se a forte tendência de crescimento de Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto para 2022 for consolidada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

José Reinaldo avalia que Brandão terá força para se reeleger quando “sentar na cadeira”

José Reinaldo vê futuro no projeto de candidatura de Carlos Brandão

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), que ocupa, sem favor, a posição de conselheiro do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) voltou ontem a assanhar a base de apoiadores do senador Weverton Rocha. Em entrevista à TV Mirante, ele reafirmou sua aposta na candidatura de Carlos Brandão ao Governo, vendo-a como escolha natural pelo governador Flávio Dino.  E disse acreditar que, ao “sentar na cadeira” de governador, em Abril do ano que vem, Carlos Brandão terá condições de, apoiado por Flávio Dino, que será candidato ao Senado, reunir força política e partidária para se reeleger.

José Reinaldo sabe o que diz nessa seara, porque analisa um quadro que ele próprio viveu em 2002, como vice-governador. Em janeiro daquele ano, Roseana Sarney (DEM), completando o segundo mandato no auge do seu poder político e nome forte na corrida presidencial, tirava-lhe o sono dando a entender que lançaria outro nome à sua sucessão. No final daquele mês, numa longa e franca conversa com o colunista, o então vice-governador declarou, enfático: “Quando eu assumir, em Abril, quero ver quem vai me dizer que não serei candidato. Com apoio ou sem apoio, vou disputar e vou ganhar a eleição”.

Em março daquele ano, a Operação Lunus, da Polícia Federal, autorizada pelo então jovem juiz federal Carlos Madeira, destruiu a base nacional do projeto presidencial da ainda governadora do Maranhão, que logo renunciou para se candidatar ao Senado numa situação dramática. José Reinaldo assumiu em Abril, anunciou sua candidatura à reeleição sem colocar o assunto em discussão, enfrentou Jackson Lago (PDT) e Ricardo Murad (PSB) e foi reeleito no primeiro turno, numa dobradinha sem afeto com a ex-governadora, que se elegeu senadora. Quatro anos depois (2006), o governador comandou o movimento político que resultou na histórica vitória do pedetista Jackson Lago sobre a emedebista Roseana Sarney (MDB).

Em resumo: sem ser o dono da verdade e sujeito a equívocos, José Reinaldo sabe o que diz quando avalia o cenário político do Maranhão.

 

Executivo e Legislativo mantêm sintonia fina na relação institucional

Othelino Neto e Flávio Dino: sintonia fina entre os Poderes Executivo e Legislativo

Sintonia fina e relação produtiva. Foi o que ficou mais uma vez demonstrado em nova reunião institucional entre o governador Flávio Dino e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), realizada ontem no Palácio dos Leões. O governador e o presidente avaliaram a pauta mais recente e concluíram que o parlamento estadual tem sido ativo e produtivo em relação às matérias propostas pelo Poder Executivo, assegurando benefícios para a população maranhense nos momentos mais dramáticos da pandemia.

Num balanço franco, o presidente Othelino Neto avalia que a Assembleia Legislativa tem se posicionado sem demora em relação a todas as matérias propostas pelo Palácio dos Leões. Agora mesmo, o Poder Executivo protocolou projeto de lei propondo a criação do Agente de Desenvolvimento Rural Quilombola, no âmbito do programa ‘Maranhão Quilombola’. O propósito é promover ações que garantam maior qualidade de vida a essas comunidades.

Na conversa de ontem, o governador Flávio Dino reconheceu o empenho da Assembleia Legislativa no sentido de dar resposta positiva às propostas do seu Governo, como também a ação dos deputados na destinação das emendas parlamentares.

Executivo e Legislativo têm mantido convivência harmônica e produtiva, alimentando um ambiente institucional sem qualquer traço de crise. Ao contrário do que acontece, por exemplo, no plano federal.

São Luís, 07 de Maio de 2022.

Encontro de Weverton com Lula mostra que o senador está determinado a consolidar projeto de poder  

 

Weverton Rocha e Lula da Silva: encontro em Brasília tratou do Brasil e do Maranhão

Em meio à medição de forças que trava com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pela vaga de candidato ao Palácio dos Leões pela aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Weverton Rocha (PDT) marcou tento importante ao se encontrar com o ex-presidente Lula da Silva (PT), nesta Terça-Feira, em Brasília, durante jantar com a bancada petista no Senado, com a participação da presidente da legenda, deputada federal Gleise Hoffmann. Weverton Rocha foi recebido como um parceiro de sempre, dispensando o mesmo tratamento ao ex-presidente. Os dois conversaram sobre o Brasil e o Maranhão, provavelmente rascunhando as bases de uma relação que pode produzir frutos importantes na corrida eleitoral do ano que vem. Não foi por acaso que o líder do PT no Senado, o senador paraense Paulo Rocha, convidou o senador maranhense para um jantar do qual participaram apenas senadores petistas. Ambos têm interesse maiúsculo numa boa relação PT/PDT na importante e decisiva corrida eleitoral que se aproxima.

Da parte do senador Weverton Rocha, interessa sobremaneira uma aliança do PT com o PDT no Maranhão no bojo do seu projeto de candidatura. O senador sabe que o PT tende a se inclinar para uma aliança com o PCdoB em apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão. Tem consciência de que o posicionamento do PT maranhense depende do caminho a ser traçado pelo governador Flávio Dino com o líder petista. Daí a importância vital do estreitamento da relação com o ex-presidente. Weverton Rocha avalia, com faro de raposa, que o apoio do PT tem peso importante na disputa do Governo do Maranhão. Tanto que o governador Flávio Dino trata o partido de Lula da Silva como parte da aliança partidária que lidera, com espaço no Governo e, mais recentemente, com a indicação do deputado petista Zé Inácio como vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Da parte de Lula da Silva, uma boa relação com o senador maranhense tem importância no jogo sucessório. O ex-presidente sabe que Weverton Rocha, por haver herdado o comando do partido fundado pelo ex-governador Jackson Lago, e pela ligação que mantém com a cúpula do partido, da qual faz parte, agora mais ainda como senador, tem grande peso nas decisões do PDT. O comando petista vê a pré-candidatura do ex-governador cearense Ciro Gomes como um obstáculo ao projeto do PT de voltar ao Poder com a candidatura de Lula da Silva ao Palácio do Planalto. O senador Weverton Rocha bem que pode intermediar uma negociação que possa resultar num acordo ligando Lula da Silva e Ciro Gomes, fechando uma aliança PT/PDT no plano nacional, com reflexo integral no Maranhão.

Em política, o que é aparentemente viável muitas vezes não chega sequer a ser configurado como uma possibilidade. No Maranhão, mesmo levando em conta o fato de que recentemente o PT se manteve por mais de uma década aliado ao MDB, tendo apoiado a candidatura de Lobão Filho contra Flávio Dino em 2014, a relação do partido de Lula da Silva com o PCdoB mudou radicalmente. Flávio Dino e o PCdoB estiveram na linha de frente contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e na cruzada contra as condenações e a prisão do ex-presidente. Hoje, mesmo considerando que na política do Maranhão ´boi voa com asa quebrada`, no dizer de velhas raposas, é impensável uma disputa pelo Palácio dos Leões e pelo Palácio do Planalto com o PT em lado oposto ao PCdoB.

A política, vale lembrar, evolui com conversa, e a ida de Weverton Rocha a Lula da Silva mostrou que o senador está determinado a consolidar seu projeto de candidatura, e que as portas no PT estão abertas para conversa, por mais previsível que seja o seu desfecho neste caso.


PONTO & CONTRAPONTO

 

Com troca de comando na Educação, Braide mandou recado direto à equipe

Eduardo Braide: recado direto

Ao trocar o comando na Secretaria Municipal de Educação, tirando a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) e nomeando o economista Marcos Moura, além de tomar uma providência administrativa arrojada e destinada a dar uma nova dinâmica à pasta, na qual os estragos causados pelo novo coronavírus são particularmente dramáticos, o prefeito Eduardo Braide (Podemos) mandou um recado direto e sem rodeios: não existe “indemissíveis” na sua equipe. Com isso, o prefeito de São Luís reafirma o discurso de campanha segundo o qual sua equipe será avaliada pelo desempenho, e não por relações pessoais ou políticas. Fonte com trânsito na Prefeitura de São Luís, incluindo o Palácio de la Ravardière, avalia que o recado foi entendido com clareza, mas sem surpresa para muitos. Esses já sabiam que o prefeito é exigente e meticuloso, e com uma característica que faz toda diferença: é estudioso e obcecado pelo trabalho, o que aumenta sua autoridade.

 

Roberto Costa diz que MDB se renova e está aberto ao diálogo

Roberto Costa: MDB está aberto ao diálogo com todas as correntes

“O MDB tem de olhar para frente e não para o retrovisor”. Foi o que disse ontem o vice-presidente e principal articulador do partido, deputado Roberto Costa, em discurso na Assembleia Legislativa, no qual afirmou que o MDB está em busca de um caminho que o leve a um futuro adequado no contexto político estadual, por meio do diálogo. Isso quer dizer que o MDB está aberto a conversas com o PDT, em torno do senador Weverton Rocha, ou com o PSDB, visando participar do projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão. “Podemos dialogar até com o governador Flávio Dino (PCdoB)”, disse o líder da ala jovem, que vem sacudindo o MDB e atualizando suas principais lideranças, como a ex-governadora Roseana Sarney.

O discurso do deputado Roberto Costa é direto. Ele defende que o MDB abra e mantenha canais de diálogo com as mais diferentes correntes partidárias, de modo a encontrar parceiros confiáveis, com os quais possa dialogar somar forças. “Temos a compreensão da importância que o nosso partido tem no processo político e sabemos acima de tudo que nós temos que ter a responsabilidade não de olhar para o retrovisor, mas de visualizar o futuro”, destacou.

E completou: “E quando a gente fala força política, as forças políticas, nós não estamos fazendo nenhum tipo de veto, absolutamente, de ninguém. Não tem problema em se pensar, em sentar e em discutir com o senador Weverton (Rocha), do PDT, ou com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), podendo incluir o governador Flávio Dino (PCdoB). Isso não é acordo, é diálogo, que pode resultar, sim, na construção de um acordo no futuro”.

Vale lembrar que agora em Junho o MDB realizará convenção extraordinária para mudança de comando, já estando acertado que o comando partidário será entregue à ex-governadora Roseana Sarney.

São Luís, 06 de Maio de 2021.

Sem líder forte e sem projeto de poder, Oposição continua dispersada e sem futuro claro no Maranhão

 

Roberto Rocha atua sozinho, Roseana Sarney quer liderar MDB, Josimar de Maranhãozinho e Lahesio Bonfim se dizem candidatos, e Franklin Douglas pode  liderar a ultraesquerda

A 17 meses das eleições, que muitos avaliam como decisivas para o futuro do Maranhão, o tabuleiro político do estado está dividido em dois campos. O da Situação, forte, com rumo bem definido pela liderança do governador Flávio Dino (PCdoB) – que no momento cuida de administrar a medição de forças entre os dois aspirantes à sua sucessão, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) -, e o da Oposição, fraco, disperso e sem lideranças aglutinadoras, que funcionem como referência – a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Roberto Rocha (sem partido), por exemplo. Além disso, só os movimentos do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que continua dizendo-se pré-candidato a governador, e a solitária e zoadenta pré-campanha do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL) – ambas sem futuro visível. Nesse contexto, há quem aponte o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), como uma terceira via, mas tudo indica que ele gora está empenhado em justificar sua eleição com uma boa gestão, visando reeleger-se em 2024 para entrar na guerra pelo poder estadual em 2026.

O senador Roberto Rocha tem-se esforçado para ser visto como o principal nome da Oposição nesse momento, com cacife político para entrar na disputa pelo Governo do Estado contra Carlos Brandão ou Weverton Rocha, ou os dois, caso não cheguem a um acordo. E se prepara para ser o representante de proa do bolsonarismo no Maranhão disputando o Governo do Estado em alinhamento com a tentativa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, como ele, ainda sem partido. Só que até o momento Roberto Rocha não fez nenhum movimento no sentido de mobilizar esses grupos dispersos em torno do seu projeto. Ao contrário, todos os seus passos até aqui revelam uma trajetória solitária, como se desconhecesse que numa disputa majoritária não há lugar nem futuro para candidato sem grupo.

No caso da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) – que, segundo o deputado César Pires (PV) em entrevista ao blog do jornalista Jorge Vieira, está desanimada -, ela é a maior referência oposicionista da atualidade, mas depois de duas derrotas (2006 e 2018) e de uma aposentadoria confortável, não mostra interesse por uma disputa em que suas chances parecem remotas. Ela prefere organizar o MDB e incentivar candidaturas a deputado federal e a deputado estadual. Saudosa do jogo e das articulações, retornará ao cenário como líder partidária, no controle das rédeas emedebistas, mais inclinada a apoiar candidato do que a se candidatar e mergulhar no turbilhão das incertezas. Como ela, o braço maranhense do MDB está em busca de um parceiro na corrida majoritária, podendo apoiar Carlos Brandão, que tem alguma afinidade com o que restou do Grupo Sarney.

O retrato mais nítido da Oposição do momento no Maranhão é a imagem que mostra o deputado federal Edilázio Jr. e César Pires em São Paulo, reunidos com o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, tentando encontrar um rumo para o PSD no estado. De acordo com a assessoria do partido, Edilázio Jr. teria dito a Kassab que não apoiará nenhum dos nomes já postos para o Governo do Estado, admitindo apenas apoiar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), se ele entrar no PSD. Os movimentos indicam que essa é também a posição do deputado federal Aluísio Mendes, que comanda o PSC no Maranhão e até agora não disse como ele e seu partido se posicionarão na corrida à sucessão do governador Flávio Dino.

Todas as evidências sugerem que nenhum candidato oposicionista conseguirá mobilizar todos os grupos dispersados nas eleições de 2014 e 2018, nas quais a grande aliança liderada por Flávio Dino destroçou nas urnas as forças que lhe fizeram frente. E foi exatamente por falta de lideranças que essas correntes se perderam e se transformaram em grupos pequenos, controlados com mão de ferro por deputados federais e sem condições de conceber e viabilizar um projeto de poder que inclua uma candidatura de consenso ao Governo do Estado. Fora disso, só a ultraesquerda, representada por PSOL, PCB e UP, já se prepara para conversar e definir um rumo, que pode ser a candidatura do professor Franklin Douglas (PSOL) ao Governo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Deputadas têm atuação forte na voltadas sessões presenciais da Assembleia Legislativa

Ana do Gás, Daniella Tema e Thaiza Hortegal: atuação forte na Assembleia Legislativa

A bancada feminina atuou fortemente ontem, na volta das sessões presenciais na Assembleia Legislativa, comandada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). As deputadas Ana do Gás (PCdoB), Daniella Tema (DEM) e Thaiza Hortegal (PP) retornaram ao plenário com garra e com uma atuação produtiva.

Ana do Gás ocupou a tribuna para registrar, com ênfase, ações do Governo Flávio Dino por meio da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, comandada pelo presidente do seu partido, deputado federal Márcio Jerry. Começou destacando as ações em São Luís, como as sete praças inauguradas no Dia do Trabalho. A deputada elencou programas como o “Cheque Minha Casa” e as obras no Centro de São Luís, a exemplo do Shopping Rua Grande, construído por meio de incentivo do programa “Adote um Casarão”. E destacou: “Apesar desse período delicado, estão sendo construídas 300 casas para famílias de baixa renda nos municípios de Araioses, Conceição do Lago- Açu e Serrano do Maranhão, por meio do programa ‘Minha Casa, Meu Maranhão’. Gostaria de parabenizar, mais uma vez, o governador Flávio Dino e o secretário Marcio Jerry, pelo excelente trabalho desenvolvido em nosso estado”.

Daniella Tema (DEM) comemorou a sanção, pelo governador Flávio Dino, da Lei 11.455/2021, de sua autoria, que cria o selo “Empresa Amiga da Mulher”, dispositivo que beneficia o público feminino e incentiva as empresas maranhenses a promoverem ações e projetos para valorização da mulher e de combate à violência de gênero e ao feminicídio em suas instalações. De acordo com a deputada, que coordena a Frente Parlamentar de Combate e Erradicação do Feminicídio, da Assembleia Legislativa do Maranhão, a nova lei vai favorecer a visibilidade das pautas femininas, no âmbito estadual. “O combate à violência contra a mulher e a promoção dos seus direitos ainda é um trabalho que tem de ser feito diariamente e intensamente. Espero que tenhamos uma larga adesão do empresariado maranhense”, disse Daniella Tema.

A partir de amanhã, Quinta-Feira (6), a Agência Satélite Norte iniciará a venda de passagens de ferryboat da empresa Serviporto, na Rodoviária de Pinheiro. A iniciativa é fruto de uma solicitação feita pela deputada estadual Thaiza Hortegal (PP), atendida pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB). “Muito feliz com a concretização desse serviço que pleiteamos, o que é mais um avanço que tivemos na área. Ao longo do meu mandato, estamos sempre intercedendo junto à MOB, em favor dos usuários de ferryboat, e buscando melhorias reais. Agora, os passageiros contam com essa opção de compra de passagens, na própria Rodoviária de Pinheiro, o que facilita muito aos moradores, inclusive, o acesso a informações sobre as embarcações”, explicou a parlamentar.

 

PTB de Mical Damasceno continuará na base de Flávio Dino?

Mical Damasceno comandou a tropa bolsonarista na carreata de Domingo

Quando recebeu, no início do ano, a tarefa de comandar o PTB no Maranhão, na esteira de uma crise que tirou o deputado federal Pedro Lucas Fernandes da presidência e das fileiras do partido, juntamente com seu pai, o ex-presidente petebista e atual prefeito de Arame Pedro Fernandes, a deputada estadual Mical Damasceno parecia o nome mais improvável para comandar a hoje desfigurada agremiação partidária criada por Getúlio Vargas. Escolhida pelo chefe maior da sigla, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, Mical Damasceno se encaixou perfeitamente no papel de chefe partidária, posição facilitada pela sua plena identificação com o ideário atual do PTB: o bolsonarismo na sua versão mais radical. O entusiasmo com que a deputada participou da carreata pró-Bolsonaro em São Luís, no último Domingo, confirmou sua posição no partido, mas levantou uma dúvida: o PTB vai continuar na base de apoio do governador Flávio Dino? Com a palavra, a deputada Mical Damasceno.

São Luís, 05 de Maio de 2021.

Corrida sucessória ganha intensidade com ataques e contra-ataques nos primeiros dias de Maio

 

Corrida sucessória: Jair Bolsonaro atacou, Roberto Rocha reforçou e Márcio Jerry rebateu, enquanto Josimar de Maranhãozinho manteve projeto, Weverton Rocha fez política parlamentar e Carlos Brandão intensificou articulações

Os movimentos registrados nesta Segunda-Feira, 03 de Maio, indicaram com clareza que a corrida sucessória no Maranhão começa, de fato, a entrar em ritmo intenso, como previra a Coluna em edições recentes. Ontem, o senador Roberto Rocha (sem partido), praticamente assumiu a condição de pré-candidato ao Palácio dos Leões, ao endossar uma provocação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dirigida ao PCdoB, mas tendo como alvo o governador Flávio Dino, o principal líder do partido, e duramente rebatida pelo presidente do PCdoB no estado, deputado federal licenciado Márcio Jerry, atual secretário das Cidades. Ao mesmo tempo, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), repetiu, num programa de TV, que é pré-candidato ao Governo do Estado. Nas últimas 48 horas, o senador Weverton Rocha (PDT) preferiu usar as redes sociais operando para reforçar sua relação com os trabalhadores, enquanto o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), com o sinal verde do governador Flávio Dino, aproveitou os três primeiros dias do mês para intensificar as articulações políticas em reforço à sua pré-candidatura.

A provocação do presidente Jair Bolsonaro dizendo que “Vamos arrancar o PCdoB do Maranhão” foi uma espécie de senha para o senador Roberto Rocha produzir e publicar nas suas redes sociais um cartaz com a “ameaça”, ao que acrescentou o seguinte comentário: “Tem meu apoio, presidente Jair Bolsonaro. Estamos Juntos”. A declaração do presidente e o complemento do senador foram um movimento devidamente combinado e destinado a funcionar como recado informando que Jair Bolsonaro vai mesmo “jogar pesado” para reverter sua sofrível presença política no Maranhão, usando para isso a candidatura de Roberto Rocha ao Governo do Estado como ponta-de-lança. O episódio confirmou informação da Coluna na edição de 16/04 sobre o projeto urdido nos gabinetes do Palácio do Planalto.

Direta e agressiva, a provocação do presidente Jair Bolsonaro e do seu lugar-tenente ao PCdoB não ficou incólume. Ato contínuo, o presidente do partido, Márcio Jerry, reagiu com petardo igualmente ácido: “Roberto Rocha não seria jamais senador sem o apoio do PCdoB em 2014. A propósito, após trair o grupo que o elegeu, o sonolento senador amargou uma acachapante derrota em 2018, quando rastejou em 2% dos votos”. A resposta do presidente do PCdoB foi uma mostra amena do que pode vir por aí se as provocações continuarem.

Em outra seara, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, em entrevista à TV Alternativa, reafirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado, avaliando que seu projeto é viável. Em meados de Abril, o deputado teria sido sondado por emissários do presidente da República sobre compor uma chapa com Roberto Rocha, mas logo declarou que a composição especulada não tinha fundamento. Dias depois, no início da semana passada, foi ao Palácio dos Leões para uma audiência com o governador Flávio Dino articulada pelo vice-governador Carlos Brandão. Em meio à repercussão, horas depois publicou em redes sociais que é candidato a candidato a governador. Fez o mesmo discurso na entrevista de ontem, sem conseguir, no entanto, desfazer a impressão de que caminha para uma aliança em torno de Carlos Brandão.

Os movimentos dos últimos dias impactaram o núcleo duro do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha. Depois de uma semana intensa, durante a qual o projeto do pedetista foi atingido por uma incômoda denúncia do Ministério Público, o senador se manteve ativo com duras críticas ao Governo Bolsonaro e uma mensagem otimista aos trabalhadores no 1º de Maio. Por sua vez, o vice-governador Carlos Brandão deu seguidas demonstrações de que seu projeto de candidatura está de vento em popa, com sinais fortes de que poderá ter até mesmo o apoio de segmentos ligados ao sarneysismo, com os quais vem conversando discretamente.

Essa espécie de largada, que ganhou força com os passos dados pelo governador Flávio Dino no sentido de articular um grande acordo dentro da aliança que lidera, só tende a ganhar intensidade nos próximos meses, principalmente se o senador Roberto Rocha vier a entrar efetivamente no tabuleiro da sucessão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide muda comando da Educação sem crise com a vice-prefeita Esmênia Miranda

 

Esmènia Miranda deixou a Secretaria de Educação sem crise com Eduardo Braide

Poucas vezes uma mudança de comando numa pasta da Prefeitura de São Luís foi feita com naturalidade como a substituição da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) pelo economista Marcos Moura na Secretaria Municipal de Educação. Num lance que revelou a soma de habilidade com autoridade, o prefeito Eduardo Braide (Podemos) fez a troca sem tensão nem trauma. O fato parece ter sido o resultado de um entendimento maduro, conversado. Provavelmente vencida pelo enorme desafio que está sendo reinventar o funcionamento do Sistema Municipal de Ensino – uma engrenagem complicada, com mais de 250 escolas e milhares de alunos e professores, além do pessoal administrativo – a vice-prefeita caiu em si e preferiu se recolher às funções protocolares, aparentemente sem uma ponta de mágoa.

O fato é a confirmação de que é um erro nomear vice-prefeito, vice-governador ou vice-presidente para cargo executivo. Via de regra não dá certo e deixa o prefeito em saia justa, à medida que demitir o seu substituto eventual é uma decisão que pode causar uma série de problemas.

Quase todos os casos de nomeação de vice para cargo executivo resultaram em problema. No plano nacional, o presidente Jair Bolsonaro nomeou o vice Amilton Mourão para o comando do Conselho da Amazônia e, embora esteja praticamente rompido com ele, não tem coragem de demiti-lo da função. Noutro cenário, o governador Flávio Dino mantém há seis anos uma relação produtiva e saudável com o vice-governador Carlos Brandão, a quem delega tarefas de natureza política ou diplomática, fazendo-o seu representante nas mais diversas situações e circunstâncias, obtendo excelentes resultados, uma vez que o Nº 2 cumpre rigorosamente suas orientações, jamais ultrapassando os limites da sua atuação.

Ao que tudo indica, é isso que o prefeito Eduardo Braide pretende para a vice-prefeita Esmênia Miranda.

 

Governo reforça segurança alimentar distribuindo 12 mil cestas em 10 municípios

Flávio Dino, entre Othelino Neto e Carlos Brandão, faz a entrega de cestas básicas

O governador Flávio Dino comandou ontem o ato em que o Governo do Estado, por meio do programa Comida na Mesa, posto em prática pela Secretaria de Agricultura Familiar, comandada pelo secretário Rodrigo Lago, enviou 12 mil cestas básicas para famílias carentes de 10 municípios – Anapurus, Belágua, Chapadinha, Itapecuru Mirim, Mata Roma, Nina Rodrigues, Presidente Vargas, São Benedito do Rio Preto, Urbano Santos e Vargem Grande. Realizado no Palácio dos Leões, o ato contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), de vários deputados – Wendell Lages (PMN), Thaiza Hortegal (PP), Paulo Neto (DEM) e Ana do Gás (PCdoB) – e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Na semana passada, outras 12 mil cestas básicas foram encaminhadas às necessitadas outros 10 municípios.

O Comida na Mesa é destinado a reforçar a política de segurança alimentar nas regiões mais carentes do estado, sustentado em dois pilares: os 52 Restaurantes Populares em funcionamento atualmente, que vendem comida de qualidade a preços populares, e a distribuição de alimentos de forma direta, sendo parte deles produzidos por famílias de agricultores. Além disso, o Programa banca o gás de cozinha para famílias identificadas pelo Cadastro Único, entre outras ações. O Governo está investindo R$ 180 milhões na política de segurança alimentar

No ato da entrega dos alimentos aos prefeitos, o governador Flávio Dino assinalou que o seu Governo encara a pandemia do novo coronavírus enfrentando os problemas sanitários, sociais e econômicos: “Estamos com uma série de ações mitigadoras dos problemas nascidos da pandemia, entre os quais, a garantia da subsistência e segurança alimentar mínimas. O Comida na Mesa integra esse conjunto de medidas. Vamos continuar fazendo nossa parte, como Deus nos permite e nos dá energia, e essa união [com prefeituras e parlamento] é importante para manter o Maranhão como o estado de menor taxa de letalidade do Brasil. Essa é uma luta cotidiana e mostra que a união faz a força”.

Por sua vez, o secretário Rodrigo Lago, responsável direto pelo programa, destacou: “Hoje temos mais uma entrega do Comida na Mesa, para mais 10 cidades. Os alimentos são entregues para as prefeituras, que somam na distribuição, para amenizar a fome do povo do Maranhão. Parte destes alimentos são adquiridos da agricultura familiar. O programa, ao mesmo tempo em que garante renda aos produtores familiares, garantimos comida na mesa dos maranhenses”.

Em nome do Poder Legislativo, o presidente Othelino Neto assinalou: “É necessário que todos estejamos juntos para ajudar as pessoas nesse momento tão crítico. E esta é uma iniciativa importante, pois, além de realizar a distribuição de alimentos, também estimula a agricultura familiar, contribuindo para que superemos o mais rápido possível essas dificuldades”.

São Luís, 04 de Maio de 2021.